Encontro #MARé: Legado 7 anos e o futuro do MAR

De Instituto Odeon em 31 de janeiro de 2020


Evento, que será realizado no dia 12 de fevereiro, irá promover reflexões para a Gestão e a Sustentabilidade dos Museus e da Cultura

Reconhecemos o sobe e desce das marés que impactam o MAR, a cidade do Rio e o país. O fluxo das marés traz mudança, renovação, superação, atrai novos ventos e novas possibilidades. É assim que queremos refletir este momento. Vamos celebrar o que alcançamos juntos, no fluxo das marés cheias, e construir soluções para tempos de maré baixa. 

Este encontro é um convite ao compartilhar e à reflexão coletiva com cada participante e parceiro do MAR e do ODEON, nestes (quase) 7 anos, com quem conquistamos juntos os 3 milhões de visitantes, os milhares de participantes da Escola do Olhar, as 60 exposições, as 29 mil obras de acervo e muito mais! Vamos unir múltiplas vozes da arte, da educação e da cultura que fazem do MAR o que ele é! 

O #MARé Pertencimento, é Diversidade, é Aberto, é Contemplação, é Diálogo, é Patrimônio preservado, é Gestão Compartilhada, é Resistência, é Reinvenção, é Utopia, é Democracia, é Multiplicidade de olhares, é Acessibilidade universal, é Reunião de Vizinhos, é Luta, é Conexão, é Programação Cultural, é Ocupação, é Excelência na gestão, é Desempenho, é Compromisso, o #MARé7anos de transbordamento sobre o Rio. 

Encontro realizado pelo Instituto ODEON, com curadoria e Planejamento por Museu Vivo. 

PROGRAMAÇÃO
*Sujeita a alteração

13h30 – Boas vindas

14h às 15h – Abertura: A visão do MAR sobre o Rio
A fundação de um museu-escola que nasceu como marco da revitalização portuária, sendo a primeira OS na gestão da cultura no município, cresceu como lugar de pontes e diálogos de uma cidade partida. O MAR vem tecendo uma ampla rede de afetos e constituiu um importante patrimônio para a cidade do Rio de Janeiro com um acervo único de artes visuais. Uma reflexão breve sobre os desafios e marcos em retrospectiva desde o projeto de origem do MAR até 2019, incluindo as conquistas em arte-educação-comunidade e os desafios em gestão e sustentabilidade.

Participantes:
– Adolpho Konder, Secretário Municipal de Cultura Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
– Carlos Gradim, Diretor-Presidente Instituto Odeon
– Luiz Chrysostomo, Presidente Conselho do MAR
– Deca Farroco, Gerente de Produção de Conteúdo Fundação Roberto Marinho
– Paulo Herkenhoff, Curador do Acervo e Diretor Cultural MAR (2013-2016) | Depoimento em vídeo

15h às 16h – Painel 1 #MARé: Confluência em Arte, Educação & Comunidade
A Confluência de percepções diversas que serviram à reflexão, à resistência e ao diálogo, fazem do MAR um espaço único de aprendizagem coletiva museu-escola-comunidade! Em suas exposições, o MAR serviu como ponte de divergências e convergências, em cocriação com artistas, curadores, lideranças populares e étnicas. Que experiências dos programas Escola do Olhar, Vizinhos do MAR, MAR de Música, Batalha do Conhecimento, e tantos outros desenvolvidos em parcerias, podem nos trazer em reflexões sobre novas formas de interação entre o cidadão e a cidade, entre a arte e a educação e entre os museus e seus territórios?

Palestra introdutória:
– Janaína Melo, Gerente de Educação do Instituto Inhotim e Gerente de Educação MAR (2012-2018)

Debate:
– Marcelo Campos, Curador do MAR
– Heloísa Buarque de Hollanda, Universidade das Quebradas
– Hugo Oliveira, Galeria Providência e membro do programa Vizinhos do MAR

Mediação:
– Marcelo Campos

16h às 16h10 – Microfone aberto! Participação do Grupo MAR VIVE

16h15 às 17h15 – Painel 2 #MARé Excelência em gestão, inovação e desafios da sustentabilidade financeira
Equilíbrio financeiro, gestão por resultados e acompanhamento de metas e indicadores que levam à atração e retenção de parcerias estratégicas, como o BNDES. Gestão eficiente que leva à viabilidade econômica capaz de gerar inovação: o legado que inclui a criação de novas linhas de pesquisa e documentação, tecnologias e novas mídias. Dados, números e vozes que relatam a coragem e o desenvolvimento institucional do museu, inspirador para o setor cultural brasileiro. Quais os desafios e as perspectivas para a implantação de Fundos Patrimoniais (Endowments)? Quais fontes e caminhos são passíveis de assegurar sustentabilidade financeira em meio a um cenário volátil?

