Conheça o Relatório de Gestão 2018 do Instituto Odeon, entidade gestora do MAR e do Theatro Municipal de São Paulo

De Instituto Odeon em 4 de julho de 2019


Essa publicação cumpre o compromisso do Instituto Odeon com a transparência e tem o objetivo de partilhar com a sociedade as nossas experiências e informações. É por acreditarmos que os encontros e o diálogo são transformadores, que nos ocupamos diuturnamente da compilação dos dados dos projetos que gerimos, da sistematização dos nossos processos e da publicização do que produzimos. Boa leitura!

Clique aqui para ler.

“Rosana Paulino: a costura da memória” se despede do MAR no dia 29 de setembro

De Instituto Odeon em 18 de setembro de 2019


A mostra individual da artista paulistana conta com 140 obras produzidas ao longo dos seus 25 anos de carreira.

A exposição “Rosana Paulino: a costura da memória” chega em sua reta final este mês, com encerramento marcado para o dia 29 de setembro. A mostra individual da artista paulistana conta com 140 obras produzidas ao longo dos seus 25 anos de carreira. Entre os trabalhos estão esculturas, instalações, gravuras, desenhos e outros suportes que evidenciam a busca da artista no enfrentamento com questões sociais, destacando o lugar da mulher negra na sociedade brasileira.

As peças selecionadas, realizados entre 1993 e 2018, mostram que sua produção tem abordado situações decorrentes do racismo e dos estigmas deixados pela escravidão que circundam a condição da mulher negra, bem como os diversos tipos de violência sofridos por esta população.

Encerramento:  29 de setembro de 2019.

Horário de funcionamento: terça-feira, das 10h às 19h (entrada gratuita); quarta-feira a domingo, das 10h às 17h (R$20 inteira e R$10 meia).

Saiba mais!

Jovens músicos da Orquestra Experimental de Repertório irão solar no palco do Theatro Municipal de São Paulo após vencer concurso

De Instituto Odeon em 17 de setembro de 2019


Musicistas da Orquestra Experimental de Repertório. Foto: Larissa Paz
Concerto acontece no dia 22, às 12h, sob a regência do maestro Jamil Maluf

A Orquestra Experimental de Repertório (OER), sob a regência do maestro Jamil Maluf, realiza no próximo dia 22, às 12h, um concerto para celebrar o Concurso Jovens Solistas. Esta apresentação é uma grande oportunidade para os jovens músicos da OER solarem no palco do Theatro Municipal de São Paulo.

O Concurso existe desde a fundação da orquestra, em 1990, e acontece 1 vez por ano. Os jovens músicos da OER escolhem uma composição para a seleção do concurso. As apresentações são feitas para uma banca formada pelos 16 monitores de naipes e o maestro Jamil Maluf. Ao fim, os vencedores são escolhidos, podendo ser dois ou até mesmo três. “Vários vencedores deste concurso ganharam bolsas de estudo no exterior porque eles gravam este concerto e colocam na solicitação da bolsa. Ajuda na carreira deles”, pontua o maestro.

Este ano os vencedores foram os musicistas Hanan Santos, de 28 anos, que no III Festival Internacional SESC de Música em Pelotas foi convidado para solar junto ao chinês Yang Liu e a orquestra, sob a regência de Emmanuele Baldini, e irá solar com a peça Concerto para Violino em Ré Maior, op.77, de Johannes Brahms. Além dele, Renato Ferreira, de 24 anos, que venceu este mesmo concurso em 2017, já solou à frente da Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório de Tatuí e também foi um dos vencedores do Concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica Municipal Jovem de Guarulhos em 2015, executará Concerto Nº 1 para Violoncelo em lá menor, op.33, de Camille Saint- Saëns.

Concerto gratuito 
É gratuito! Um dia antes, na Sala do Conservatório, na Praça das Artes, às 17h, a Orquestra Experimental de Repertório, sob a regência de Alexandre Travassos, realiza um concerto de Harpas e Sopros. A apresentação abre com a peça Concerto em Si bemol para harpa, de Georg Friedrich Händel, onde a musicista Suelem Sampaio será a solista, fanfarra e Suite Praetorius, do próprio Alexandre F. Travassos, Petite Symphonie, de Charles Gounod, Pavane Opus 50, de Gabriel Fauré, e Canzon per sonar septimi toni a 8, de Giovanni Gabrieli. “Eu acho muito importante que uma orquestra tenha uma atividade de música de câmara também. Na apresentação camerística pelo fato de ser um grupo menor, os músicos se destacam mais solisticamente”, completa. Para este concerto, não tem distribuição de ingressos, basta o público chegar próximo ao horário do concerto.

ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO
A Orquestra Experimental de Repertório (OER) foi criada em 1990, a partir de um projeto do maestro Jamil Maluf, e oficializada pela Lei 11.227, de 1992. A OER tem por objetivos a formação de profissionais de orquestra da mais alta qualidade, a difusão de um repertório abrangente e diversificado, que mostre o extenso alcance da arte sinfônica, bem como a formação de plateias. Entre os vários reconhecimentos que recebeu estão os prêmios Carlos Gomes, como destaque de música erudita de 2012, e APCA, de Melhor Produção de Ópera de 2017. A orquestra tem, atualmente, o maestro Jamil Maluf como regente titular.

Serviço:

CONCURSO JOVENS SOLISTAS 
22 DOMINGO 12H
ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO
Regência Jamil Maluf

Programa:
CAMILLE SAINT-SAËNS
Concerto Nº 1 para Violoncelo em Lá menor, Op.33

Violoncelo Solo Renato Ferreira

JOHANNES BRAHMS
Concerto para Violino em Ré Maior, Op.77

Violino Solo Hanan Santos

Duração aproximada: 70 minutos
Vendas pelo site theatromunicipal.org.br ou pela bilheteria.
Horário da Bilheteria do Theatro Municipal: De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 10h às 17h.
Local: Sala de Espetáculos | Theatro Municipal de São Paulo
Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/nº
Capacidade: 1523 lugares

HARPA, SOPROS E PERCUSSÃO DA OER
21 SÁBADO 17H
Gratuito
ORQUESTRA EXPERIMENTAL DE REPERTÓRIO
Regência: Alexandre Travassos
Harpa: Suelem Sampaio

