Encontro #MARé discute os sete anos de existência e o futuro do Museu de Arte do Rio

De Instituto Odeon em 13 de fevereiro de 2020


Evento promovido pelo Instituto Odeon reuniu grandes nomes em tarde de debates sobre o legado e os próximos desafios do MAR

Na tarde desta quarta-feira, 12, o Instituto Odeon promoveu no Museu de Arte do Rio o Encontro #MARé. O evento reuniu nomes importantes do setor para celebrar o legado do MAR nesses 7 anos de existência e discutir caminhos possíveis para o futuro da instituição, um dos principais equipamentos culturais do País.

Diretor presidente do Instituto Odeon, organização social que faz a gestão do MAR desde a sua abertura, Carlos Gradim abriu o encontro com uma reflexão: “O nome do seminário vem no sentido de reconhecer o sobe e desce das marés que impactam e continuam impactando o MAR, a cidade do Rio e o Brasil. O fluxo das marés traz mudança, renovação e superação e atrai novos ventos e possibilidades permanentes. É assim que preferimos ver tais momentos, refletindo sobre eles e celebrando. Nosso desejo mais verdadeiro é celebrar o que alcançamos juntos nos fluxos das marés cheias e construir soluções para os tempos de maré baixa”.

Em seguida a subsecretária de Cultura do Município do Rio de Janeiro, Roseli Duarte, destacou a importância da Escola do Olhar, como é chamado o programa educativo do museu, que oferece atividades gratuitas para estudantes, professores e visitantes do museu. “Nos últimos meses acompanhamos, desde a chegada do secretário de Cultura do Município do Rio, Adolfo Konder, a incansável luta para que não tivesse nenhum tipo de retrocesso aqui no MAR. Alguns parceiros foram fundamentais, como a Secretaria Municipal de Educação, que chega para reforçar a  Escola do Olhar, para que vá além muros e fique ainda mais conhecida e valorizada”. O presidente do Conselho do MAR, Luiz Chrysostomo, e a gerente de Conteúdo da Fundação Roberto Marinho, Deca Farroco, também participaram da abertura.

O primeiro painel do dia, Confluência em “Arte, Educação & Comunidade”, começou com uma palestra introdutória de Janaina Melo, ex gerente de Educação do MAR, mediação de Marcelo Campos, curador chefe do MAR, e participação de Hugo Oliveira, do programa Vizinhos do MAR, e Heloísa Buarque de Hollanda, da Universidade das Quebradas. Na roda de conversa, os participantes destacaram as ações de Paulo Herkenhoff, primeiro diretor cultural do museu e ainda responsável pelo acervo de mais de 30 mil itens, inteiramente formado por doações. A ideia de ampliar as atividades do museu para além das exposições, de dar igual importância à educação e de criar espaços de escuta, trazida por Paulo, continua norteando a equipe do MAR. “É preciso saber que papéis o museu deve assumir perante a sociedade. Por isso, é importante, durante o processo de curadoria, dialogar e discutir com o público aquilo que se pretende transmitir na programação”, afirmou Marcelo.

O segundo painel teve como tema “Excelência em gestão, inovação e desafios da sustentabilidade financeira”. O conselheiro do Instituto Odeon, Bruno Pereira, mediou o debate entre a chefe do Departamento de Desenvolvimento Urbano, Cultura e Turismo do BNDES, Luciane Gorgulho, o diretor Presidente do IDG (OS responsável pelo Museu do Amanhã), Ricardo Piquet, e a gerente de Museus da Secretaria Municipal de Cultura do Rio, Heloísa Queiroz. Na mesa, o assunto da vez foram os fundos patrimoniais (endowments), mecanismo financeiro que vem sendo adotado por instituições em busca de sustentabilidade. “O endowment permite pensar a longo prazo, pois o dinheiro é aplicado financeiramente e a instituição passa a viver dos rendimentos da aplicação. Mas para construir esse modelo é preciso trabalhar primeiro o modo de gestão e governança da instituição já que, no momento de captar as doações, essa é a primeira informação que o doador vai querer saber”, observou Luciana.

Fechando o Encontro #MARé, o painel “Desafios Futuros: Perspectivas de modelos de Gestão de instituições culturais no Brasil” também contou com uma palestra introdutória de Carlos Gradim. O diretor Presidente do Instituto Odeon lembrou que o MAR foi o primeiro museu do Rio gerido uma OS e destacou pontos positivos desse modelo administrativo, como capacidade operacional; flexibilidade na contratação de mão-de-obra terceirizada especializada, continuidade dos trabalhos; captação direta de recursos e diversificação das fontes; mobilização de parcerias institucionais e gestão pautada por metas, resultados e indicadores. O debate foi mediado pela representante do Museu Vivo, Lucimara Letelier, e contou com a participação do diretor da Japan House e ex presidente do IBRAM, Marcelo Araújo, e da diretora do Grupo Estação, Adriana Rattes.

