Novos sistemas de catalogação tornam acervos do MAR acessíveis ao público

De Instituto Odeon em 20 de fevereiro de 2020


Plataformas digitais hospedam as coleções museológica, documental e bibliográfica do museu

Em 2019, o Museu de Arte do Rio iniciou um projeto de fortalecimento, realizado com apoio financeiro do BNDES, que contemplou diversas áreas do museu. A iniciativa possibilitou, entre várias ações, a aquisição de novos sistemas de catalogação e pesquisa para gerenciar os três acervos da instituição: bibliográfico, documental e museológico.

Biblioteca e Centro de Documentação do MAR

O acervo bibliográfico migrou para a plataforma Sophia, que agora gerencia as informações de toda a coleção de livros do MAR. Também utilizado pela Biblioteca Nacional, Casa de Rui e Biblioteca da UNIRIO, o sistema garante mais detalhes e especificações de catalogação sobre a obra. Para realizar a migração, uma equipe de profissionais especializados foi contratada para executar o serviço durante quatro meses. A nova plataforma permite a livre consulta, além do cadastro de usuários, que viabiliza o relacionamento entre a equipe MAR e o público e oferecendo serviços como consulta detalhada de acervo, reservas e avaliações.

De acordo com a bibliotecária Karen Merlim, responsável por coordenar a transição de sistema, o ponto alto do Sophia é a sua interface. “O sistema está disponível em cinco idiomas e pode ser consultado por pessoas de todo o mundo. Isso ajuda o pesquisador, a equipe interna e curadores que precisarem de algum material, seja da coleção corrente ou de livros raros e de artistas presentes no acervo”, relata.

A coleção de cerca de 7 mil arquivos e documentos do MAR, como fotografias, cartões-postais e cartas históricas também foram migrados para uma nova plataforma, In Doc Gestão de Patrimônio Documental, que pode ser acessada junto à Coleção museológica.  

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Museologia

Já a Coleção Museológica do MAR, com mais de 8 mil itens, migrou em dezembro para o In Patrimonium, sistema de gestão de patrimônio culturais. O dispositivo obedece aos padrões internacionais de documentação e gestão de coleções, por meio de uma ferramenta acessível para o público.

Segundo a coordenadora de Museologia e Montagem do MAR, Andrea Zabrieszach Santos, essa transferência permitiu a incorporação de novas especificações aos itens catalogados e inventariados no acervo. “A plataforma que hospedava o acervo, o Pergamum, foi criada para a catalogação da coleção bibliográfica e precisou ter sua estrutura adaptada ao acervo museológico. Nós queríamos um sistema que fizesse a gestão do acervo e fosse destinado especialmente à museologia”.

A migração durou cerca de quatro meses e, para executar o trabalho, foram contratadas quatro museólogas que realizaram a reestruturação física e conceitual do sistema. “Fizemos questão de contratar profissionais da museologia porque para trabalharmos com o controle do vocabulário era necessário entender sobre documentação museológica e já conhecer o Pergamum”, declara Bianca Mandarino, museóloga responsável pela migração. 

“O In Patrimonium abre um leque de novas possibilidades para o detalhamento de uma obra. Enquanto o antigo sistema nos dava cerca de 60 campos, agora nós temos mais de 400 campos para especificar um item”, finaliza a museóloga.

No total, 8.329 obras museológicas inventariadas e catalogadas migraram para a plataforma. Informações como nome da obra, número de registro, autoria, data, material utilizado, dimensões do item e doador agora podem ser acessadas livremente pelo público.

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