Programa:
GEORG FRIEDRICH HAENDEL
Concerto em Si bemol para Harpa

ALEXANDRE F TRAVASSOS
Fanfarra

Suite Praetorius

CHARLES GOUNOD
Petite Symphonie

GABRIEL FAURÉ
Pavane Op. 50

GIOVANNI GABRIELI
Canzon per Sonar Septimi Toni a 8, Ch. 172

Duração aproximada 50 minutos
Local: Sala do Conservatório | Praça das Artes
Endereço: Av. São João, 281
Capacidade: 200 lugares

Mais informações:

Jamil Maluf
Regente titular da OER
Jamil Maluf graduou-se em regência orquestral pela Escola Superior de Música, em Detmoldi, na Alemanha. Durante sua permanência na Europa, atuou como regente convidado de diversas orquestras e participou dos Seminários Internacionais para Regentes, em Trier, com o Maestro Sergiu Celibidache. Foi diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Jovem Municipal e, em 1990, criou a Orquestra Experimental de Repertório, a qual conduz com grande sucesso. Por cinco vezes foi distinguido com o prêmio de Melhor Regente de Orquestra pela APCA. Recebeu, também, o Prêmio Carlos Gomes de Melhor Regente de Ópera e o Prêmio Maestro Eleazar de Carvalho de Personalidade Musical do Ano, concedido pelo Governo do Estado de São Paulo, entre outros prêmios. De 1987 a 1992, apresentou o programa de música clássica Primeiro Movimento na TV Cultura. De 2005 a 2009, foi diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo. Em 2015, assumiu também o posto de regente titular e diretor artístico da Orquestra Sinfônica de Piracicaba.

HANAN SANTOS 
Violino solo
Iniciou os estudos de violino aos 14 anos, no Rio de Janeiro, com Mariana Isdebski Salles. Em 2010, no Rio Grande do Sul, cursou bacharelado em música na UFPel, na classe do Prof. Tiago Sabino Ribas. Recebeu orientações dos professores Fredi Guerling e Marcello Guerchfeld. No III Festival Internacional SESC de Música em Pelotas foi convidado para solar junto ao chinês Yang Liu e a orquestra, sob a regência de Emmanuele Baldini. Em São Paulo, foi academista na Academia da Osesp e, mais tarde, teve orientações regulares com Pablo de León. Participou de diversos masterclasses com renomados artistas nacionais e internacionais como Jennifer Stumm (EUA), Levon Ambartsumian (RUS), Yang Liu (CHI), entre outros. Em 2018, participou do Ilumina Festival, festival de música de câmara idealizado e dirigido pela violinista norte-americana Jennifer Stumm. Atualmente orientado pelos professores Claudio Micheletti e Jennifer Stumm. Assim como Maria Júlia, é membro do Pianosofia.

RENATO FERREIRA
Violoncelo Solo
Renato Cardoso Ferreira, natural de Sorocaba, São Paulo, iniciou seus estudos na classe do professor Tiago Almeida no Conservatório de Tatuí, onde foi convidado para solar frente a Orquestra Sinfônica Jovem do Conservatório de Tatuí. Foi integrante da Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí e , posteriormente, ingressou no ensino superior sob orientação dos professores André Micheletti e Alberto Kanji. Em 2015, foi vencedor do Concurso para Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica Municipal Jovem de Guarulhos. Em 2017, foi um dos vencedores do Concurso Jovens Solistas da OER (Orquestra Experimental de Repertório). Atualmente é bacharel com habilitação em violoncelo e membro da Orquestra Experimental de Repertório, sob a regência do maestro Jamil Maluf.


ALEXANDRE F. TRAVASSOS
Compositor e Regente
Alexandre Fracalanza Travassos nasceu em 1970 no Rio de Janeiro; é clarinetista e compositor residente em São Paulo desde 1980. Estudou clarinete na Escola Municipal de Música de São Paulo e posteriormente na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Já trabalhou como instrumentista e arranjador da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo e atualmente é monitor instrumentista da Orquestra Experimental de Repertório e das orquestras de formação da Escola Municipal de Música de São Paulo. Como compositor, já recebeu diversos prêmios com suas composições no Brasil e no exterior como o 1° Concurso de Composição para banda sinfônica da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, o Penfield Commission Project (EUA, 2001), o 3º Prêmio Guerra-Peixe de composição para orquestra (2001), o Outdoor Composition Contest (EUA, 2010), o Otto-Ditscher-Preis (Alemanha, 2011) e o Prêmio Funarte de Composição Clássica de 2011 e 2017. Suas músicas já foram executadas em diversos países.

SUELEM SAMPAIO
Harpa
Natural de São Paulo, a harpista Suelem Sampaio começou a estudar harpa sinfônica aos 10 anos de idade na Escola Municipal de Música de São Paulo, participou de diversos festivais no Brasil e no exterior e foi aluna da Academia de Música da Osesp. É constantemente requisitada para trabalhar como convidada em diversas orquestras bem como atuar como solista e atualmente integra a Orquestra Experimental de Repertório. É professora do Curso de Extensão em Harpa na Universidade do Estado de São Paulo, do Festival Música nas Montanhas, da Buenos Aires Harp Week 2019 e do Curso de Graduação em Harpa Sinfônica da Universidade Mozarteum.

MAR participa da ArtRio entre os dias 19 e 21 de setembro

De Instituto Odeon em


Reconhecida como um dos principais eventos de arte da América Latina, a ArtRio é uma oportunidade de ver em um mesmo espaço obras de grandes mestres e também o trabalho de novos artistas, em uma seleção especial das principais galerias do país e do mundo. 

Em 2019, a ArtRio continua com sua programação inovadora. O PANORAMA reúne as galerias já estabelecidas no circuito internacional de arte; no VISTA, galerias jovens apresentam projetos concebidos especialmente para a feira, com uma curadoria experimental; já o SOLO trará projetos expositivos especiais com um recorte das coleções de Sandra Hegedus.

A feira ainda promove a sétima edição do Prêmio FOCO ArtRio, que tem como objetivo descobrir, fomentar e difundir a produção de artistas visuais com até 15 anos de carreira.

No estande, estarão à venda diversas publicações, como os catálogos das exposições “O Rio do samba: resistência e reinvenção”, “Pororoca”, “Do Valongo à Favela” e “Arte Democracia Utopia – quem não luta tá morto”. Visite!

