“A Pequena África e o MAR de Tia Lucia” inaugura novo espaço expositivo na biblioteca do MAR

De Instituto Odeon em 11 de novembro de 2018


Em estreita relação com a mostra “Mulheres na coleção MAR” e em diálogo com o festival Mulheres do Mundo (Women of the World – WOW), do qual o museu é parceiro estratégico, a exposição evidencia a potência artística de Tia Lúcia, ícone da cultura carioca, especialmente da região conhecida como a Pequena África. Com curadoria de Izabela Pucu e Bruna Camargos, da Coordenação de Educação do MAR, a mostra faz parte da programação de comemoração dos cinco anos da instituição, que inaugura um novo espaço expositivo na biblioteca da Escola do Olhar, consolidando as relações do museu com o território no qual está situado. 

Falecida em setembro de 2018, a baiana Lúcia Maria dos Santos sempre participou ativamente das atividades e festejos nas ruas e nas instituições da zona portuária, local que vivia desde que chegou ao Rio de Janeiro, ainda criança. De babá, função que começou a exercer com apenas 8 anos, a professora de artes e artesanato, Tia Lúcia ocupou a cidade e os espaços culturais instaurando e subvertendo os modos de ser e estar. 

Como diria a artista no jornal editado no âmbito do programa Vizinhos do MAR: “A primeira vez em que fui numa exposição foi sem querer. Eu era professora de catecismo. Quando eu voltava da missa da Candelária com as crianças elas escaparam e entraram no Centro Cultural Banco do Brasil. Eu tive que ir lá dentro buscar elas (…) Museu era coisa de rico, era muito difícil de entrar. Ficava aquela coisa grande e bonita, sem ninguém. O museu é de todo mundo e ao mesmo tempo não é de ninguém, não se pode negar o acesso às pessoas”. 

Como notado pelas curadoras da exposição:

 “Muitos anos depois, na sua intensa relação com MAR – para ela, signo de união e também sua casa – Tia Lucia performou a tão sonhada apropriação dos espaços culturais pelas pessoas do seu entorno e da cidade, atuando não apenas como público, mas como protagonista de inúmeras oficinas e festividades, além de exposições como O Rio de Samba: resistência e reinvenção, ainda em cartaz. Ao inventar a si mesma como artista, ao vencer corajosamente as barreiras concretas e simbólicas que separam a cultura popular das manifestações artísticas legitimadas, Tia Lúcia nos ensina a construir novos modos de ser e de fazer para as instituições culturais. Modos de ser e fazer que, na sua melhor condição, requalificam a função da arte e nos ajudam a construir uma sociedade mais democrática, diversa e igualitária”. 

“A Pequena África e o MAR de Tia Lúcia” apresenta um conjunto de obras da artista, como pinturas, desenhos e objetos, além de vídeos, documentos, fotografias e itens pessoais. A homenagem foi desenhada em parceria com os Vizinhos do MAR, na reunião mensal chamada Café com Vizinhos, em 06 de outubro deste ano. Parte dos itens que integram a exposição foram trazidos por moradores da região, por ocasião de uma conversa de galeria coletiva, ocorrida no dia 21 de outubro. 

No encontro, cada um dos presentes relembrou a história desta mulher emblemática, a partir de objetos que guardam a sua memória afetiva. Após a conversa, todos saíram em cortejo pela região da pequena África, embalados pelos integrantes do Afoxé Filho de Gandhi e do Carimbloco. Na Pedra do Sal o cortejo encontrou os integrantes da escola de samba GRES Feitiço do Rio, onde houve discursos e homenagens. Toda essa experiência foi filmada pela equipe do MAR e deu origem ao vídeo que também faz parte da exposição. 

Tia Lúcia deixou obras por toda a cidade e realizou exposições no Instituto Pretos Novos e no Centro Cultural José Bonifácio (CCJB). Sua imagem está gravada no Cais do Valongo e na escadaria de acesso ao Morro da Conceição, na Travessa do Liceu, por trás do Edifício Joseph Gire (A Noite). 

