Theatro Municipal de São Paulo inicia vendas de assinaturas para a Temporada 2020

De Instituto Odeon em 21 de janeiro de 2020


Ex-assinantes da Temporada 2018 poderão comprar na pré-venda, de 23 a 31 de janeiro; para os novos assinantes, o período é 05 a 15 de fevereiro.

O Caderno de Assinaturas do Theatro Municipal de São Paulo retorna na Temporada de 2020. Desta vez, o público poderá assinar séries para óperas, concertos e uma especial em homenagem aos 250 anos de nascimento de Ludwig van Beethoven. Ex-assinantes da Temporada 2018 poderão adquirir o Caderno durante a pré-venda que acontece de 23 a 31 de janeiro. Os novos interessados poderão adquirir de 5 a 15 de fevereiro diretamente pelo site www.theatromunicipal.org.br.

Neste ano, o Municipal executa sete títulos de óperas, e quem adquirir um pacote já assegura o seu lugar em quatro destes espetáculos: Aida; a dobradinha Navalha na Carne e Homens de PapelDon Giovanni; e Benjamin. Ao todo serão cinco opções de séries, que têm os títulos referentes aos dias das récitas que os interessados pretendem contratar: Estreias; Domingo; Quartas-Feiras; Dias Variados e Audiodescrição. Quem assinar esta última terá disponível o recurso de audiodescrição, que amplia a compreensão e a participação de pessoas cegas ou com baixa visão nas atividades propostas. Os valores variam de acordo com os lugares, o mais barato (Setor 3 – lugares no 3°, 4° e 5° andar) custa R$ 68, e o mais caro, o camarote, R$ 1.958,40. Na plateia, R$ 408.

Já para a programação sinfônica são cinco opções de assinatura: duas séries para diferentes repertórios nas datas de estreia dos concertos, duas em dias variados e uma dedicada ao ciclo completo das sinfonias de Beethoven, no mês de seu nascimento, com as integrais das Sinfonias, dos Concertos para Piano e com as quatro Aberturas escritas para a ópera Fidelio. Faltando dois anos para o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, que teve como um dos símbolos nosso prédio histórico, o Municipal já iniciou as comemorações. Por conta disso, a maioria das séries foi nomeada em homenagem a grandes obras do Modernismo brasileiro: AbaporuAntropofagiaOperários e Macunaíma. Os valores variam de R$ 30,60 (Setor 3 – lugares no 3°, 4° e 5° andar) a R$ R$ 652,80 (camarote). Lugares na plateia custam R$ 102 ou R$ 136, a depender da série.

A exceção fica por conta da série Beethoven Total, com preços de R$ 81,60 (R$ 40,80 a meia-entrada) a R$ 1.305,60 (R$ 652,80 a meia-entrada) para o pacote com oito apresentações.

Cada ex-assinante poderá comprar até 8 Assinaturas, com a limitação de no máximo 4 de uma mesma Série. Em razão de mudanças na legislação de cotas, durante a Pré-Venda para ex-assinantes os lugares ocupados no passado não estão garantidos, e a nova ocupação acontece por ordem de compra, mediante disponibilidade. Os ex-assinantes devem acessar o e-mail enviado pela ticketeira Eventim com o link e o código de acesso ao sistema de compra das assinaturas.

Para os novos assinantes, o limite é de 4 assinaturas para uma mesma série, e o total é de 8 assinaturas por CPF.

O pagamento é feito apenas por meio do cartão de crédito e pode ser parcelado em até 10 vezes sem juros.

Confira aqui Caderno de Assinaturas 2020.

A Biblioteca de Babel retorna para a estreia da temporada 2020 do Balé da Cidade de São Paulo

De Instituto Odeon em 17 de janeiro de 2020


Estreia acontece no dia 07 de fevereiro; Ingressos variam de R$ 15 a R$ 60

A temporada 2020 do Balé da Cidade de São Paulo tem início no dia 07 de fevereiro, às 20h, com o retorno do espetáculo A Biblioteca de Babel, no Theatro Municipal de São Paulo. As apresentações ainda seguem nos dias 08, 11, 12 e 13, às 20h, e no dia 09 (domingo) às 18h. Os ingressos variam de R$ 15 a R$ 60.

A inspiração do espetáculo é o conto Biblioteca de Babel, do escritor argentino Jorge Luis Borges, em que os corpos são compreendidos como um livro em sua própria exclusividade, um documento das nossas vidas e existência. Em uma das primeiras cenas, o público presenciará os bailarinos arquivados em uma prateleira como se fossem livros, isolados, encaixotados’, cada um no seu mundo. A ideia e o conceito são assinados pelo diretor artístico da companhia, Ismael Ivo, e pelo cenógrafo Marcel
Kaskeline. Ivo também é o coreógrafo.

A Biblioteca de Babel discute os princípios da comunicação, a evolução e o entendimento entre os homens. No momento em que os bailarinos “arquivados” quebram as prateleiras, Ivo explica que é momento de ruptura que faz alusão “ao livro individual que precisa ser aberto para que se descubra seu conteúdo, pois ali estão impressos todos os aspectos e informações: qualidades, defeitos, talentos, ajustes, desajustes e infinitas vivências do homem”, completa.

Nesta “ruptura” se estabelece um confronto de ideias e a produção passa a discutir questões de aceitação, inclusão e tolerância entre os homens. O balé evolui para uma alusão ao mito da “Torre de Babel”, em que uma ventania derrubou a torre e espalhou os cidadãos com idiomas diferentes pelo mundo, indivíduos que precisavam conviver e aceitar as diferenças.