ArtRio – 19 a 22 de setembro
Estande I3 – Esplanada
Marina da Glória

Mais informações em https://artrio.com/

Museu de Arte do Rio lança novo site

De Instituto Odeon em 12 de setembro de 2019


Entre as novidades da plataforma está a inclusão de aplicativo que traduz todo o conteúdo para a Língua Brasileira de Sinais – Libras 

O Museu de Arte do Rio lançou seu novo site no último dia 9 de setembro. Desenvolvido pela agência carioca Tuut, com apoio financeiro do BNDES, o moderno ambiente virtual tem como objetivo promover a inclusão e oferecer uma melhor navegabilidade em dispositivos móveis.

Atualmente, os acessos por meio de celulares e tablets representam 67% das visitas mensais ao site do MAR. Pensando neste público, a plataforma oferece logo na página inicial as informações mais importantes sobre o funcionamento do museu, de maneira rápida e clara, além de todo o conteúdo do site ser adaptável para os mais diversos tipos de tela.

Visando ampliar a experiência de usuários com baixa visão ou deficiência auditiva, novas ferramentas de acessibilidade foram desenvolvidas. Para tornar o site acessível às pessoas com baixa visão, foi criada a opção de aumento da fonte, além da mudança da cor do fundo, alterando o contraste com o texto.

Para aqueles que possuem deficiência auditiva, todos os textos e imagens descritivas estão traduzidos para a Língua Brasileira de Sinais – Libras, por meio do aplicativo Hand Talk. O plugin conta com um intérprete virtual que traduz o conteúdo automaticamente, abrindo a comunicação com os cerca de 9,7 milhões de deficientes auditivos que vivem no Brasil.

Entre as novidades do novo layout está um espaço para notícias, onde serão publicadas atualizações sobre as exposições, eventos, cursos e atividades educativas do museu. Outra inovação é a instalação de uma câmera nos pilotis do museu, que transmite imagens ao vivo diretamente para o site 24h por dia.

Confira! https://museudeartedorio.org.br

Eté-Festival Corpo reúne diversidade em dança, teatro e circo no Theatro Municipal

De Instituto Odeon em 11 de setembro de 2019


Eté mistura as múltiplas formas de expressão corporal em 12 dias de evento:

Balé da Cidade dança Caetano Veloso e lança livro de 50 anos de trajetória; espetáculo de variedades especialmente concebido para o evento reúne circo contemporâneo e dança de rua; Denise Stoklos apresenta monólogo performático que retrata o Brasil atual; Ballet Stagium e Barbatuques fazem apresentação juntos pela primeira vez; peça celebra história da artista trans Phedra D. Córdoba; Balé Nacional da Coreia estreia Vestígios de Areia Preta.

Eté – (e.té do Tupi Guarani): (advérbio) muito (adjetivo) genuíno; legítimo; valoroso; poderoso (substantivo) corpo; substância; matéria.

De 21 de setembro a 5 de outubro, o Theatro Municipal de São Paulo recebe o Eté-Festival Corpo, evento celebra as expressões corporais por meio de atrações de dança, circo, teatro, mímica. A curadoria é do diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo, Hugo Possolo, e foca na diversidade e representatividade dentro das artes cênicas. 

“O que deu o eixo geral da curadoria deste novo Festival foi a busca por espetáculos que representem a diversidade, que é uma questão muito atual, muito contemporânea. Optamos por espetáculos que correspondessem a isso de uma maneira ou de outra, que tivessem essa liga”, explica Possolo.

Com estreia no dia 21, sábado, às 20h, um dos espetáculos de maior sucesso do Balé da Cidade de São Paulo, Um Jeito de Corpo-Balé da Cidade Dança Caetanoabre o festival. Em julho, a produção foivista por cerca de 5 mil pessoas durante as quatro apresentações, com ingressos esgotados em todas as datas, num dos maiores festivais de dança contemporânea do mundo, o ImPulsTanz, em Viena.  A ideia e o conceito geral de Um Jeito de Corpo são assinados por Ismael Ivo que também é cofundador do festival e diretor artístico do Balé da Cidade de São Paulo. A coreografia é da grande bailarina e coreógrafa Morena Nascimento. Para este trabalho, Morena se deixou guiar pela inspiração nas músicas, no gestual do artista brasileiro e no elenco do Balé da Cidade de São Paulo, no qual ficou impressionada pelo vigor e entrega dos bailarinos.

“Além das canções que me fascinam, gosto, particularmente, de observar o corpo de Caetano em movimento – quando canta, gesticula, responde uma entrevista. Para mim ele está o tempo todo dançando mesmo que não esteja. A gama gestual que o seu corpo nos apresenta é tão rica e me diz tanta coisa que quase não preciso ouvir as canções”, se diverte Morena. As apresentações se estendem pelos dias 22 (18h), 26 e 27 (20h) e 28 (16h e 20h).

Já o espetáculo Corpos em Vertigem foi concebido especialmente para o Festival. No dia 24, terça-feira, às 20h, artistas circenses e trupes de circo contemporâneo apresentam os melhores trabalhos da Mostra Competitiva do FIC 2019 – Festival Internacional de Circo da Cidade de São Paulo (do terceiro ao primeiro lugar, além do prêmio do júri popular). Eles levarão ao palco do Municipal uma mostra de investigações da linguagem circense, por grupos que apostam na experimentação e apontam novos rumos – Cia. Gravitá, Jan Leca, Iago Richard, Total Eclipse, Cia. Do Relativo e Diálogos Acrobáticos. A eles se juntam a Cia. Sacro Movimento e Dança, de dança de rua, com coreografia de Vinícius Araujo, e o percussionista Eduardo Contrera.

No dia 25 de setembro, quarta-feira, às 20h, a diretora, atriz e escritora Denise Stoklos leva ao Municipal a peça Vozes Dissonantes, criada, escrita, coreografada, dirigida e interpretada por ela à época em que se comemoravam os 500 anos do descobrimento do Brasil, celebrado nos anos 2000. Mais atual do que nunca, neste trabalho, Stoklos parte das ideias e trajetória de personalidades brasileiras, como Tiradentes,  Pe. Antonio Vieira e Milton Santos, que lutaram para tornar o país mais igualitário e livre, para a construção do monólogo carregado de soluções mímicas, marca registrada da artista.

