Orquestra Sinfônica executa ‘O Anel sem Palavras’ no palco do Theatro Municipal de São Paulo

De Instituto Odeon em 28 de novembro de 2019


Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e o maestro Roberto Minczuk. Foto Fabiana Stig

Ainda no programa está o ‘Concerto N° 2 para Piano e Orquestra’, de Sergei Rachmaninoff, com a pianista Olga Kern como solista

Após apresentações no Auditório Ibirapuera, Teatro João Caetano e Teatro Flávio Império, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, sob a regência do seu maestro titular, Roberto Minczuk, retorna ao palco do Theatro Municipal de São Paulo. No sábado, 30, às 20h, e domingo (1°), às 17h, os músicos executam Concerto N° 2 para Piano e Orquestra, de Sergei Rachmaninoff, e O Anel sem Palavras, compilação de Lorin Maazel da tetralogia O Anel de Nibelungo, do compositor alemão Richard Wagner.

Rachmaninoff é tido como um dos pianistas mais agraciados do século 20, tendo composto peças consideradas de extrema dificuldade para o instrumento. Para esta composição, a pianista russo-americana Olga Kern será a solista. Aos 17 anos, ela venceu o concurso Rachmaninoff International Piano Competition. A discografia de Kern inclui sua gravação indicada ao Grammy das Variações Sobre um Tema de Corelli, de Rachmaninoff, Variações, de Brahms, e as Sonatas para Piano N° 2 e N° 3, de Chopin. Ela foi destaque no documentário premiado sobre a Competição Cliburn de 2001, Playing on the Edge.

Na segunda parte do concerto, a OSM executa O Anel sem Palavras. “Simplesmente os highlights da teatrologia do Anel de Nibelungo, com os primeiros e principais temas, como A Cavalgada das Valquírias e a Marcha Fúnebre de Siegfried”, completa o maestro Roberto Minczuk.

A obra, orquestrada por Lorin Maazel, reúne em 75 minutos as passagens mais célebres das quatro óperas do ciclo wagneriano (O Ouro do Reno, A Valquíria, Siegfried e O Crepúsculo dos Deuses). A peça não tem cantores e dura bem menos do que as óperas quando são encenadas e cantadas, que costumam ter cerca de 15 horas de duração.

Serviço:
Theatro Municipal de São Paulo – Sala de Espetáculos

O ANEL SEM PALAVRAS

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo
Roberto Minczuk, regência
Olga Kern, piano

Programa
SERGEI RACHMANINOFF
Concerto N° 2 para Piano e Orquestra

RICHARD WAGNER/LORIN MAAZEL
O Anel sem Palavras

Duração aproximada: 2 horas, com 1 intervalo
Indicação etária: livre
Ingressos: R$ 40 / R$ 30 / R$ 12
Vendas: pelo site theatromunicipal.org.br ou na bilheteria do Theatro Municipal
Horário de funcionamento da bilheteria: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 10h às 17h
Formas de pagamento: dinheiro e cartões de débito e crédito

Mais informações:

Olga Kern
A pianista russo-americana Olga Kern começou sua carreira nos Estados Unidos ganhando uma medalha de ouro na Van Cliburn International Piano Competition, no Texas – a primeira mulher em 30 anos a receber essa premiação. Com diversos prêmios internacionais, venceu, por exemplo, a Rachmaninoff International Piano Competition, aos dezessete anos. Em 2016, atuou como presidente do júri do Concurso Internacional de Piano Amador de Cliburn e da primeira edição do Concurso Internacional de Piano Olga Kern, do qual também é diretora artística. Olga Kern frequentemente dá masterclasses e, desde setembro de 2017, atua na faculdade de piano da Manhattan School of Music. Além disso, foi escolhida como a nova diretora de música de câmara do Virginia Arts Festival, começando na temporada de 2019. Para a temporada 2019-20, se apresentará com a Allentown Symphony, a Grand Rapids Symphony, a Baltimore Symphony Orchestra, a Colorado Symphony, a Toledo Symphony Orchestra, a New Mexico Philharmonic e a New West Symphony, além de participar da turnê da Orquestra Sinfônica Nacional da Ucrânia, nos Estados Unidos. Atuou como artista residente na temporada 2017-18 da San Antonio Symphony e fez sua estreia na China com a turnê da National Youth Orchestra of China. A discografia de Kern inclui sua gravação indicada ao Grammy das Variações Sobre um Tema de Corelli, de Rachmaninoff, Variações, de Brahms, e as Sonatas para Piano N° 2 e N° 3, de Chopin. Ela foi destaque no documentário premiado sobre a Competição Cliburn de 2001, Playing on the Edge.

Roberto Minczuk
Natural de São Paulo, Roberto Minczuk começou a estudar música com o pai aos 6 anos de idade. Aos 9, ingressou como trompista na Escola Municipal de Música e, com 10 anos, fez sua estreia como solista no Theatro Municipal de São Paulo. Aos 13 anos, foi contratado por Isaac Karabtchevsky para ser 1ª trompa do Orquestra Sinfônica Municipal, em 1981. Mudou-se para Nova York aos 14 anos com bolsa de estudos, e se formou na Julliard School of Music. Como solista, fez sua estreia no Carnegie Hall aos 17 anos. Aos 20, tornou-se membro da Orquestra Gewandhaus de Leipzig, na Alemanha. Como maestro, fez sua estreia internacional à frente da Filarmônica de Nova York – da qual, mais tarde, foi regente associado. Depois disso, regeu mais de cem orquestras internacionais. Foi diretor artístico do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, diretor artístico adjunto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), diretor artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e maestro titular da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, sendo o primeiro artista a receber o Prêmio ConcertArte, de Ribeirão Preto. Venceu o Grammy Latino e foi indicado ao Grammy Americano com o álbum Jobim Sinfônico. Atualmente, é maestro titular da Orquestra Sinfônica Municipal, maestro emérito da Orquestra Sinfônica Brasileira, da qual foi regente titular de 2005 a 2015, e maestro emérito da Orquestra Filarmônica de Calgary, no Canadá. Neste ano, completou 25 anos de carreira.

Orquestra Sinfônica Municipal
A história da Sinfônica Municipal se confunde com a da música orquestral em São Paulo, com participações memoráveis em eventos como a primeira Temporada Lírica Autônoma de São Paulo, com a soprano Bidú Sayão; a inauguração do Estádio do Pacaembu, em 1940; a reabertura do Theatro Municipal, em 1955, com a estreia da ópera Pedro Malazarte, regida pelo compositor Camargo Guarnieri; e a apresentação nos Jogos Pan-Americanos de 1963, em São Paulo. Estiveram à frente da Orquestra os maestros Arturo de Angelis, Zacharias Autuori, Edoardo Guarnieri, Lion Kaniefsky, Souza Lima, Eleazar de Carvalho, Armando Belardi e John Neschling.