Para encerrar o seminário, o grupo de passinho Imperadores da Dança realizou uma performance para os presentes, que também experimentaram os Quitutes da Luz, que participa do programa Vizinhos do MAR.

Encontro #MARé: Legado 7 anos e o futuro do MAR

De Instituto Odeon em 31 de janeiro de 2020


Evento, que será realizado no dia 12 de fevereiro, irá promover reflexões para a Gestão e a Sustentabilidade dos Museus e da Cultura

Reconhecemos o sobe e desce das marés que impactam o MAR, a cidade do Rio e o país. O fluxo das marés traz mudança, renovação, superação, atrai novos ventos e novas possibilidades. É assim que queremos refletir este momento. Vamos celebrar o que alcançamos juntos, no fluxo das marés cheias, e construir soluções para tempos de maré baixa. 

Este encontro é um convite ao compartilhar e à reflexão coletiva com cada participante e parceiro do MAR e do ODEON, nestes (quase) 7 anos, com quem conquistamos juntos os 3 milhões de visitantes, os milhares de participantes da Escola do Olhar, as 60 exposições, as 29 mil obras de acervo e muito mais! Vamos unir múltiplas vozes da arte, da educação e da cultura que fazem do MAR o que ele é! 

O #MARé Pertencimento, é Diversidade, é Aberto, é Contemplação, é Diálogo, é Patrimônio preservado, é Gestão Compartilhada, é Resistência, é Reinvenção, é Utopia, é Democracia, é Multiplicidade de olhares, é Acessibilidade universal, é Reunião de Vizinhos, é Luta, é Conexão, é Programação Cultural, é Ocupação, é Excelência na gestão, é Desempenho, é Compromisso, o #MARé7anos de transbordamento sobre o Rio. 

Encontro realizado pelo Instituto ODEON, com curadoria e Planejamento por Museu Vivo. 

PROGRAMAÇÃO
*Sujeita a alteração

13h30 – Boas vindas

14h às 15h – Abertura: A visão do MAR sobre o Rio
A fundação de um museu-escola que nasceu como marco da revitalização portuária, sendo a primeira OS na gestão da cultura no município, cresceu como lugar de pontes e diálogos de uma cidade partida. O MAR vem tecendo uma ampla rede de afetos e constituiu um importante patrimônio para a cidade do Rio de Janeiro com um acervo único de artes visuais. Uma reflexão breve sobre os desafios e marcos em retrospectiva desde o projeto de origem do MAR até 2019, incluindo as conquistas em arte-educação-comunidade e os desafios em gestão e sustentabilidade.

Participantes:
– Adolpho Konder, Secretário Municipal de Cultura Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
– Carlos Gradim, Diretor-Presidente Instituto Odeon
– Luiz Chrysostomo, Presidente Conselho do MAR
– Deca Farroco, Gerente de Produção de Conteúdo Fundação Roberto Marinho
– Paulo Herkenhoff, Curador do Acervo e Diretor Cultural MAR (2013-2016) | Depoimento em vídeo

15h às 16h – Painel 1 #MARé: Confluência em Arte, Educação & Comunidade
A Confluência de percepções diversas que serviram à reflexão, à resistência e ao diálogo, fazem do MAR um espaço único de aprendizagem coletiva museu-escola-comunidade! Em suas exposições, o MAR serviu como ponte de divergências e convergências, em cocriação com artistas, curadores, lideranças populares e étnicas. Que experiências dos programas Escola do Olhar, Vizinhos do MAR, MAR de Música, Batalha do Conhecimento, e tantos outros desenvolvidos em parcerias, podem nos trazer em reflexões sobre novas formas de interação entre o cidadão e a cidade, entre a arte e a educação e entre os museus e seus territórios?

Palestra introdutória:
– Janaína Melo, Gerente de Educação do Instituto Inhotim e Gerente de Educação MAR (2012-2018)

Debate:
– Marcelo Campos, Curador do MAR
– Heloísa Buarque de Hollanda, Universidade das Quebradas
– Hugo Oliveira, Galeria Providência e membro do programa Vizinhos do MAR

Mediação:
– Marcelo Campos

16h às 16h10 – Microfone aberto! Participação do Grupo MAR VIVE

16h15 às 17h15 – Painel 2 #MARé Excelência em gestão, inovação e desafios da sustentabilidade financeira
Equilíbrio financeiro, gestão por resultados e acompanhamento de metas e indicadores que levam à atração e retenção de parcerias estratégicas, como o BNDES. Gestão eficiente que leva à viabilidade econômica capaz de gerar inovação: o legado que inclui a criação de novas linhas de pesquisa e documentação, tecnologias e novas mídias. Dados, números e vozes que relatam a coragem e o desenvolvimento institucional do museu, inspirador para o setor cultural brasileiro. Quais os desafios e as perspectivas para a implantação de Fundos Patrimoniais (Endowments)? Quais fontes e caminhos são passíveis de assegurar sustentabilidade financeira em meio a um cenário volátil?