No dia 1º de outubro, terça, às 20h, entra em cena o Ballet Stagium com Barbatuques em LadoaLado. Dividida em três partes, a apresentação inicia com a coreografia Sonhos Vividos, do Ballet Stagium, com homenagem a Elis Regina, seguida de uma apresentação do Barbatuques, referência em música e percussão corporal com apresentações em mais de 30 países. O Barbatuques irá apresentar o show que comemora os seus 20 anos de existência com um repertório especial, que mescla repertório clássico dos primeiros discos, como Barbapapa´s groove, Carcará e Baião Destemperado, com o mais recente, com músicas como Ayú, Skamenco e Kererê.

Encerrando o LADOALADO, o Ballet Stagium vai reviver a coreografia Batucada, de 1980,  do coreógrafo Décio Otero, e direção teatral de Marika Gidali. A novidade fica por conta dos novos arranjos corporais criados pelo grupo Barbatuques para a trilha deste espetáculo que conta com músicas do compositor Luciano Perrone e do Mestre André e sua bateria. O objetivo é integrar o erudito com o popular.

50 anos do Balé da Cidade

Um dia depois, integrando a programação do Festival, um livro em celebração aos 50 anos do Balé da Cidade de São Paulo e o documentário 50 anos do Balé da Cidade de São Paulo, da produtora Prodigo, serão lançados no dia 2 de outubro, às 19h, na Sala do Conservatório, na Praça das Artes, extensão do Theatro Municipal.

Entrevista com Phedra, peça que celebra a diva histórica do teatro brasileiro Phedra D. Córdoba, e que marca a estreia do jornalista e crítico teatral Miguel Arcanjo Prado como dramaturgo, será apresentada no dia 3, quinta-feira, às 20h, na Sala do Conservatório na Praça das Artes (extensão do Theatro Municipal). A peça repassa a vida da icônica atriz trans cubana e sua importância para os palcos do Brasil. Phedra estreou no ano passado, quando a atriz, se estivesse viva, completaria 80 anos. Phedra é interpretada por Márcia Dailyn, atriz, primeira bailarina trans do Municipal de São Paulo e atual diva da Praça Roosevelt, enquanto o ator Raphael Garcia, um dos fundadores do Coletivo Negro, dá vida a Miguel Arcanjo. Os atores foram convidados pelo autor a integrar o projeto com realização da Cia. De Teatro Os Satyros, fundada por Ivam Cabral e Rodolfo García.

A programação do Eté-Festival Corpo se encerra com apresentações gratuitas, nos dias 4 e 5 de outubro (sexta e sábado), às 20h, de Vestígios de Areia Preta, novo espetáculo do Balé Nacional da Coreia, com coreografia de Ahn Sungsoo e música da compositora e diretora musical da companhia Ra Yesong. Neste trabalho, o coreógrafo explora a beleza inerente dos 14 bailarinos e captura pontos coincidentes entre a sua linguagem corporal e a música.  Os ingressos serão distribuídos duas horas antes de cada apresentaçãona bilheteria do Theatro Municipal. 

ETÉ-FESTIVAL CORPO

Setembro

Sábado, 21, às 20h
Domingo, 22,às 18h
Quinta-feira, 26, às 20h
Sexta-feira, 27, às 20h
Sábado, 28, às 16h

Sábado, 28, às 20h

Balé da Cidade de São Paulo
“UM JEITO DE CORPO” – Balé da Cidade Dança Caetano
Ismael Ivo – ideia e conceito
Morena Nascimento – coreógrafa
Cacá Machado – direção musical
Vadim Nikitin – dramaturgia
Marcel Kaskeline – cenografia
Isadora Gallas – figurinos
Aline Santini – iluminação
Luiz Parisi – visagismo
José Miguel Wisnik – consultoria

Duração aproximada: 60 minutos
Classificação Indicativa: 14 anos
Ingressos: R$ 80 / R$ 40 / R$ 12

Terça-feira, 24, às 20h

Corpos em Vertigem – Circo Contemporâneo 
Cia. Gravitá
Jan Leca
Iago Richard
Total Eclipse
Cia. Do Relativo
Diálogos Acrobáticos       
Eduardo Contrera
Cia. Sacro Movimento e Dança
Sala de Espetáculos, Theatro Municipal de São Paulo

Duração aproximada: 70 minutos sem intervalo
Classificação Indicativa: 14 anos
Ingressos: R$ 20

Quarta-feira, 25, às 20h

Vozes Dissonantes
Adaptação, texto original, coreografia, sonoplastia, direção e interpretação: Denise Stoklos
Orientação de pesquisa: Lauro Moreira
Iluminação: Fernando Jacon
Operação de luz e som: Marcel Agibert
Assistente de direção (Nova Iorque): Wilson Lória, (São Paulo): Cristina Longo
Produção: Luque Daltrozo
 
Duração aproximada: 60 minutos
Classificação Indicativa: 18 anos
Ingressos: R$ 20

Outubro

Terça-feira, 01, às 20h

LADOALADO
Ballet Stagium e Barbatuques

Primeiro parte: Sonhos Vividos
Décio Otero – coreografia                   
Márika Gidali – direção teatral
Marcos Palmeira – assistente de direção 
Aharon Gidali – desenho de luz e edição da trilha sonora 
Marika Gidali – produção        

Segundo parte: Espetáculo em homenagem aos 20 anos do Barbatuques
Músicos: André Hosoi, André Venegas, Charles Raszl, Fernando Barba, Gilberto Alves, Heloiza Ribeiro, João Simão, Luciana Cestari, Luciana Horta, Mairah Rocha, Maurício Maas, Marcelo Pretto, Renato Epstein e Tais Balieiro
Produção Executiva: Renata Pimenta
Direção musical: Barbatuques
Direção Geral: Gustavo Kurlat
Direção Cênica: Ana Fridman e Deise Alves
Adaptação de Figurino: Daniela Gimenez
Luz: Miló Martins
Técnicos de Som: André Magalhães e Daniel Martins
Direção Técnica: Tuca Pradella

Parte Final: Interação do Barbatuques com o Ballet Stagium 
Sala de Espetáculo, Theatro Municipal de São Paulo

Duração aproximada: 70 minutos sem intervalo
Indicação etária: Livre
Ingressos: R$ 20