Para a construção da produção, os 34 bailarinos tiveram que estudar a teoria da Evolução da Espécie Humana, de Charles Darwin, e mergulharam no trabalho do fotógrafo Eadweard Muybridge, que se especializou em captar os movimentos de locomoção dos homens e dos animais. A Biblioteca de Babel é a concretização de uma pesquisa realizada anteriormente por Ismael Ivo, que resultou na produção Biblioteca del Corpo, também inspirada no conto do escritor argentino Jorge Luis Borges. Há sete anos Biblioteca del Corpo foi apresentada por 25 integrantes do projeto L’Arsenale della Danza , na Bienal de Dança de Veneza, na Itália, que teve Ivo como diretor.

Prólogo
Alunos da Escola de Dança de São Paulo, que pertence à Fundação do Theatro Municipal de São Paulo, executarão a coreografia Como um Sopro, da bailarina, professora e pesquisadora de dança, bacharelada pela Escola Nacional da Grécia, Christiana Sarasidou, minutos antes de Babel, no palco da Sala de Espetáculos.

A Escola de Dança de São Paulo completa 80 anos em 2020. Segundo o seu coordenador artístico, Luiz Fernando Bongiovanni, esta ação faz parte de uma parceria com o Balé da Cidade para proporcionar aos jovens talentos a vivência profissional necessária. “Nosso desejo, como escola de formação, é poder oferecer aos alunos um programa de qualidade e excelência”, afirma Bongiovanni.

Serviço:

Sexta-feira ,07/02, às 20h
Sábado, 08/02, às 20h
Domingo, 09/02, às 18h
Terça-feira,11/02, às 20h
Quarta-feira,12/02, às 20h
Quinta-feira, 13/02, às 20h

Theatro Municipal de São Paulo – Sala de Espetáculos

A BIBLIOTECA DE BABEL

Prólogo – Como um Sopro
Escola de Dança de São Paulo
Christiana Sarasidou
, coreografia

A Biblioteca de Babel
Balé da Cidade de São Paulo
Ismael Ivo e Marcel Kaskeline
, ideia e conceito
Ismael Ivo, coreografia
Marcel Kaskeline, cenografia
Gabriele Frauendorf, figurinos
Marco Policastro, desenho de luz
Valentina Schisa e Elisabetta Violante, assistentes de coreografia

Duração aproximada: 70 minutos
Indicação etária: 14 anos
Ingressos: R$ 60 / R$ 30 / R$ 15 

Programação sujeita a alteração.

‘UóHol’, mostra individual do paraense Rafael BQueer, chega ao MAR em 11 de janeiro

De Instituto Odeon em 7 de janeiro de 2020


Abrindo a agenda expositiva de 2020, o Museu de Arte do Rio – MAR, sob a gestão do Instituto Odeon, apresenta ao público a partir de 11 de janeiro “UóHol”, mostra individual do paraense Rafael BQueer com curadoria da Equipe MAR. Interessado em questões que perpassam o corpo e as discussões de decolonialidade, gênero e sexualidade, o jovem artista, vencedor do Prêmio FOCO ArtRio 2019, transita entre linguagens como a performance, o vídeo e a fotografia, além de atuar em pesquisas como drag queen, adotando a persona Uhura BQueer.

A exposição joga com o sobrenome do artista pop norte-americano Andy Warhol (1928-1987) e o termo “Uó” – gíria queer e popular para designar algo ou alguém irritante ou de mau gosto. Entre as obras selecionadas para a exposição estão trabalhos de uma série homônima elaborada em 2019, parte da Coleção MAR, que homenageia ícones negros da cultura LGBTQI+ brasileira, como Jorge Lafond, Marcia Pantera, Madame Satã e Leona Vingativa, partindo do repertório visual da pop art. 

“BQueer vem desenvolvendo um trabalho muito atento às questões relativas a gênero, racialidade e periferia. Com isso, aborda de modo renovado a categoria da performance nas artes visuais. Com a personagem Uhura, o artista tangencia o universo do carnaval em atuações nos desfiles das escolas de samba. Para o MAR, trazer a exposição ‘UóHol’ é manter a vocação da inclusão e da diversidade, agora, com ironia e conscientização”, observa o curador Marcelo Campos.

Os visitantes também terão acesso ao vídeo e imagens da ação performativa “Lenoir” (2017), na qual um conjunto de corpos negros ocupa o bairro do Leblon, conhecido por seu histórico elitista, evidenciando os conflitos de classe colocados no Rio de Janeiro. Junto ao vídeo, um grande lambe-lambe da série “Jogo do Bixo” (2016) apresenta a comunidade do Jacaré, ironizando a marginalização do corpo negro na cidade, que por vezes atrai a curiosidade de turistas estrangeiros que visitam as favelas cariocas como se desvelassem espécies exóticas.

No dia da abertura da mostra, que ficará em cartaz no espaço expositivo da Biblioteca MAR, será realizada uma Batalha de Close. A ação irá ocupar os pilotis do museu a partir das 16h com performances de artistas atuantes na cena queer do Rio de Janeiro. As apresentações, de cinco minutos cada, abordam temáticas pertinentes para a comunidade LGBTQI+, como política, gênero, sexualidade e arte contemporânea. Além do próprio Rafael BQueer, por meio de sua persona Uhura BQueer, participam da batalha Chameleon Drag, Gui Mauad, Irmãos Brasil, Miranda Lebrão, Organzza e Shenna Meneghel.

UÓHOL

Abertura da exposição: sábado, 11 de janeiro, às 10h – Biblioteca MAR

Batalha de Close: sábado, 11 de janeiro, das 16h às 17h – Pilotis

Visitação: terça a sábado, das 10h às 18h – Biblioteca MAR

Entrada gratuita