Palestra Introdutória e Mediação:
– Bruno Pereira, Conselho Instituto Odeon

Debate:
– Luciane Gorgulho, Chefe do Departamento de Desenvolvimento Urbano, Cultura e Turismo BNDES
– Ricardo Piquet, Diretor-Presidente IDG | Museu do Amanhã
– Heloísa Queiroz, Gerente de Museus Secretaria Municipal de Cultura Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

17h15 às 17h30 – Intervalo

17h30 às 19h – Painel 3 #MARé Desafios Futuros: Perspectivas de modelos de Gestão de instituições culturais no Brasil
O MAR é o primeiro espaço de cultura a ser gerido por uma Organização Social (OS) no município do Rio. Quais aprendizados da gestão ODEON nos fazem refletir sobre a potência e os desafios do modelo OS. Qual o impacto histórico do modelo de gestão por OS no contexto do Rio de Janeiro e do país? As perspectivas para 2020, os desafios na manutenção que depende do investimento do setor público. É possível uma visão de longo prazo? Quais caminhos de futuro são possíveis, quais modelos existentes podem servir de inspiração para a continuidade e os próximos passos do MAR?

Palestra Introdutória:
– Carlos Gradim, Diretor-Presidente Instituto Odeon
– Maria Ignez Mantovani, Diretora Expomus (Vídeo Inspiracional)

Debate:
– Marcelo Araújo, Presidente Japan House São Paulo
– Adriana Rattes, Ex-Secretária de Cultura Estado do Rio de Janeiro

Mediação:
– Lucimara Letelier, Diretora Museu Vivo

19h às 20h – Celebração #MAR7Anos: Recepção e Encerramento no Foyer:


– Performance Imperadores da Dança (Passinho)
– Quitutes da Luz (Vizinhos do MAR)


Orquestra Experimental de Repertório abre temporada comemorativa de 30 anos com Camargo Guarnieri

De Instituto Odeon em 28 de janeiro de 2020


Apresentação acontece no dia 9 de fevereiro e dá início às comemorações
de aniversário da Orquestra, criada em 1990.
Fotografia: Larissa Paz.

Em 2020, a Orquestra Experimental de Repertório apresenta a temporada OER – 30 Anos para celebrar suas três décadas de história. Criada com o objetivo de trabalhar com excelência a última etapa de formação de seus músicos, executando todo o tipo de repertório e visando a profissionalização, a Orquestra concebida pelo seu maestro titular, Jamil Maluf, terá um ano muito especial. Serão diversos concertos sinfônicos e ainda uma produção operística: a OER estará na direção e interpretação musical da montagem de O Morcego que encerra a temporada lírica do Theatro Municipal de São Paulo, em novembro.

E para abrir a agenda, no dia 9 de fevereirodomingo, ao meio-dia, o corpo artístico formado por 100 músicos – sendo 83 instrumentistas em estágio de pré-profissionalização e 17 profissionais, estes chefes de naipe – apresenta um concerto todo dedicado à obra do compositor brasileiro Camargo Guarnieri. A regência será do maestro assistente Guilherme Rocha, com participação do pianista Leonardo Hilsdorf. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Neste concerto de estreia, a Orquestra Experimental interpreta a Abertura FestivaSinfonia nº 2 – “Uirapuru” e o Choro para Piano e Orquestra, com a participação de Hilsdorf nos solos. Sobre a peça que retrata a história do pássaro Uirapuru, ave muito característica da floresta amazônica, o regente Guilherme Rocha destaca que “trata-se de uma brilhante orquestração, com melodias muito brasileiras e ritmos que evocam a música popular nortista e nordestina”. No final do terceiro movimento, “é possível imaginar as bandas de axé da Bahia, com forte presença da percussão”, completa.