A exposição corrobora com o movimento feito pelo Museu de Arte do Rio pela valorização da produção de mulheres artistas, que conta com a abertura da exposição “Mulheres na Coleção MAR”, que também será inaugurada em 16 de novembro e ocupará o pavilhão de exposições do museu até maio de 2019. Esse movimento é reforçado pela parceria com o festival Mulheres do Mundo (Women of the World – WOW), espaço para que mulheres celebrem suas histórias de lutas e conquistas, também, homenageando as mulheres emblemáticas da região, entre elas Tia Lucia, com uma bandeira com sua imagem que será instalada na praça Mauá.

Instituto Odeon celebra 1 ano à frente do Theatro Municipal de São Paulo

De Instituto Odeon em 3 de outubro de 2018


Mais de 232 mil pessoas prestigiaram a programação desenvolvida pelo Núcleo Artístico neste período

O Instituto Odeon, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e a Fundação Theatro Municipal, celebra um ano à frente da gestão do complexo Theatro Municipal de São Paulo. O início, em setembro do ano passado, foi marcado pelo entendimento da situação do Theatro, diagnóstico e novas definições, com uma programação extensa e diversa que, em nenhum momento, deixou de ser executada e entregue com qualidade à população de São Paulo. Ainda no final de 2017 foi desenvolvido todo o planejamento de óperas, concertos e apresentações do balé para 2018, culminando com o lançamento da Temporada em apenas dois meses de gestão.

“Foi um ano de escuta e entendimento da missão e visão do Municipal para que fossem constituídos os projetos. Entregamos um planejamento estratégico que está em processo de validação junto à Fundação Theatro Municipal de São Paulo, além de ações como a implementação das catracas de acesso, o monitoramento totalmente digitalizado, adequação do prédio as normas de segurança prediais e do trabalho, além de uma programação sistemática que agrade a todos os públicos”, afirma o diretor presidente do Instituto Odeon Carlos Gradim.

Neste primeiro ano foram executados 5 títulos de óperas (34 récitas), 22 concertos da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo (OSM) (61 apresentações), 13 concertos da Orquestra Experimental de Repertório (OER) (22 apresentações), 17 concertos do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, 35 apresentações do Coral Paulistano e 5 temporadas do Balé da Cidade de São Paulo (38 apresentações). Mais de 232 mil pessoas prestigiaram a programação desenvolvida pelo Núcleo Artístico, com 236 dias de ações para o público.

As negociações de contratos de permutas e parcerias foram intensas neste período, resultando em mais de R$ 4,6 milhões, o que possibilitou, dentre outras coisas, a redução de despesas de custeio e programação, mais alcance / visibilidade na mídia, e a reforma da sala dos músicos (ainda em andamento). Foram captados R$ 3,7 milhões em patrocínios e mais de R$ 630 mil foram negociados em locações de espaços.

Atualmente está em fase de validação, junto à Fundação Theatro Municipal de São Paulo, o planejamento estratégico e alguns planos específicos, como o de cargos e salários e de comunicação.

A conservação e a preservação do prédio histórico também foi um dos grandes desafios deste primeiro ano. Por exemplo, os instrumentos da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, que não passavam por manutenção há muito tempo, foram cuidados no primeiro ano de gestão do Instituto: Regulagem das harpas, incluindo a compra de novas cordas, manutenção, regulagem dos tímpanos, além da troca das peles, troca da pele do bombo sinfônico e aquisição de suportes para caixa e pratos suspensos. Ainda estão previstos a reforma do Glockenspiel, Vibrafone, suporte de caixa clara, troca das peles das caixas claras, manutenção e revisão dos cases de instrumentos. Os bancos e cadeiras de toda a OSM também estão sendo trocados, o que ajudará no dia a dia dos músicos de forma muito positiva.