Palestra Introdutória e Mediação:
– Bruno Pereira, Conselho Instituto Odeon

Debate:
– Luciane Gorgulho, Chefe do Departamento de Desenvolvimento Urbano, Cultura e Turismo BNDES
– Ricardo Piquet, Diretor-Presidente IDG | Museu do Amanhã
– Heloísa Queiroz, Gerente de Museus Secretaria Municipal de Cultura Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

17h15 às 17h30 – Intervalo

17h30 às 19h – Painel 3 #MARé Desafios Futuros: Perspectivas de modelos de Gestão de instituições culturais no Brasil
O MAR é o primeiro espaço de cultura a ser gerido por uma Organização Social (OS) no município do Rio. Quais aprendizados da gestão ODEON nos fazem refletir sobre a potência e os desafios do modelo OS. Qual o impacto histórico do modelo de gestão por OS no contexto do Rio de Janeiro e do país? As perspectivas para 2020, os desafios na manutenção que depende do investimento do setor público. É possível uma visão de longo prazo? Quais caminhos de futuro são possíveis, quais modelos existentes podem servir de inspiração para a continuidade e os próximos passos do MAR?

Palestra Introdutória:
– Carlos Gradim, Diretor-Presidente Instituto Odeon
– Maria Ignez Mantovani, Diretora Expomus (Vídeo Inspiracional)

Debate:
– Marcelo Araújo, Presidente Japan House São Paulo
– Adriana Rattes, Ex-Secretária de Cultura Estado do Rio de Janeiro

Mediação:
– Lucimara Letelier, Diretora Museu Vivo

19h às 20h – Celebração #MAR7Anos: Recepção e Encerramento no Foyer:


– Performance Imperadores da Dança (Passinho)
– Quitutes da Luz (Vizinhos do MAR)


Theatro Municipal de São Paulo suspende atividades por período indeterminado

De Instituto Odeon em 19 de março de 2020


Seguindo determinação da prefeitura de São Paulo, o Theatro Municipal suspendeu sua programação e atividades por tempo indeterminado para prevenir riscos de transmissão do vírus Covid-19 (Coronavírus).

Por enquanto a duração do recesso não está definida. O período exato do fechamento será decidido na próxima semana de acordo com orientação da Secretaria Municipal de Saúde.

A ópera Aída, que abriria a temporada lírica no próximo dia 28 de março, está suspensa provisoriamente, bem como os demais eventos da programação previstos para as próximas semanas e visitas educativas.

Oportunamente novas datas da programação serão anunciadas, bem como os meios de remarcação ou ressarcimento de ingressos.

A suspensão vale também para as atividades da Praça das Artes.

Novos sistemas de catalogação tornam acervos do MAR acessíveis ao público

De Instituto Odeon em 20 de fevereiro de 2020


Plataformas digitais hospedam as coleções museológica, documental e bibliográfica do museu

Em 2019, o Museu de Arte do Rio iniciou um projeto de fortalecimento, realizado com apoio financeiro do BNDES, que contemplou diversas áreas do museu. A iniciativa possibilitou, entre várias ações, a aquisição de novos sistemas de catalogação e pesquisa para gerenciar os três acervos da instituição: bibliográfico, documental e museológico.

Biblioteca e Centro de Documentação do MAR

O acervo bibliográfico migrou para a plataforma Sophia, que agora gerencia as informações de toda a coleção de livros do MAR. Também utilizado pela Biblioteca Nacional, Casa de Rui e Biblioteca da UNIRIO, o sistema garante mais detalhes e especificações de catalogação sobre a obra. Para realizar a migração, uma equipe de profissionais especializados foi contratada para executar o serviço durante quatro meses. A nova plataforma permite a livre consulta, além do cadastro de usuários, que viabiliza o relacionamento entre a equipe MAR e o público e oferecendo serviços como consulta detalhada de acervo, reservas e avaliações.

De acordo com a bibliotecária Karen Merlim, responsável por coordenar a transição de sistema, o ponto alto do Sophia é a sua interface. “O sistema está disponível em cinco idiomas e pode ser consultado por pessoas de todo o mundo. Isso ajuda o pesquisador, a equipe interna e curadores que precisarem de algum material, seja da coleção corrente ou de livros raros e de artistas presentes no acervo”, relata.