Quarta-feira, 02, às 19h
Lançamento do livro de 50 anos do Balé da Cidade de São Paulo
Lançamento do documentário 50 anos do Balé da Cidade de São Paulo da Prodigo Films
Sala do Conservatório, Praça das Artes (extensão do Theatro Municipal)

Quinta-feira, 03, às 20h
Entrevista com Phedra

Texto: Miguel Arcanjo Prado
Direção: Juan Manuel Tellategui e Robson Catalunha
Elenco: Márcia Dailyn e Raphael Garcia
Direção de produção: Gustavo Ferreira 
Realização: Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez – Os Satyros 
Figurino e visagismo: Walério Araújo
Cenografia: Robson Catalunha
Iluminação: Diego Ribeiro e Rodolfo García Vázquez
Sonoplastia: Juan Manuel Tellategui
Arte visual: Henrique Mello

Sala do Conservatório, Praça das Artes (Extensão do Theatro Municipal)
Duração aproximada: 50 minutos
Indicação etária: 14 anos
Ingressos: R$ 20

Sexta-feira, 04, às 20h
Sábado, 05, às 20h


Balé Nacional da Coreia
Vestígios de Areia Preta
AhnSungsoo – coreografia
Ra Yesong – compositor de diretor musical
Kim Keonyoung – desenho de luz
Oh Younghoon – diretor de sonorização
 
Bailarinos: Kim Minji, Kim Minjin, Kim Seungwoo, Kim Hyun, Park Hweeyeon, Bae Hyosub, Seo Bokwon, Seo Ilyoung, Sung Changyong, An Namkeun, Lee Youjin, Jeong Seoyun, Jo Hagyung, Chun Jongwon

Músicos: Khoe Jinho, Bae Seungbin, Lee Youkyung, Hong Sangjin, Hong Yejin

Duração aproximada: 60 minutos
Indicação etária: 10 anos
Ingressos: Entrada franca.
Distribuição dos ingressos duas horas antes de cada apresentação na bilheteria do Theatro Municipal.

ETÉ-FESTIVAL CORPO

Vendas 
pelo site theatromunicipal.org.br ou pela bilheteria.
Horário da Bilheteria do Theatro Municipal: De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 10h às 17h.
Local: Sala de Espetáculos |Theatro Municipal de São Paulo
Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/nº
Capacidade: 1523 lugares
Local: Sala do Conservatório | Praça das Artes
Endereço: Av. São João, 281
Capacidade: 200 lugares

Quarteto de Cordas da Cidade se junta a Fernando Ávila e Thiago Hessel em apresentações na Praça das Artes

De Instituto Odeon em


Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo | Foto: Fabiana Stig
Com repertórios distintos, o grupo se apresenta nos dias 12 e 26 de setembro na Sala do Conservatório com obras de Ravel, Debussy, Frank Marocco e Felipe Kirst Adami;

Neste mês, o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, composto por músicos reconhecidos no cenário musical brasileiro e internacional, faz duas apresentações na Sala do Conservatório, na Praça das Artes, extensão do Theatro Municipal de São Paulo.

No concerto do dia 12, o violista Marcelo Jaffé, o violoncelista Rafael Cesario e os violinistas Betina Stegmann e Nelson Rios interpretam o primeiro e único quarteto de cordas escrito por Claude Debussy, um dos compositores que revolucionaram a escrita da música de concerto. “Na Exposição Universal de 1889, em Paris, [Debussy] teve contato com diversas culturas que usavam outros tipos de escala e sonoridades. Ele transferiu essas novas informações para a música de concerto”, explica Jaffé.

O programa segue com Quarteto em Fá maior, de Maurice Ravel, outro grande compositor francês que também escolheu o quarteto de cordas para realizar uma série de experiências sonoras e trazer inovação à música francesa. Com muita habilidade, Ravel apresenta nesta obra um coletivo poderoso e que valoriza individualmente cada um dos instrumentos para esta formação.

Fernando Ávila e Thiago Hessel 

O Quarteto de Cordas da Cidade volta a se apresentar no dia 26 de setembro e desta vez acompanhado dos solistas convidados, Fernando Ávila (acordeon) e Thiago Hessel (contrabaixo). Juntos, apresentam as composições do disco autoral de Fernando, A Lua de Santiago. Produzido por meio de financiamento coletivo, o álbum transita entre a música latino-americana, com ritmos como tango e milonga, e a música brasileira, com o baião e a bossa nova. “O repertório busca apresentar o acordeon como um instrumento de música de câmara, conciliando sua sonoridade tão particular que já está inserida na música popular, ao lado de instrumentos tidos como eruditos, como o quinteto de cordas. É uma mescla que combina muito”, esclarece Fernando Ávila.

O quarteto da cidade se interessou pelo trabalho que o gaúcho Fernando Ávila realizava com a música regional quando dois de seus integrantes, Betina e Marcelo, dividiram o palco com ele durante um festival de música no sul do País. “Resolvemos trazê-lo para compartilhar com o público de São Paulo essas experiências”, destaca Marcelo Jaffé. “Vai ser o evento mais importante da minha carreira, um divisor de águas para o meu trabalho tocar em São Paulo pela primeira vez. Estou muito feliz com esse convite, admiro demais esses músicos. Sem sombra de dúvidas, o melhor quarteto de cordas do país”, completa Fernando.

Para este concerto do dia 26 os arranjos são de Felipe Kirst Adami e foram feitos especialmente para acordeon e quinteto de cordas (contrabaixo).

Ensaio aberto gratuito

Um dia antes de cada apresentação, 11 e 25 de setembro, o grupo realiza um ensaio aberto gratuito às 18h na Sala do Conservatório. Essa é uma ótima oportunidade para acompanhar e aprender sobre o processo musical e as obras do repertório.