Para garantir a segurança/preservação do edifício, o Instituto Odeon realiza esforços constantes. Hoje o Municipal conta com dois postos de bombeiros civis 24 horas por dia e um terceiro durante os espetáculos e eventos, extintores válidos com substituição programada, hidrantes operantes, rede de sprinklers pressurizada, mais de 20% da equipe de colaboradores compõe a brigada voluntária, além de avisos sonoros no início do espetáculo para o público a respeito das condições de segurança do prédio. Uma empresa especializada em serviços de engenharia e/ou arquitetura foi selecionada para consultoria de revisão do projeto de Auto de Vistoria de Corpo de Bombeiro-AVCB.

O Instituto Odeon também é pioneiro no uso da ferramenta NPS (Net Promoter Score) nos equipamentos que gere. Basicamente a ferramenta pergunta “de 0 a 10 o quanto você indicaria o Theatro Municipal aos seus amigos e parentes?” Enviamos esta pergunta por e-mail, sempre ao final das apresentações, aos visitantes que adquirem seus ingressos pela internet. A taxa de resposta é de 44% e o NPS relacionado aos corpos artísticos é:

 

Nota NPS

Balé da Cidade de São Paulo: 74
Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo: 77

Coral Paulistano: 83
Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo: 88
Coro Lírico: 80

Orquestra Experimental de Repertório: 89

Nas redes sociais já somos mais de 205 mil seguidores com posts de alto alcance e engajamento. São mais de 3 milhões de visualizações de página no site e 700 mil novos visitantes. Produção audiovisual significativa, com teasers para mídias sociais e cobertura de todos os eventos que ocorrem na Sala de Espetáculos e em outros espaços. Implantação do Escuta Municipal com mais de 900 questões respondidas ao público. Desenvolvimento de estratégia de branding e novo site, em fase de aprovação junto à FTM, bem como criação do programa Amigos do Municipal, também em fase de validação.

O Instituto Odeon assinou junto à Prefeitura de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura e à Fundação Theatro Municipal de São Paulo o termo de colaboração em 1° de setembro de 2017. A Instituição venceu um processo de concorrência para a escolha da organização social que seria responsável pela gestão do complexo Theatro Municipal de São Paulo.

Com mais de 20 anos de atuação na área da cultura, o Instituto também se destaca pela gestão do Museu de Arte do Rio – MAR, no Rio de Janeiro, além de consultorias ao Governo do Pernambuco e Prefeitura de Porto Alegre, produção de espetáculos de teatro e idealização e gestão de diversos projetos socioculturais.

MAR abre ao público a exposição “Arte Democracia Utopia – quem não luta tá morto”

De Instituto Odeon em 12 de setembro de 2018


O Museu de Arte do Rio – MAR, sob gestão do Instituto Odeon, abre ao público “Arte Democracia Utopia – Quem não luta tá morto”. Assinada por Moacir dos Anjos – um dos mais importantes curadores do país, com passagens pelas Bienais de São Paulo e Veneza – a exposição faz parte do programa curatorial para os cinco anos da instituição e reunirá mais de 60 obras de diversos suportes. O MAR é um centro atento às questões importantes para a sociedade brasileira, um lugar de reflexão e debate para temas como direito à habitação, violência urbana e contra a mulher, racismo e questões de gênero, entre outros. 

“O pensamento utópico é essencialmente político. Ele enuncia e anuncia desigualdades muitas vezes fundantes de um contexto social específico. Confronta um conjunto de dispositivos institucionais e subjetivos mantenedores de uma situação onde o acesso a direitos vale somente para poucos e proclama a ideia de um mundo outro, organizado de forma mais paritária e justa. A condição para o exercício do pensamento utópico é, por consequência, a existência da democracia”, explica Moacir dos Anjos. 