A coleção de cerca de 7 mil arquivos e documentos do MAR, como fotografias, cartões-postais e cartas históricas também foram migrados para uma nova plataforma, In Doc Gestão de Patrimônio Documental, que pode ser acessada junto à Coleção museológica.  

>> Clique aqui para consultar o sistema.

Museologia

Já a Coleção Museológica do MAR, com mais de 8 mil itens, migrou em dezembro para o In Patrimonium, sistema de gestão de patrimônio culturais. O dispositivo obedece aos padrões internacionais de documentação e gestão de coleções, por meio de uma ferramenta acessível para o público.

Segundo a coordenadora de Museologia e Montagem do MAR, Andrea Zabrieszach Santos, essa transferência permitiu a incorporação de novas especificações aos itens catalogados e inventariados no acervo. “A plataforma que hospedava o acervo, o Pergamum, foi criada para a catalogação da coleção bibliográfica e precisou ter sua estrutura adaptada ao acervo museológico. Nós queríamos um sistema que fizesse a gestão do acervo e fosse destinado especialmente à museologia”.

A migração durou cerca de quatro meses e, para executar o trabalho, foram contratadas quatro museólogas que realizaram a reestruturação física e conceitual do sistema. “Fizemos questão de contratar profissionais da museologia porque para trabalharmos com o controle do vocabulário era necessário entender sobre documentação museológica e já conhecer o Pergamum”, declara Bianca Mandarino, museóloga responsável pela migração. 

“O In Patrimonium abre um leque de novas possibilidades para o detalhamento de uma obra. Enquanto o antigo sistema nos dava cerca de 60 campos, agora nós temos mais de 400 campos para especificar um item”, finaliza a museóloga.

No total, 8.329 obras museológicas inventariadas e catalogadas migraram para a plataforma. Informações como nome da obra, número de registro, autoria, data, material utilizado, dimensões do item e doador agora podem ser acessadas livremente pelo público.

>> Clique aqui para consultar o sistema.

Orquestra Sinfônica Municipal abre a Temporada 2020 com a grandiosa Sinfonia Nº 3 de Mahler

De Instituto Odeon em 17 de fevereiro de 2020


Apresentação ocorre no Theatro Municipal de São Paulo, sob a regência do maestro Roberto Minczuk; concerto terá ainda a participação do naipe feminino do Coral Paulistano, do Coro Infanto-Juvenil Heliópolis e da solista Ana Lucia Benedetti. Fotografia: Gsé Silva

A Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, sob a regência de seu maestro titular, Roberto Minczuk, abre a Temporada Sinfônica de 2020 em grande estilo no palco do Theatro Municipal de São Paulo. Nos dias 06 e 07 de março, às 20h, a OSM apresenta a grandiosa Sinfonia Nº 3 em Ré Menor, do compositor austríaco Gustav Mahler, acompanhada do naipe feminino do Coral Paulistano – sob a preparação da maestrina Naomi Munakata -, do Coro Infanto-Juvenil Heliópolis e da mezzo soprano Ana Lucia Benedetti.

Herdeira das sinfonias de Beethoven por sua grandiosidade, emprego de vozes e ambição orquestral, a Terceira Sinfonia de Mahler dá início à temporada de concertos da OSM com muita propriedade envolvendo 170 artistas no palco do Municipal. Ao longo deste ano a orquestra apresentará mais 14 concertos até dezembro, incluindo aí oito apresentações dedicadas a Beethoven, cujo nascimento completa 250 anos em dezembro de 2020, dentro da série Beethoven Total.

Regente, compositor e orquestrador, Gustav Mahler foi um dos maiores nomes do período romântico. Porta-voz das transformações musicais na virada do século 20, foi atuante na transição entre o romantismo e o modernismo. Aos 15 anos, em 1875, ingressou no Conservatório de Viena. Em 1885 regeu na famosa Ópera de Praga, o que tornou seu nome mais conhecido e, em 1892, regeu na icônica Royal Opera House de Londres. Em 1897 alcançou o cargo musical mais cobiçado de toda a Europa: maestro titular da Ópera Imperial de Viena. Entre as suas obras mais famosas estão, além da Sinfonia Nº 3, as de Nº 8 e de Nº 2.

E o ano de 2020 marca também o retorno do Programa de Assinaturas do Theatro Municipal. Entre 23/01 e 17/02, ex-assinantes da Temporada 2018 e novos assinantes puderam adquirir pacotes que contemplam Séries Sinfônicas e Óperas, além de um pacote dedicado exclusivamente à série Beethoven Total. Neste ano foram mais de 3.300 assinaturas vendidas, superando o número de adesões de 2016, 2017 e 2018.