Serviço:

12/9
Quinta | 20h

QUARTETO TOCA DEBUSSY E RAVEL
Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo

Programa:
Claude Debussy: Quarteto, Op. 10 em Sol menor
Maurice Ravel: Quarteto em Fá maior

Local: Sala do Conservatório – Praça das Artes
Endereço: Av. São João, 281                 
Duração aproximada: 60 minutos
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$ 20
Vendas: pelo site theatromunicipal.org.brou pela bilheteria.
Horário da Bilheteria do Theatro Municipal: De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 10h às 17h.
Bilheteria da Praça das Artes – Sala do Conservatório: Funcionamento: 2h antes no dia do evento.
Capacidade: 200 lugares

26/9 Quinta | 20h
A LUA DE SANTIAGO
Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo
Fernando Ávila, acordeon
Thiago Hessel, contrabaixo
Felipe Kirst Adami, arranjos

Programa:
Fernando Ávila: Luna
Fernando Ávila: Tango Bolero
Frank Marocco: Cynthia
Fernando Ávila e Felipe Martini: Poente
Fernando Ávila e Felipe Martini: Cheio de Bossa
Fernando Ávila: Simplifiquei-te, baiãozinho!
Felipe Kirst Adami: Desvariações
Fernando Ávila: Le Petit Chat Boris
Fernando Ávila e Felipe Martini: Baião em Lá
Fernando Ávila: Aragana

Local: Sala do Conservatório – Praça das Artes
Endereço: Av. São João, 281                                   
Duração aproximada: 60 minutos
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$ 20
Vendas: pelo site theatromunicipal.org.br ou pela bilheteria.
Horário da Bilheteria do Theatro Municipal: De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 10h às 17h.
Bilheteria da Praça das Artes – Sala do Conservatório: Funcionamento: 2h antes no dia do evento.
Capacidade: 200 lugares

*Programação sujeita a alterações.

Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo

Por iniciativa de Mário de Andrade, o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo foi fundado em 1935. Inicialmente era chamado de Quarteto Haydn buscava difundir a música de câmara e estimular compositores brasileiros a compor novo repertório para o gênero. O grupo passou a ser chamado de Quarteto de Cordas Municipal a partir de 1944, chegando à sua forma definitiva em 1981, como Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.

 A atual formação conta com os violinistas Betina Stegmann e Nelson Rios, o violista Marcelo Jaffé e o violoncelista Rafael Cesario, músicos de intensa atividade no cenário musical brasileiro e de prestígio internacional, que se destacam também pela atuação em concertos, recitais e atividades pedagógicas. 

Em concertos comentados, o Quarteto apresenta o amplo repertório para a formação, inclusive o de vanguarda, promovendo o contato do público com todas as tendências e escolas de composição, como parte do projeto original do grupo, de fomento e formação de plateias. Em sete oportunidades o Quarteto de Cordas ganhou o prêmio de Melhor Conjunto Camerístico da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e por três vezes o Prêmio Carlos Gomes. A Sala do Conservatório é a casa do Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.

Ciclo de conversas no Theatro Municipal sobre mulheres nas artes abre espaço para a discussão sobre empoderamento feminino e igualdade de gênero

De Instituto Odeon em 26 de agosto de 2019


Diálogos Prismados: a voz e a arte das mulheres vai reunir personalidades femininas da música e do teatro para discutir os desafios, as conquistas e a representação das mulheres nas artes; Evento ocorre nos dias 6 e 7 de setembro, com entrada franca, e será realizado em paralelo às récitas da ópera p r i s m, de Ellen Reid e Roxie Perkins, vencedora do Pulitzer 2019 pela composição musical

Nos dias 6 e 7 de setembro (sexta e sábado), entre 14h e 20h, a Sala do Conservatório na Praça das Artes, anexa ao Theatro Municipal de São Paulo, será palco de debate em torno dos desafios, das conquistas e da representação feminina na música, na dramaturgia e nas artes em geral. Com curadoria da pesquisadora e jornalista Camila Fresca e da dramaturga Marici Salomão, Diálogos Prismados: a voz e a arte das mulheres contará também com a participação, no dia 7, de encontro com as autoras da ópera p r i s m Ellen Reid, vencedora do Pulitzer 2019 na categoria composição musical, e da libretista Roxie Perkins, para falar de suas trajetórias profissionais. As mesas serão compostas apenas por mulheres. A entrada é franca, no entanto as vagas são limitadas. Inscrições devem ser feitas pelo site do Theatro Municipal de São Paulo (www.theatromunicipal.org.br). Os interessados devem se inscrever por meio deste link: http://twixar.me/JJ51.

O evento será realizado em paralelo às récitas de p r i sm, escrita por mulheres, que segue na contramão da cena operística, dominada por homens, assim como o que ocorre nas demais expressões artísticas e em outras esferas sociais mundo afora. “Este ciclo de conversas será uma excelente oportunidade para que as mulheres envolvidas no fazer artístico, principalmente na música e no teatro, possam trocar experiências e refletir sobre as dificuldades e possibilidades de atuação profissional nos nossos dias”, explica Camila Fresca. A curadora descreve o formato do evento, organizado em torno de três eixos: “o primeiro eixo traz mulheres criadoras, integrado por compositoras e dramaturgas, seguido pelo das empreendedoras, como as produtoras artísticas e executivas, e finalizando com aquelas mulheres que precisam enfrentar desafios maiores, como negras, transexuais e cantoras líricas que assumem papéis masculinos na ópera, e que originalmente eram feitos pelos castrati”.

A curadora Marici Salomão destaca o crescente protagonismo feminino dos últimos anos: “Temos visto, na última década, mais mulheres escrevendo com sucesso para teatro. Trata-se de uma luta das próprias mulheres em alargar um espaço que sempre foi muito masculino. Mas essa luta está no início e deve abarcar todos os setores da sociedade, da mídia aos meios de produção.”

Para Hugo Possolo, diretor artístico do Theatro Municipal, “cada vez mais a programação do Theatro Municipal deve se  direcionar ao multiculturalismo, ao pertencimento e à representatividade, como neste ciclo e nos espetáculos que apresenta, visando ampliar a potência das linguagens artísticas.

O evento abre às 14 horas do dia 6, com as participações da secretária adjunta municipal de Cultura, Regina Silvia Pacheco, Maíra Ferreira, maestrina assistente do Coral Paulistano, um dos corpos artísticos do Theatro Municipal, e das curadoras Camila Fresca e Marici Salomão.

Às 14h30, começa o primeiro debate sob o tema Mulheres criadoras (mesa 1), que tratará
das novas matizes propostas pela narrativa feminina, que questiona os tradicionais finais felizes com príncipes encantados. A mesa terá a participação da dramaturga Silvia Gomez e da cientista social e pesquisadora Ana Paula Cavalcanti Simioni.