Sem ter pretensão de apresentar um panorama conclusivo, a mostra traz exemplos do pensamento utópico que marca a arte brasileira recente. Para apontar uma continuidade dos danos sofridos por parte da população, trabalhos artísticos realizados em momentos passados estarão também presentes na exposição. Ao lado deles, farão parte ainda da mostra propostas e ações realizadas por grupos comunitários, associações e outras articulações da sociedade civil que visam a construção de estruturas de atuação política e social.

 “Quem não luta tá morto – arte democracia utopia” terá sete trabalhos comissionados, como o de Virginia de Medeiros, que dá nome à mostra. Os coletivos Amò e #cóleraalegria, assim como Graziela Kunsch, Raphael Escobar, Traplev e Jota Mombaça completam o time de artistas que criaram trabalhos para a exposição, que traz ainda nomes consagrados como Anna Maria Maiolino, Claudia Andujar, Paulo Bruscky, Cildo Meireles, entre outros. O debate, porém, não ficará restrito às galerias do museu. Para colocar em prática o projeto de expandir o diálogo, os arquitetos do Estúdio Chão criaram o projeto Transborda, com estruturas lúdicas que convidam o público a acessar os pilotis por cima do muro de vidro. No espaço aberto do museu, módulos de madeira se transformarão em arquibancadas, onde acontecerão encontros, bate-papo com artistas e atividades da Escola do Olhar. Além disso, haverá uma convocatória para que coletivos ocupem o espaço com suas atividades. 

Participantes: #coleraalegria, Ailton Krenak, Aline Albuquerque, Amò (uma articulação coletiva integrada por Ana Lira, Marina Alves, Marta Supernova, Thais Rocha e Thais Rosa), Anna Maria Maiolino, Antonio Dias, Antonio Obá, Ayrson Heráclito, Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, Cao Guimarães, Carlos Zílio, Cildo Meireles, Clara Ianni e Débora Maria da Silva, Claudia Andujar, ColetivA Ocupação, Dalton Paula, Dora Longo Bahia, Eduardo Coutinho, Emmanuel Nassar, Fábio Tremonte, Frente 3 de Fevereiro, Graziela Kunsch e Daniel Guimarães, Gustavo Speridião, Hélio Oiticica, Ivan Grilo, Jaime Lauriano, João Castilho, Jonathas de Andrade, José Rufino, Jota Mombaça, Laerte, Lourival Cuquinha, Maria Thereza Alves, Matheus Rocha Pitta, Mulheres no Audiovisual Pernambuco, Museu das Remoções, Paul Setúbal, Paulo Bruscky, Paulo Nazareth, Pedro David, Randolpho Lamonier, Raphael Escobar, Renata Carvalho, Rio de Encontros, Rivane Neuenschwander, Rosana Palazyan, Rosana Paulino, Rosangela Rennó, Slam das Minas, Thiago Martins de Melo, Traplev, Vincent Carelli, Virginia de Medeiros.

Mostra “Tunga – o rigor da distração” é inaugurada no MAR

De Instituto Odeon em 28 de junho de 2018


O Museu de Arte do Rio – MAR, sob gestão do Instituto Odeon, abre ao público “Tunga – o rigor da distração”. Tendo como eixo central a produção em desenhos do artista, a mostra reúne cerca de 200 obras, muitas inéditas, criadas entre 1975 e 2015.

O projeto foi realizado pelos curadores Luisa Duarte e Evandro Salles, diretor cultural do MAR, em parceria com o Instituto Tunga, guardião do conjunto da obra do artista. Esculturas, filmes, fotografias e textos (pensados pelo artista como obras) completam a mostra, que acontece 12 anos depois da última individual do artista no Rio de Janeiro e é a primeira após o seu falecimento, em 2016, na cidade em que escolheu viver.

Organizada cronologicamente, a mostra revela que Tunga não era especialista em apenas uma linguagem. “Em Tunga, o desenho era tomado como o seu espaço de elaboração. É a partir deles que, muitas vezes, nascem e se desenvolvem as poéticas fundamentais de sua obra, que depois se expandem para outras mídias, como fotografias, performances, vídeos e textos ficcionais”, conta Evandro Salles.