Serviço:

Theatro Municipal de São Paulo – Sala de Espetáculos

MAHL3R

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo
Coral Paulistano (naipe feminino)
Coro Infanto-Juvenil Heliópolis
Roberto Minczuk, regência
Ana Lucia Benedetti, mezzo-soprano

Programa

GUSTAV MAHLER

Sinfonia Nº 3 em Ré Menor

Duração aproximada: 1 hora e 40 minutos
Indicação etária: Livre
Ingressos: R$ 40 / R$ 30 / R$ 12
Vendas: pelo site theatromunicipal.org.br ou na bilheteria do Theatro Municipal
Horário de funcionamento da bilheteria: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 10h às 17h
Formas de pagamento: dinheiro e cartões de débito e crédito

Mais informações:

Orquestra Sinfônica Municipal
A história da Sinfônica Municipal se confunde com a da música orquestral em São Paulo, com participações memoráveis em eventos como a primeira Temporada Lírica Autônoma de São Paulo, com a soprano Bidú Sayão; a inauguração do Estádio do Pacaembu, em 1940; a reabertura do Theatro Municipal, em 1955, com a estreia da ópera Pedro Malazarte, regida pelo compositor Camargo Guarnieri; e a apresentação nos Jogos Pan-Americanos de 1963, em São Paulo. Estiveram à frente da Orquestra os maestros Arturo de Angelis, Zacharias Autuori, Edoardo Guarnieri, Lion Kaniefsky, Souza Lima, Eleazar de Carvalho, Armando Belardi e John Neschling.

Coral Paulistano
Com a proposta de levar a música brasileira ao Theatro Municipal de São Paulo, em 1936, por iniciativa de Mário de Andrade, foi criado o Coral Paulistano. O então diretor do Departamento Municipal de Cultura da cidade queria mostrar à elite paulistana a importância do movimento nacionalista que contagiava os compositores brasileiros da época e que era até então desconhecida. Marco da história da música em São Paulo, o grupo foi um dos muitos desdobramentos do movimento modernista da Semana de Arte Moderna de 1922. Em 2013, o Coral foi novamente fortalecido e revalorizado. Com uma programação extensa de apresentações de música brasileira erudita em diferentes espaços da cidade, renovou seu fôlego e retomou suas atividades resgatando sua autenticidade. Atualmente o Coral Paulistano tem como regente titular a maestrina Naomi Munakata, e a maestrina Maíra Ferreira como regente assistente.

Roberto Minczuk
Natural de São Paulo, Roberto Minczuk começou a estudar música com o pai aos 6 anos de idade. Aos 9, ingressou como trompista na Escola Municipal de Música e, com 10 anos, fez sua estreia como solista no Theatro Municipal de São Paulo. Aos 13 anos, foi contratado por Isaac Karabtchevsky para ser 1ª trompa do Orquestra Sinfônica Municipal, em 1981. Mudou-se para Nova York aos 14 anos com bolsa de estudos, e se formou na Julliard School of Music. Como solista, fez sua estreia no Carnegie Hall aos 17 anos. Aos 20, tornou-se membro da Orquestra Gewandhaus de Leipzig, na Alemanha. Como maestro, fez sua estreia internacional à frente da Filarmônica de Nova York – da qual, mais tarde, foi regente associado. Depois disso, regeu mais de cem orquestras internacionais. Foi diretor artístico do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, diretor artístico adjunto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), diretor artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e maestro titular da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, sendo o primeiro artista a receber o Prêmio ConcertArte, de Ribeirão Preto. Venceu o Grammy Latino e foi indicado ao Grammy Americano com o álbum Jobim Sinfônico. Atualmente, é maestro titular da Orquestra Sinfônica Municipal, maestro emérito da Orquestra Sinfônica Brasileira, da qual foi regente titular de 2005 a 2015, e maestro emérito da Orquestra Filarmônica de Calgary, no Canadá. Em 2019, completou 25 anos de carreira.

Naomi Munakata
Iniciou os estudos musicais ao piano aos 4 anos e começou a cantar aos 7, no coral regido por seu pai, Motoi Munakata. Formou-se em Composição e Regência em 1978, pela Faculdade de Música do Instituto Musical de São Paulo, na classe de Roberto Schnorrenberg. A vocação para a regência começou a ser trabalhada em 1973. Anos depois, essa opção lhe valeria o prêmio de Melhor Regente Coral, pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. Estudou ainda regência, análise e contraponto com Hans-Joachim Koellreutter e viajou à Suécia para estudar com o maestro Eric Ericson. Aperfeiçoou-se em regência na Universidade de Tóquio. Foi regente do Coral Sinfônico do Estado de SP de 1995 a 2000 (ULM) e do Coro da Osesp de 2001 a 2015. Atualmente é a regente titular do Coral Paulistano.