A conversa da mesa 2, às 16h45, foca no protagonismo feminino tanto no campo do fazer artístico quanto na gestão cultural, e no que está sendo feito para a mudança de cenário, que impede e invisibiliza a força e a ação das mulheres no setor. A mesa terá a participação da dramaturga e roteirista Maria Shu, da maestrina Vânia Pajares e da diretora teatral, escritora, roteirista e dramaturga Marcia Zanelatto.

No dia 7, às 14h, a mesa 3, Mulheres e resistência volta o debate para as dificuldades na busca pela igualdade de gênero, raça e etnia – nesse cenário, a questão é como garantir espaço para mulheres negras, indígenas, trans e com deficiência. A mediação será da cantora e pesquisadora Ligiana Costa, que falará brevemente sobre os papeis de mulheres idosas na ópera, com a participação da soprano Edna D’Oliveira, da atriz, diretora e dramaturga trans Luh Maza, da mezzo soprano Luisa Francesconi, que interpreta muitos personagens masculinos na ópera e com mestrado em papeis masculinos interpretados por mulheres, e Janaína Leite, atriz do premiado Grupo XIX de teatro, dramaturga de Stabat Mater.

Às 16h30, as autoras da ópera p r i s m Ellen Reid e Roxie Perkins serão sabatinadas pelo público.

Serviço:
Ciclo de conversas “Diálogos Prismados: a voz e a arte das Mulheres
Curadoria: Camila Fresca e Marici Salomão
Local: Sala do Conservatório, na Praça das Artes, anexa ao Theatro Municipal
Endereço: Av. São João, 281, Centro
Data: dias 6 e 7 de setembro
Horário: das 14h às 20h
Entrada franca
Inscrições abertas no site do Theatro Municipal (wwwtheatromunicipal.org.br). Para participar, acessar o formulário neste link http://twixar.me/JJ51.

Programação:

6 de setembro
14h-14h30 – ABERTURA
Com: Regina Pacheco (secretária adjunta de Cultura), Maíra Ferreira (Coral Paulistano), Marici Salomão e Camila Fresca (curadoras)

14h30-16h: Mulheres criadoras
Com: Anna Maria Kieffer, Silvia Gomez e Ana Paula Cavalcanti Simioni
Mediadora: Claudia Toni

16h-16h45: INTERVALO

16h45-18h20: Mulheres empreendedoras/Abrindo caminhos
Com: Maria Shu, Vania Pajares e Marcia Zanelatto
Mediadora: Malu Barsanelli

7 de setembro
14h-16h: Mulheres e resistência

Com: Edna D’Oliveira, Luh Mazza, Luisa Francesconi e Janaína Leite
Mediadora: Ligiana Costa

16h-16h30 – INTERVALO – intervenção artística As Joanas

16h30-18h30 – RODA VIVA COM AS AUTORAS DE p r i s m
(Com tradução simultânea)
Com: Ellen Reid e Roxie Perkins
Entrevistadoras: Valéria Bonafé, Carol Pitzer, Livia Sabag e Michelle Ferreira

18h30-19h30 – ENCERRAMENTO com Sonora – músicas e feminismos

*Programação sujeita a alteração

p r i s m, ópera vencedora do Pulitzer 2019, estreia em setembro no Theatro Municipal de São Paulo

De Instituto Odeon em


Anna Schubert e Rebecca JoLoeb| Foto: Maria Bonanova

Baseada em experiências pessoais das autoras Ellen Reid e Roxie Perkins, ópera ganhou o Pulitzer na categoria composição musical e o prêmio de melhor ópera inédita de 2018 pelo Music Critics Association of North America; p r i s m é espécie de parábola que trata de abuso sexual e emocional contra a mulher; A mezzo soprano Rebecca Jo Loeb e a soprano Anna Schubert são respectivamente mãe e filha nesta trama carregada de tensão psicológica;

Em paralelo às apresentações, Theatro promove ciclo de conversas sobre os desafios da mulher no mundo da música e ópera

No dia 4 de setembro, quarta-feira, às 20h, a temporada lírica do Theatro Municipal de São Paulo estreia a ópera p r i s m, premiada produção de 2018, realizada em parceria entre a compositora Ellen Reid e a libretista Roxie Perkins. Ambas se inspiraram em experiências pessoais para a elaboração da obra. Com direção cênica de James Darrah e produção da Beth Morrison Projects, que representam a vanguarda na direção de trabalhos dessa envergadura, os espetáculos serão acompanhados pela Orquestra Sinfônica Municipal, sob direção musical e regência de Roberto Minczuk, e participação do Coral Paulistano, dirigido pela maestrina Naomi Munakata. As récitas seguem nos dias 5, 7, 10, 11, 13 e 14, sempre às 20h, e no dia 8, domingo, às 18h (sessão com audiodescrição). Nos dias 6 e 7 de setembro, ocorre o ciclo de conversas “Diálogos Prismados: A voz e a arte das mulheres”, com participação de diversas dramaturgas, artistas e outras profissionais que debaterão os desafios da mulher no mundo da música e ópera. Com curadoria de Camila Fresca e Marici Salomão, o evento terá entrada franca e ocorrerá na Sala do Conservatório na Praça das Artes, anexa ao Theatro Municipal.

A menos de um ano de seu lançamento, p r i s m já amealhou dois prestigiados prêmios: em abril último, a obra ganhou o Pulitzer de música 2019 pela composição de Ellen Reid, e no final de julho, p r i s m foi premiada como a melhor ópera inédita de 2018 pelo MCANA – Music Critics Association of North America. Primeiro trabalho de Ellen Reid no campo operístico, p r i s m estreou em novembro de 2018 no Off Grand Opera de Los Angeles, seguindo no início deste ano para o Festival PROTOTYPE, de Nova Iorque, com grande sucesso de crítica nos EUA. São Paulo é a terceira cidade do mundo a receber a ópera.