O público poderá acompanhar esse processo ao longo de um percurso que inclui desde trabalhos dos anos 1970, quando já se anunciava o forte vínculo de Tunga com a psicanálise, passando por núcleos que apresentam momentos marcantes da obra, como as séries “Xifópagas Capilares” (1984) e “Semeando Sereias” (1987) e, mais recentemente, as aquarelas “Quase Auroras” (2009). Estarão ainda em exibição uma série de estudos – desenhos que se relacionam com obras escultóricas por vir.

Outro aspecto que fica evidente são as parcerias feitas pelo artista ao longo da vida. No vídeo “Resgate” (2001) estão presentes o compositor e poeta Arnaldo Antunes e a coreógrafa Lia Rodrigues. O filme em 16 mm “Heaven Hell’s/Hell’s Heaven” (1999) traz a respiração de Marisa Monte e Arnaldo Antunes como trilha sonora. Já o filme “Nervo de Prata” (1986), por sua vez, é uma parceria com Arthur Omar.

A exposição traz também uma cronologia da obra do artista e diversos fragmentos de seu pensamento através de entrevistas em vídeo e trechos de falas inscritos nas paredes. A ideia é promover um encontro do público com a potência do pensamento de Tunga. “São várias as entrevistas nas quais o artista descreve a si mesmo como um clínico geral e teórico. Ou seja, alguém que tinha um programa poético que podia ser desdobrado em inúmeras linguagens – escultura, desenho, performance, filme, texto, etc. Tunga pensava muito bem e de forma muito clara, tanto sobre seu próprio trabalho como sobre a arte em geral. Acho que esse pensamento tem um poder de atração imenso”, comenta Luisa Duarte.

Segundo a curadora, o título da exposição, retirado de um escrito do próprio artista, reflete o interesse de Tunga pela aliança entre inconsciente e programa poético: “O rigor da distração condensa uma ideia importante para o artista, qual seja, a de valorizar o que acontece enquanto estamos distraídos ou mesmo dormindo, sonhando – quando o inconsciente emerge – e conectar isso a um rigor, um fazer que possui um programa poético extremamente sofisticado tanto em termos formais quanto em temos conceituais”, finaliza Luisa.

Nascido em Pernambuco e radicado no Rio de Janeiro, Tunga tornou-se um dos nomes mais importantes de sua geração. Integrou a X Documenta de Kassel, 1997, com curadoria de Catherine David. Tunga também foi o primeiro artista contemporâneo a ter uma obra exposta na pirâmide do Museu do Louvre, Paris, em 2005. 

ENATS – Encontro Nacional do Terceiro Setor em Belo Horizonte

De Instituto Odeon em 19 de junho de 2018


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Nos dias 18 e 19/6, o Cine Theatro Brasil Vallourec, no Centro de BH, sediará a 14ª edição do Encontro Nacional do Terceiro Setor (ENATS). Realizado pelo Centro Mineiro de Alianças Intersetoriais (CeMAIS), o evento tem por objetivo central promover articulações para o desenvolvimento de parcerias para a execução de projetos sociais, bem como construir soluções entre os três setores para questões socioambientais.
Com 13 edições já realizadas, o ENATS reúne poder público, iniciativa privada, entidades do terceiro setor e fóruns e redes da sociedade civil buscando estreitar relações e fomentar o acesso de investidores com o setor social.
Carlos Gradim, Diretor-Presidente do Instituto Odeon, estará presente no 14º Encontro Nacional do Terceiro Setor. Ele é integrante do Painel 2, que acontece no dia 19 de junho e discutirá o tema “Modelos de parcerias com organizações sociais”.
Para se inscrever e ter acesso a programação completa, veja mais no site: http://enats.org.br/
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Seminário “A Organização Social da próxima década”

De Instituto Odeon em 22 de maio de 2018


O Instituto Odeon, através do Diretor Presidente Carlos Gradim, foi convidado para integrar o Seminário “A Organização Social da próxima década”.