Ana Lucia Benedetti
Natural de São Paulo, Ana Lucia obteve o 1º lugar no IX Concurso de Canto Maria Callas (2009), o prêmio Melhor Voz Feminina no IV Concurso de Canto Carlos Gomes (2011), 3º lugar no IX Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão (2011) e foi finalista do VI Concurso de Interpretação da Canção de Câmara Brasileira (2004). Vem se destacando no cenário lírico como Ulrica (Um Baile de Máscaras, de Verdi), Santuzza (Cavalleria Rusticana, de Mascagni), Olga (Eugene Onegin, de Tchaikovsky), Marguerite (A Danação de Fausto, de Berlioz), Fidalma (Il Matrimonio Segreto, de Cimarosa), Emilia (Otello, de Verdi), Albine (Thaïs, de Massenet), entre outros. No repertório sinfônico, executa obras como Réquiem, de Verdi, Sinfonia Nº 2 e Nº 8, e Rückert-Lieder, de Mahler, Sinfonia Nº 9, de Beethoven, Magnificat Aleluia, de Villa-Lobos, Oratório de Natal, de Saint-Säens, e Stabat Mater, de Pergolesi. Bacharel em canto, desde 2010 recebe orientação vocal de Isabel Maresca.

Theatro Municipal de São Paulo recebe concerto inédito em homenagem a Irmã Dulce

De Instituto Odeon em 5 de fevereiro de 2020


Obras são do maestro e compositor baiano Roberto Laborda, atual diretor da Orquestra Metropolitana de Barcelona; As peças foram executadas pela primeira vez em Roma (Itália), em outubro do ano passado, durante a canonização da religiosa brasileira. Fotografia: Divulgação

O Theatro Municipal de São Paulo recebe no próximo dia 19 de fevereiro, às 20h, o concerto Senzalas Brasileiras e Homenagem a Irmã Dulce, do regente e compositor baiano Roberto Laborda. O programa reúne o conjunto de composições homônimas e fragmentos da ópera Irmã Dulce, uma homenagem à primeira santa brasileira. Apresentadas pela primeira vez no Brasil, com a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo (OSM), as obras foram compostas para diferentes formações instrumentais.

Nascido em uma família de músicos espanhóis, Laborda, 39 anos, começou a tocar piano de forma espontânea ainda aos seis anos de idade. Radicado na Europa há quase duas décadas, é o atual diretor da Orquestra Metropolitana de Barcelona (Espanha). Com ótimas críticas recebidas na Europa e Rússia por suas composições, Laborda afirma que a apresentação no Brasil é especial. “Tenho uma carreira consolidada na Europa. Mas o sonho de todo brasileiro é mostrar seu trabalho no seu país. Estrear no Brasil, no Theatro Municipal, regendo a Orquestra Sinfônica Municipal, em um concerto apenas com obras minhas, é muito gratificante”, celebra o maestro.

Executadas pela primeira vez em Roma (Itália) em outubro do ano passado, durante a canonização da religiosa brasileira, as composições da ópera Irmã Dulce revelam a influência da baianidade no estilo de Laborda. Nas entrelinhas das obras sinfônicas, o maestro deixa latente a influência do folclore brasileiro.

Inspiradas nas dificuldades da religiosa, responsável pela construção de um hospital no terreno onde antes havia um galinheiro, as peças também passeiam pela Salvador natal do regente, e têm como pano de fundo o romance entre a jovem pobre Gabriela do Rio Vermelho e o aristocrata Barão de Lanat. As personagens serão representadas, respectivamente, pela soprano Elayne Caser e pelo tenor Rubens Medina, ambos do Coro Lírico Municipal de São Paulo, corpo artístico do Theatro Municipal.

Dando continuidade ao programa, as composições batizadas de Senzalas fazem alusão à palavra em seu sentido literal. “Eram lugar de dor e sofrimento, mas também abrigavam a esperança da liberdade. Esse paradoxo me inspirou a compor uma série de obras sobre o sofrimento, as dores e a incessante busca humana por liberdade e felicidade”, contextualiza Laborda.

Com forte influência dos sons e folclore baianos, as obras manifestam um caldeirão de ritmos. No prelúdio de Senzala Nº 1, surge a Esperança Sertaneja, retrato do brasileiro que sai do campo em busca de uma vida melhor na capital, mas encontra apenas a exploração da sua mão de obra. Compostas para orquestra de cordas e piano, as Senzalas Nº 2 trazem a visão do brasileiro sobre as belezas da Europa, sem deixar de lado as marcas de um passado de guerras e disputas territoriais.