O enredo trata de um trauma – decorrente de violência física e psicológica contra a mulher. Compositora e libretista contam a história do relacionamento entre uma mãe e uma filha no contexto deste atual e pesado tema. Essa abordagem vai de encontro à prerrogativa do Theatro Municipal de promover a inclusão em todas as frentes e ampliar a percepção do público sobre as possibilidades estéticas e discursivas no campo operístico, através da exibição da recentíssima produção mundial.

p r i s m chega impulsionando nosso projeto artístico de diversidade e pertencimento”, explica Hugo Possolo, diretor artístico do Theatro. “Esta obra ressalta a abertura para óperas contemporâneas, cuja qualidade merece visibilidade e reconhecimento, e também aponta para a importância dessa linguagem abordar conteúdos de relevância social, como a questão do assédio, tratado com impactante poesia por Ellen Reid e Roxie Perkins”, conclui. p r i s m é a terceira ópera da Temporada Lírica 2019 do Municipal, após a apresentação de Rigoletto, de Verdi (julho), que trata de um tema bastante atual – abuso sexual, manipulação e poder, e da cômica O Barbeiro de Sevilha, de Rossini (fevereiro).

Em entrevista recente para a crítica musical Kyle MacMillan, Ellen Reid fala sobre a empatia do público nas apresentações nos EUA: “É muito sombria [a ópera]. Não tínhamos ideia de como a plateia reagiria às récitas. Falando por mim e em nome de todos do time que se empenharam pelo resultado, nós realmente acreditamos na obra e estamos emocionados com a receptividade. É incrível.”

Na descrição da diretora criativa Beth Morrison, a união das “complexas características femininas desenhadas por Perkins e o vívido e sensorial mundo musical de Reid, traçam um oportuno retrato dos percalços que uma pessoa precisa enfrentar para sobreviver.”

Resumo da ópera
O espetáculo traz a história da jovem Bibi (a soprano Anna Schubert), e de sua mãe idólatra, Lumee (a mezzo soprano Rebecca Jo Loeb), que vivem juntas e isoladas do mundo, encerradas em uma espécie de santuário imaculado, o prisma que dá nome à obra. Ambas tentam proteger uma à outra de uma perigosa doença à espreita e que já infectou as pernas de Bibi – tolhendo-lhe a capacidade de andar. Todos os dias, a mãe tenta dar à filha o remédio para tratar a sua doença, mas cada vez que a menina está prestes a tomar a medicação, o Lado de Fora do prisma irrompe com fúria assustadora – deixando Bibi com medo de tomar o remédio.

Uma noite, desesperada por agradar à sua implacável mãe, Bibi tenta tomar todas as doses de uma vez, mas é impedida por uma luz azul tóxica que entra por debaixo da porta, atravessando o santuário. Seduzida por um sinal caleidoscópico vindo do Lado de Fora, a menina começa a se rebelar contra as ordens de sua mãe – rompendo assim o relacionamento e a frágil existência no claustro. Ofuscada pelas cores e pelas lembranças de sua vida, que se confrontam com as mais recentes, Bibi precisa escolher entre abandonar a mãe para descobrir a verdade sobre sua condição, ou aceitar as histórias que ela lhe conta e assim suportar a única vida que conhece. p r i s m esmiuça a elasticidade da memória depois da ocorrência de um trauma, e trata das distâncias a serem percorridas para “se sentir melhor” – não importando o preço.

Estrutura
Além das duas protagonistas, quatro bailarinos, coreografados pelo diretor-assistente Chris Emile, participam do espetáculo, simbolizando as projeções de Bibi. Além de mãe e filha, os dançarinos são as únicas pessoas capazes de alcançar o interior do santuário. Através deles, Bibi, que não anda, pode voar. Eles a pegam no colo, confortam e acalentam, ao mesmo tempo que provocam na menina memórias aflitivas.

A ópera tem a participação de 12 vozes do Coro Paulistano e 14 integrantes da OSM, sob direção musical e regência de Roberto Minczuk. Cada um dos três atos da peça tem distintas paletas de cores, entremeadas por linhas vocais que se elevam de forma lírica em um instante, para em seguida partirem para o bramido. Segundo Roxie Perkins, “a música atua como uma janela na mente da protagonista. “Ela varia vertiginosamente do sound design para as paisagens orquestrais. Essas variações refletem a rápida evolução do entendimento de Bibi de seu mundo e de como ela se enquadra nele”, explica.

p r i s m
Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo
Coral Paulistano
Direção Musical e Regência – Roberto Minczuk
Regente do Coro – Naomi Munakata
Composição – Ellen Reid
Libreto – Roxie Perkins
Direção – James Darrah
Cenografia – Adam Rigg
Desenho de luz – Pablo Santiago
Figurinos – Molly Irelan
Produzido por Beth Morrison Projects

Intérpretes
Anna Schubert, soprano (Bibi)
Rebecca Jo Loeb, mezzo soprano (Lumee)

p r i s m foi encomendado por Beth Morrison Projects, David & Kiki Gindler, Linda & Stuart Nelson, e Elizabeth & Justus Schlichting, com apoio de Nancy e Barry Sanders, OPERA America’s Opera Grants for Female Composers, fundado por Virginia B. Toulmin Foundation e The Opera Fund: Repertoire Development; The Francis Goelet Charitable Lead Trust; e o National Endowment for the Arts – Art Works.
p r i s m foi desenvolvido por Beth Morrison Projects, Lyric Theatre @Illinois/Krannert Center,
Arizona State University School of Music, Trinity Wall Street, e PROTOTYPE Festival

Serviço: p r i s m no Theatro Municipal de São Paulo

Setembro [récitas]
Quarta-feira, 4, às 20h
Quinta-feira, 5, às 20h
Sábado, 7, às 20h
Domingo, 8, às 18h – com audiodescrição
Terça-feira, 10, às 20h
Quarta-feira, 11, às 20h
Sexta-feira, 13, às 20h
Sábado, 14, às 20h

Local: Sala de Espetáculos, Theatro Municipal de São Paulo
Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/no
Ingressos: R$ 120 | R$ 80 | R$ 20
Vendas: pelo site theatromunicipal.org.br ou na bilheteria do Theatro Municipal.
Horário de funcionamento da bilheteria: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e
domingos, das 10h às 17h.
Formas de pagamento: Dinheiro e Cartões de Débito e Crédito
Duração aproximada: 2 horas em três atos, com 1 intervalo de 20 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Capacidade: 1523 lugares
Acessibilidade: Sim

Ciclo de conversas “Diálogos Prismados: A voz e a arte das mulheres”
Curadoria: Camila Fresca e Marici Salomão
Local: Sala do Conservatório, na Praça das Artes, anexa ao Theatro Municipal
Datas: dias 6 e 7 de setembro
Entrada franca – mediante inscrição prévia



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