O evento ocorre hoje, no dia 22 de Maio, das 9 horas às 13 horas e acontecerá do SESC Paulista. Neste encontro, estarão reunidos representantes do Estado nas suas três esferas (Federal, Estado e Município), gestores e dirigentes com experiência na gestão das OSs, artistas que realizam os programas artísticos e profissionais de destaque que militam na área da cultura e da preservação do patrimônio material e imaterial, debatendo questões de interesse comum, em busca de soluções que possibilitem o aprimoramento do modelo de gestão e preparem o cenário para a OS da próxima década.
O evento é uma realização do Levisky Cultura com o Cesnik, Quintino e Salinas Advogados.

O Rio do SAMBA: resistência e reinvenção

De Instituto Odeon em 27 de abril de 2018


O RIO DO SAMBA: resistência e reinvenção

A mostra de longa duração vai ocupar o museu por um ano, dos pilotis à Sala de Encontro, e terá como espaço principal o terceiro andar da instituição, área dedicada a investigar a história do Rio de Janeiro. Para explorar os aspectos sociais, culturais e políticos do mais brasileiro dos ritmos, os curadores Nei Lopes, Evandro Salles, Clarissa Diniz e Marcelo Campos reuniram cerca de 800 itens.

A história do samba carioca desde o século XIX até os dias de hoje será contada através de obras de Candido Portinari, Di Cavalcanti, Heitor dos Prazeres, Guignard, Ivan Morais, Pierre Verger e Abdias do Nascimento; fotografias de Marcel Gautherot, Walter Firmo, Evandro Teixeira, Bruno Veiga e Wilton Montenegro; gravuras de Debret e Lasar Segall; parangolés de Helio Oiticica, e uma instalação de Carlos Vergara desenvolvida com restos de fantasias. O prato de porcelana tocado por João da Baiana e joias originais de Carmem Miranda são algumas das raridades em exibição.

Haverá ainda cinco obras comissionadas pelo MAR, criadas especialmente para “O Rio do Samba”. A convite dos curadores, Ernesto Neto e o carnavalesco da Mangueira, Leandro Vieira, criaram uma instalação interativa, que terá lugar de destaque na Sala de Encontro. Jaime Lauriano fará uma intervenção logo na entrada do museu, gravando nas pedras portuguesas do chão dos pilotis os nomes das etnias africanas escravizadas no Brasil. A passarela que leva o visitante à sala de exposições será tomada por letras de música que falam sobre o próprio samba e ambientada por uma peça sonora criada pelo músico Djalma Corrêa, inspirada na batida do coração. Gustavo Speridião ocupará uma parede com uma obra inspirada na geografia do samba no Rio e João Vargas apresentará uma videoinstalação sobre o samba enquanto dança do corpo individual e coletivo.

Da herança africana ao Rio negro

A mostra é dividida em três momentos. O primeiro, “Da herança africana ao Rio negro”, apresenta a trajetória de indivíduos oriundos, em razão da escravidão, de diversas nações africanas ao Brasil e que trazem consigo uma a diversidade cultural que será reinventada no território da então colônia portuguesa. Na zona portuária da cidade, onde estão os terreiros e as casas das tias, que terão papel central no

surgimento do samba carioca. Ainda hoje algumas personagens locais representam essa forte cultura do matriarcado. Para homenagear essas mulheres, tia Lúcia – moradora da região e integrante do programa Vizinhos do MAR – verá suas obras na exposição.

Aqui o visitante poderá conhecer objetos usados pelos negros na lavoura, como o pão de açúcar – utilizado para carregar o produto e que, por seu formato, deu origem ao nome do famoso ponto turístico da cidade. Também entram em cena as festas rurais e religiosas: ao mesmo tempo que os instrumentos do candomblé se confundem com os do samba, manifestações como jongo e congada são encenadas em festejos como a Folia de Reis.