Já Abertura Festiva é uma grande celebração musical. “Guarnieri explora ritmos e instrumentos afro-brasileiros, como o agogô. A peça termina em clima festivo depois de uma passagem bastante virtuosística para violinos e madeiras, seguida de uma fanfarra dos metais”, ressalta o regente.

Camargo Guarnieri foi muito ligado ao movimento modernista que surgiu no início do século 20, com a Semana de 22. Essa relação foi estabelecida e se deve, principalmente, ao escritor e poeta Mário de Andrade, um dos grandes representantes do Modernismo, e ao regente italiano Lamberto Baldi. Eles foram os responsáveis pela formação de Guarnieri. Baldi ajudou-o em aspectos técnicos, enquanto Mário foi seu orientador em estética e cultura geral.

Serviço

Theatro Municipal de São Paulo – Sala de Espetáculos

Domingo, 9 de fevereiro, às 12h

Orquestra Experimental de Repertório
Guilherme Rocha, regência
Leonardo Hilsdorf, piano

CAMARGO GUANIERI
Abertura Festiva
Choro para Piano e Orquestra
Sinfonia nº 2, ‘Uirapuru’


Duração aproximada: 50 minutos
Classificação indicativa: Livre
Ingressos: R$20 | R$ 15 | R$ 10
Vendas: online (aqui) ou na bilheteria do Theatro Municipal
Mais informações aqui

*Programação sujeita a alteração

Theatro Municipal de São Paulo inicia vendas de assinaturas para a Temporada 2020

De Instituto Odeon em 21 de janeiro de 2020


Ex-assinantes da Temporada 2018 poderão comprar na pré-venda, de 23 a 31 de janeiro; para os novos assinantes, o período é 05 a 15 de fevereiro.

O Caderno de Assinaturas do Theatro Municipal de São Paulo retorna na Temporada de 2020. Desta vez, o público poderá assinar séries para óperas, concertos e uma especial em homenagem aos 250 anos de nascimento de Ludwig van Beethoven. Ex-assinantes da Temporada 2018 poderão adquirir o Caderno durante a pré-venda que acontece de 23 a 31 de janeiro. Os novos interessados poderão adquirir de 5 a 15 de fevereiro diretamente pelo site www.theatromunicipal.org.br.

Neste ano, o Municipal executa sete títulos de óperas, e quem adquirir um pacote já assegura o seu lugar em quatro destes espetáculos: Aida; a dobradinha Navalha na Carne e Homens de PapelDon Giovanni; e Benjamin. Ao todo serão cinco opções de séries, que têm os títulos referentes aos dias das récitas que os interessados pretendem contratar: Estreias; Domingo; Quartas-Feiras; Dias Variados e Audiodescrição. Quem assinar esta última terá disponível o recurso de audiodescrição, que amplia a compreensão e a participação de pessoas cegas ou com baixa visão nas atividades propostas. Os valores variam de acordo com os lugares, o mais barato (Setor 3 – lugares no 3°, 4° e 5° andar) custa R$ 68, e o mais caro, o camarote, R$ 1.958,40. Na plateia, R$ 408.

Já para a programação sinfônica são cinco opções de assinatura: duas séries para diferentes repertórios nas datas de estreia dos concertos, duas em dias variados e uma dedicada ao ciclo completo das sinfonias de Beethoven, no mês de seu nascimento, com as integrais das Sinfonias, dos Concertos para Piano e com as quatro Aberturas escritas para a ópera Fidelio. Faltando dois anos para o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, que teve como um dos símbolos nosso prédio histórico, o Municipal já iniciou as comemorações. Por conta disso, a maioria das séries foi nomeada em homenagem a grandes obras do Modernismo brasileiro: AbaporuAntropofagiaOperários e Macunaíma. Os valores variam de R$ 30,60 (Setor 3 – lugares no 3°, 4° e 5° andar) a R$ R$ 652,80 (camarote). Lugares na plateia custam R$ 102 ou R$ 136, a depender da série.

A exceção fica por conta da série Beethoven Total, com preços de R$ 81,60 (R$ 40,80 a meia-entrada) a R$ 1.305,60 (R$ 652,80 a meia-entrada) para o pacote com oito apresentações.