O primeiro acorde de Riga lembra a explosão de uma bomba da 2ª Guerra Mundial. As notas seguintes revelam a dramaticidade da trama imaginada pelo compositor. Um homem arrancado da família é levado ao cárcere na Sibéria. Enquanto espera a morte, ele é surpreendido pela libertação e pela volta da esperança.

Na obra Romance em Praga, o diálogo entre o violino e o violoncelo revela a batalha travada pelo compositor Antonín Dvorák na busca por consumar seu amor impossível. Apaixonado por uma mulher comprometida, o compositor construiu para ela um quarto em sua casa, na esperança de que deixasse o marido “ainda que aos 80 anos de idade”. A peça venceu o prêmio Dvorák, da República Tcheca.

Serviço:

Quarta-feira,19, às 20h

Theatro Municipal de São Paulo – Sala de Espetáculos

Senzalas Brasileiras e Homenagem a Irmã Dulce, de Roberto Laborda
Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo
Roberto Laborda, composição, piano solo e regência
Elayne Caser, soprano integrante do Coro Lírico Municipal de São Paulo
Rubens Medina, tenor integrante do Coro Lírico Municipal de São Paulo

Programa

ROBERTO LABORDA

1. Ópera Irmã Dulce
I. Entreato – O Anjo de Luz
II. Aria para Gabriela do Rio Vermelho (Tenor)
III. Aria de I. Dulce: Pai Nosso (Soprano)
IV. Motive – Instrumental
V. Dueto: Coração da Terra (Soprano + Tenor)
VI. Interlúdio Instrumental – O Último Adeus
VII. Aria Ave Dulce (Soprano)

2. Macumba – Fantasia Popular Baiana
I. Fim de Tarde no Solar do Unhão
II. Roda no Elevador Lacerda

3. Senzala Nº 2 para Orquestra de Cordas e Piano Solo
I. Romance de Praga
II. Romance de Riga

4. Senzala Nº 1 para Orquestra Sinfônica
I. Prelúdio – Esperança Sertaneja
II. O Último Pau-de-Arara

Duração aproximada: 90 minutos
Indicação etária: Livre
Ingressos: R$ 40 / R$ 30 / R$ 12

Vendas: pelo site theatromunicipal.org.br ou na bilheteria do Theatro Municipal.
Horário de funcionamento da bilheteria: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 10h às 17h.

Orquestra Experimental de Repertório abre temporada comemorativa de 30 anos com Camargo Guarnieri

De Instituto Odeon em 28 de janeiro de 2020


Apresentação acontece no dia 9 de fevereiro e dá início às comemorações
de aniversário da Orquestra, criada em 1990.
Fotografia: Larissa Paz.

Em 2020, a Orquestra Experimental de Repertório apresenta a temporada OER – 30 Anos para celebrar suas três décadas de história. Criada com o objetivo de trabalhar com excelência a última etapa de formação de seus músicos, executando todo o tipo de repertório e visando a profissionalização, a Orquestra concebida pelo seu maestro titular, Jamil Maluf, terá um ano muito especial. Serão diversos concertos sinfônicos e ainda uma produção operística: a OER estará na direção e interpretação musical da montagem de O Morcego que encerra a temporada lírica do Theatro Municipal de São Paulo, em novembro.

E para abrir a agenda, no dia 9 de fevereirodomingo, ao meio-dia, o corpo artístico formado por 100 músicos – sendo 83 instrumentistas em estágio de pré-profissionalização e 17 profissionais, estes chefes de naipe – apresenta um concerto todo dedicado à obra do compositor brasileiro Camargo Guarnieri. A regência será do maestro assistente Guilherme Rocha, com participação do pianista Leonardo Hilsdorf. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Neste concerto de estreia, a Orquestra Experimental interpreta a Abertura FestivaSinfonia nº 2 – “Uirapuru” e o Choro para Piano e Orquestra, com a participação de Hilsdorf nos solos. Sobre a peça que retrata a história do pássaro Uirapuru, ave muito característica da floresta amazônica, o regente Guilherme Rocha destaca que “trata-se de uma brilhante orquestração, com melodias muito brasileiras e ritmos que evocam a música popular nortista e nordestina”. No final do terceiro movimento, “é possível imaginar as bandas de axé da Bahia, com forte presença da percussão”, completa.

Já Abertura Festiva é uma grande celebração musical. “Guarnieri explora ritmos e instrumentos afro-brasileiros, como o agogô. A peça termina em clima festivo depois de uma passagem bastante virtuosística para violinos e madeiras, seguida de uma fanfarra dos metais”, ressalta o regente.