Da Praça XI às zonas de contato 

Com o aumento da população, o centro da cidade começou a ter um alto custo de moradia. Iniciou-se, então, o movimento de expansão para os subúrbios. O núcleo “Da Praça XI às zonas de contato” trata dos aspectos que levaram à marginalização dos sambistas; do desenvolvimento da linha férrea que deu origem à Estação Primeira de Mangueira; da criação do samba moderno no Estácio; da entrada do ritmo nos programas da Rádio Nacional; do surgimento do “samba de andar” nos desfiles da Avenida Central, Rio Branco e Presidente Vargas; do projeto de nacionalismo da Era Vargas, quando o ritmo foi tomado como identidade nacional e intensamente difundido nas rádios.

Fazem parte deste núcleo fotografias de rodas no morro registradas por Marcel Gautherot e instrumentos do candomblé incorporados ao samba pelos músicos que transitavam pelo Estácio. Pandeiros, caxixis e agogôs estarão expostos no mesmo ambiente de obras que retratam esses encontros, como “Orquestra”, de Lasar Segall.  Aqui o visitante verá também figurinos criados por Di Cavalcanti para o balé “Carnaval das crianças brasileiras”, de Villa-Lobos.

O Samba Carioca, um patrimônio 

A transformação do samba em espetáculo e o processo de retomada das origens fazem parte do último núcleo. “O Samba Carioca, um patrimônio” retrata a tradição das escolas enquanto voz de uma comunidade que usa o samba e seus elementos para representação social; a grandiosidade dos desfiles, passando pela construção do sambódromo; o avanço do mercado fonográfico e a relação com a produção das composições: os ritmos que derivam do samba; a reafricanização; a retomada dos quintais do samba; a revitalização da Lapa e a oficialização do samba como patrimônio cultural imaterial.

Joãosinho Trinta ganha destaque com fotografias de Valtemir do Valle Miranda, especialmente uma imagem inédita da alegoria Cristo-Mendigo sem o plástico que a cobriu durante o desfile da Beija-flor, em 1989. Nesse contexto, também aparece a homenagem a Martinho da Vila e ao desfile “Kizomba, festa da raça”, que em 1988 rendeu à Vila Isabel o título de campeã do carnaval dos Cem Anos da Abolição da escravatura no Brasil.

A evolução da indústria fonográfica será representada por uma espécie de árvore do samba. Uma parede da galeria será ocupada por 70 capas de discos raros e fotografias que se relacionam com a produção desse material. Aqui, finalmente, os compositores ganham voz e gravam canções, que poderão também ser ouvidas pelo visitante em uma playlist. A exposição termina com o retorno das rodas para os quintais. O processo social de ressurgimento e fortalecimento das rodas de samba, o surgimento do Fundo de Quintal, a criação do pagode e a ocupação da Lapa, como novo reduto do samba e revelando cantoras como Teresa Cristina e Ana Costa. Finalmente, o ritmo como patrimônio cultural imaterial aparece para mostrar o samba como condição de vida para além do carnaval. Esses indivíduos são representados em uma série fotográfica de Bruno Veiga e em um filme inédito do cineasta Lula Buarque, produzido especialmente para ser exibido em “O Rio do Samba: reinvenção e resistência”.

Curadoria: Nei Lopes, Evandro Salles, Clarissa Diniz e Marcelo Campos.

Lançamento do Relatório de Gestão 2017

De Instituto Odeon em 11 de abril de 2018


Conheça o Relatório de Gestão 2017 do Instituto Odeon, entidade gestora do MAR e do Theatro Municipal de São Paulo!

Essa publicação cumpre o compromisso do Instituto Odeon com a transparência e tem o objetivo de partilhar com a sociedade as nossas experiências e informações. É por acreditarmos que os encontros e o diálogo são transformadores, que nos ocupamos diuturnamente da compilação dos dados dos projetos que gerimos, da sistematização dos nossos processos e da publicização do que produzimos. Boa leitura!

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