Cada ex-assinante poderá comprar até 8 Assinaturas, com a limitação de no máximo 4 de uma mesma Série. Em razão de mudanças na legislação de cotas, durante a Pré-Venda para ex-assinantes os lugares ocupados no passado não estão garantidos, e a nova ocupação acontece por ordem de compra, mediante disponibilidade. Os ex-assinantes devem acessar o e-mail enviado pela ticketeira Eventim com o link e o código de acesso ao sistema de compra das assinaturas.

Para os novos assinantes, o limite é de 4 assinaturas para uma mesma série, e o total é de 8 assinaturas por CPF.

O pagamento é feito apenas por meio do cartão de crédito e pode ser parcelado em até 10 vezes sem juros.

Confira aqui Caderno de Assinaturas 2020.

A Biblioteca de Babel retorna para a estreia da temporada 2020 do Balé da Cidade de São Paulo

De Instituto Odeon em 17 de janeiro de 2020


Estreia acontece no dia 07 de fevereiro; Ingressos variam de R$ 15 a R$ 60

A temporada 2020 do Balé da Cidade de São Paulo tem início no dia 07 de fevereiro, às 20h, com o retorno do espetáculo A Biblioteca de Babel, no Theatro Municipal de São Paulo. As apresentações ainda seguem nos dias 08, 11, 12 e 13, às 20h, e no dia 09 (domingo) às 18h. Os ingressos variam de R$ 15 a R$ 60.

A inspiração do espetáculo é o conto Biblioteca de Babel, do escritor argentino Jorge Luis Borges, em que os corpos são compreendidos como um livro em sua própria exclusividade, um documento das nossas vidas e existência. Em uma das primeiras cenas, o público presenciará os bailarinos arquivados em uma prateleira como se fossem livros, isolados, encaixotados’, cada um no seu mundo. A ideia e o conceito são assinados pelo diretor artístico da companhia, Ismael Ivo, e pelo cenógrafo Marcel
Kaskeline. Ivo também é o coreógrafo.

A Biblioteca de Babel discute os princípios da comunicação, a evolução e o entendimento entre os homens. No momento em que os bailarinos “arquivados” quebram as prateleiras, Ivo explica que é momento de ruptura que faz alusão “ao livro individual que precisa ser aberto para que se descubra seu conteúdo, pois ali estão impressos todos os aspectos e informações: qualidades, defeitos, talentos, ajustes, desajustes e infinitas vivências do homem”, completa.

Nesta “ruptura” se estabelece um confronto de ideias e a produção passa a discutir questões de aceitação, inclusão e tolerância entre os homens. O balé evolui para uma alusão ao mito da “Torre de Babel”, em que uma ventania derrubou a torre e espalhou os cidadãos com idiomas diferentes pelo mundo, indivíduos que precisavam conviver e aceitar as diferenças.

Para a construção da produção, os 34 bailarinos tiveram que estudar a teoria da Evolução da Espécie Humana, de Charles Darwin, e mergulharam no trabalho do fotógrafo Eadweard Muybridge, que se especializou em captar os movimentos de locomoção dos homens e dos animais. A Biblioteca de Babel é a concretização de uma pesquisa realizada anteriormente por Ismael Ivo, que resultou na produção Biblioteca del Corpo, também inspirada no conto do escritor argentino Jorge Luis Borges. Há sete anos Biblioteca del Corpo foi apresentada por 25 integrantes do projeto L’Arsenale della Danza , na Bienal de Dança de Veneza, na Itália, que teve Ivo como diretor.

Prólogo
Alunos da Escola de Dança de São Paulo, que pertence à Fundação do Theatro Municipal de São Paulo, executarão a coreografia Como um Sopro, da bailarina, professora e pesquisadora de dança, bacharelada pela Escola Nacional da Grécia, Christiana Sarasidou, minutos antes de Babel, no palco da Sala de Espetáculos.

A Escola de Dança de São Paulo completa 80 anos em 2020. Segundo o seu coordenador artístico, Luiz Fernando Bongiovanni, esta ação faz parte de uma parceria com o Balé da Cidade para proporcionar aos jovens talentos a vivência profissional necessária. “Nosso desejo, como escola de formação, é poder oferecer aos alunos um programa de qualidade e excelência”, afirma Bongiovanni.