Camargo Guarnieri foi muito ligado ao movimento modernista que surgiu no início do século 20, com a Semana de 22. Essa relação foi estabelecida e se deve, principalmente, ao escritor e poeta Mário de Andrade, um dos grandes representantes do Modernismo, e ao regente italiano Lamberto Baldi. Eles foram os responsáveis pela formação de Guarnieri. Baldi ajudou-o em aspectos técnicos, enquanto Mário foi seu orientador em estética e cultura geral.

Serviço

Theatro Municipal de São Paulo – Sala de Espetáculos

Domingo, 9 de fevereiro, às 12h

Orquestra Experimental de Repertório
Guilherme Rocha, regência
Leonardo Hilsdorf, piano

CAMARGO GUANIERI
Abertura Festiva
Choro para Piano e Orquestra
Sinfonia nº 2, ‘Uirapuru’


Duração aproximada: 50 minutos
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$20 | R$ 15 | R$ 10
Vendas: online (aqui) ou na bilheteria do Theatro Municipal
Mais informações aqui

*Programação sujeita a alteração

Theatro Municipal de São Paulo inicia vendas de assinaturas para a Temporada 2020

De Instituto Odeon em 21 de janeiro de 2020


Ex-assinantes da Temporada 2018 poderão comprar na pré-venda, de 23 a 31 de janeiro; para os novos assinantes, o período é 05 a 15 de fevereiro.

O Caderno de Assinaturas do Theatro Municipal de São Paulo retorna na Temporada de 2020. Desta vez, o público poderá assinar séries para óperas, concertos e uma especial em homenagem aos 250 anos de nascimento de Ludwig van Beethoven. Ex-assinantes da Temporada 2018 poderão adquirir o Caderno durante a pré-venda que acontece de 23 a 31 de janeiro. Os novos interessados poderão adquirir de 5 a 15 de fevereiro diretamente pelo site www.theatromunicipal.org.br.

Neste ano, o Municipal executa sete títulos de óperas, e quem adquirir um pacote já assegura o seu lugar em quatro destes espetáculos: Aida; a dobradinha Navalha na Carne e Homens de PapelDon Giovanni; e Benjamin. Ao todo serão cinco opções de séries, que têm os títulos referentes aos dias das récitas que os interessados pretendem contratar: Estreias; Domingo; Quartas-Feiras; Dias Variados e Audiodescrição. Quem assinar esta última terá disponível o recurso de audiodescrição, que amplia a compreensão e a participação de pessoas cegas ou com baixa visão nas atividades propostas. Os valores variam de acordo com os lugares, o mais barato (Setor 3 – lugares no 3°, 4° e 5° andar) custa R$ 68, e o mais caro, o camarote, R$ 1.958,40. Na plateia, R$ 408.

Já para a programação sinfônica são cinco opções de assinatura: duas séries para diferentes repertórios nas datas de estreia dos concertos, duas em dias variados e uma dedicada ao ciclo completo das sinfonias de Beethoven, no mês de seu nascimento, com as integrais das Sinfonias, dos Concertos para Piano e com as quatro Aberturas escritas para a ópera Fidelio. Faltando dois anos para o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, que teve como um dos símbolos nosso prédio histórico, o Municipal já iniciou as comemorações. Por conta disso, a maioria das séries foi nomeada em homenagem a grandes obras do Modernismo brasileiro: AbaporuAntropofagiaOperários e Macunaíma. Os valores variam de R$ 30,60 (Setor 3 – lugares no 3°, 4° e 5° andar) a R$ R$ 652,80 (camarote). Lugares na plateia custam R$ 102 ou R$ 136, a depender da série.

A exceção fica por conta da série Beethoven Total, com preços de R$ 81,60 (R$ 40,80 a meia-entrada) a R$ 1.305,60 (R$ 652,80 a meia-entrada) para o pacote com oito apresentações.

Cada ex-assinante poderá comprar até 8 Assinaturas, com a limitação de no máximo 4 de uma mesma Série. Em razão de mudanças na legislação de cotas, durante a Pré-Venda para ex-assinantes os lugares ocupados no passado não estão garantidos, e a nova ocupação acontece por ordem de compra, mediante disponibilidade. Os ex-assinantes devem acessar o e-mail enviado pela ticketeira Eventim com o link e o código de acesso ao sistema de compra das assinaturas.

Para os novos assinantes, o limite é de 4 assinaturas para uma mesma série, e o total é de 8 assinaturas por CPF.

O pagamento é feito apenas por meio do cartão de crédito e pode ser parcelado em até 10 vezes sem juros.

Confira aqui Caderno de Assinaturas 2020.



Página 1 de 15