Serviço:

Sexta-feira ,07/02, às 20h
Sábado, 08/02, às 20h
Domingo, 09/02, às 18h
Terça-feira,11/02, às 20h
Quarta-feira,12/02, às 20h
Quinta-feira, 13/02, às 20h

Theatro Municipal de São Paulo – Sala de Espetáculos

A BIBLIOTECA DE BABEL

Prólogo – Como um Sopro
Escola de Dança de São Paulo
Christiana Sarasidou
, coreografia

A Biblioteca de Babel
Balé da Cidade de São Paulo
Ismael Ivo e Marcel Kaskeline
, ideia e conceito
Ismael Ivo, coreografia
Marcel Kaskeline, cenografia
Gabriele Frauendorf, figurinos
Marco Policastro, desenho de luz
Valentina Schisa e Elisabetta Violante, assistentes de coreografia

Duração aproximada: 70 minutos
Indicação etária: 14 anos
Ingressos: R$ 60 / R$ 30 / R$ 15 

Programação sujeita a alteração.

‘UóHol’, mostra individual do paraense Rafael BQueer, chega ao MAR em 11 de janeiro

De Instituto Odeon em 7 de janeiro de 2020


Abrindo a agenda expositiva de 2020, o Museu de Arte do Rio – MAR, sob a gestão do Instituto Odeon, apresenta ao público a partir de 11 de janeiro “UóHol”, mostra individual do paraense Rafael BQueer com curadoria da Equipe MAR. Interessado em questões que perpassam o corpo e as discussões de decolonialidade, gênero e sexualidade, o jovem artista, vencedor do Prêmio FOCO ArtRio 2019, transita entre linguagens como a performance, o vídeo e a fotografia, além de atuar em pesquisas como drag queen, adotando a persona Uhura BQueer.

A exposição joga com o sobrenome do artista pop norte-americano Andy Warhol (1928-1987) e o termo “Uó” – gíria queer e popular para designar algo ou alguém irritante ou de mau gosto. Entre as obras selecionadas para a exposição estão trabalhos de uma série homônima elaborada em 2019, parte da Coleção MAR, que homenageia ícones negros da cultura LGBTQI+ brasileira, como Jorge Lafond, Marcia Pantera, Madame Satã e Leona Vingativa, partindo do repertório visual da pop art. 

“BQueer vem desenvolvendo um trabalho muito atento às questões relativas a gênero, racialidade e periferia. Com isso, aborda de modo renovado a categoria da performance nas artes visuais. Com a personagem Uhura, o artista tangencia o universo do carnaval em atuações nos desfiles das escolas de samba. Para o MAR, trazer a exposição ‘UóHol’ é manter a vocação da inclusão e da diversidade, agora, com ironia e conscientização”, observa o curador Marcelo Campos.

Os visitantes também terão acesso ao vídeo e imagens da ação performativa “Lenoir” (2017), na qual um conjunto de corpos negros ocupa o bairro do Leblon, conhecido por seu histórico elitista, evidenciando os conflitos de classe colocados no Rio de Janeiro. Junto ao vídeo, um grande lambe-lambe da série “Jogo do Bixo” (2016) apresenta a comunidade do Jacaré, ironizando a marginalização do corpo negro na cidade, que por vezes atrai a curiosidade de turistas estrangeiros que visitam as favelas cariocas como se desvelassem espécies exóticas.

No dia da abertura da mostra, que ficará em cartaz no espaço expositivo da Biblioteca MAR, será realizada uma Batalha de Close. A ação irá ocupar os pilotis do museu a partir das 16h com performances de artistas atuantes na cena queer do Rio de Janeiro. As apresentações, de cinco minutos cada, abordam temáticas pertinentes para a comunidade LGBTQI+, como política, gênero, sexualidade e arte contemporânea. Além do próprio Rafael BQueer, por meio de sua persona Uhura BQueer, participam da batalha Chameleon Drag, Gui Mauad, Irmãos Brasil, Miranda Lebrão, Organzza e Shenna Meneghel.

UÓHOL

Abertura da exposição: sábado, 11 de janeiro, às 10h – Biblioteca MAR

Batalha de Close: sábado, 11 de janeiro, das 16h às 17h – Pilotis

Visitação: terça a sábado, das 10h às 18h – Biblioteca MAR

Entrada gratuita