Orquestra Sinfônica executa ‘O Anel sem Palavras’ no palco do Theatro Municipal de São Paulo

De Instituto Odeon em 28 de novembro de 2019


Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e o maestro Roberto Minczuk. Foto Fabiana Stig

Ainda no programa está o ‘Concerto N° 2 para Piano e Orquestra’, de Sergei Rachmaninoff, com a pianista Olga Kern como solista

Após apresentações no Auditório Ibirapuera, Teatro João Caetano e Teatro Flávio Império, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, sob a regência do seu maestro titular, Roberto Minczuk, retorna ao palco do Theatro Municipal de São Paulo. No sábado, 30, às 20h, e domingo (1°), às 17h, os músicos executam Concerto N° 2 para Piano e Orquestra, de Sergei Rachmaninoff, e O Anel sem Palavras, compilação de Lorin Maazel da tetralogia O Anel de Nibelungo, do compositor alemão Richard Wagner.

Rachmaninoff é tido como um dos pianistas mais agraciados do século 20, tendo composto peças consideradas de extrema dificuldade para o instrumento. Para esta composição, a pianista russo-americana Olga Kern será a solista. Aos 17 anos, ela venceu o concurso Rachmaninoff International Piano Competition. A discografia de Kern inclui sua gravação indicada ao Grammy das Variações Sobre um Tema de Corelli, de Rachmaninoff, Variações, de Brahms, e as Sonatas para Piano N° 2 e N° 3, de Chopin. Ela foi destaque no documentário premiado sobre a Competição Cliburn de 2001, Playing on the Edge.

Na segunda parte do concerto, a OSM executa O Anel sem Palavras. “Simplesmente os highlights da teatrologia do Anel de Nibelungo, com os primeiros e principais temas, como A Cavalgada das Valquírias e a Marcha Fúnebre de Siegfried”, completa o maestro Roberto Minczuk.

A obra, orquestrada por Lorin Maazel, reúne em 75 minutos as passagens mais célebres das quatro óperas do ciclo wagneriano (O Ouro do Reno, A Valquíria, Siegfried e O Crepúsculo dos Deuses). A peça não tem cantores e dura bem menos do que as óperas quando são encenadas e cantadas, que costumam ter cerca de 15 horas de duração.

Serviço:
Theatro Municipal de São Paulo – Sala de Espetáculos

O ANEL SEM PALAVRAS

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo
Roberto Minczuk, regência
Olga Kern, piano

Programa
SERGEI RACHMANINOFF
Concerto N° 2 para Piano e Orquestra

RICHARD WAGNER/LORIN MAAZEL
O Anel sem Palavras

Duração aproximada: 2 horas, com 1 intervalo
Indicação etária: livre
Ingressos: R$ 40 / R$ 30 / R$ 12
Vendas: pelo site theatromunicipal.org.br ou na bilheteria do Theatro Municipal
Horário de funcionamento da bilheteria: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 10h às 17h
Formas de pagamento: dinheiro e cartões de débito e crédito

Mais informações:

Olga Kern
A pianista russo-americana Olga Kern começou sua carreira nos Estados Unidos ganhando uma medalha de ouro na Van Cliburn International Piano Competition, no Texas – a primeira mulher em 30 anos a receber essa premiação. Com diversos prêmios internacionais, venceu, por exemplo, a Rachmaninoff International Piano Competition, aos dezessete anos. Em 2016, atuou como presidente do júri do Concurso Internacional de Piano Amador de Cliburn e da primeira edição do Concurso Internacional de Piano Olga Kern, do qual também é diretora artística. Olga Kern frequentemente dá masterclasses e, desde setembro de 2017, atua na faculdade de piano da Manhattan School of Music. Além disso, foi escolhida como a nova diretora de música de câmara do Virginia Arts Festival, começando na temporada de 2019. Para a temporada 2019-20, se apresentará com a Allentown Symphony, a Grand Rapids Symphony, a Baltimore Symphony Orchestra, a Colorado Symphony, a Toledo Symphony Orchestra, a New Mexico Philharmonic e a New West Symphony, além de participar da turnê da Orquestra Sinfônica Nacional da Ucrânia, nos Estados Unidos. Atuou como artista residente na temporada 2017-18 da San Antonio Symphony e fez sua estreia na China com a turnê da National Youth Orchestra of China. A discografia de Kern inclui sua gravação indicada ao Grammy das Variações Sobre um Tema de Corelli, de Rachmaninoff, Variações, de Brahms, e as Sonatas para Piano N° 2 e N° 3, de Chopin. Ela foi destaque no documentário premiado sobre a Competição Cliburn de 2001, Playing on the Edge.

Roberto Minczuk
Natural de São Paulo, Roberto Minczuk começou a estudar música com o pai aos 6 anos de idade. Aos 9, ingressou como trompista na Escola Municipal de Música e, com 10 anos, fez sua estreia como solista no Theatro Municipal de São Paulo. Aos 13 anos, foi contratado por Isaac Karabtchevsky para ser 1ª trompa do Orquestra Sinfônica Municipal, em 1981. Mudou-se para Nova York aos 14 anos com bolsa de estudos, e se formou na Julliard School of Music. Como solista, fez sua estreia no Carnegie Hall aos 17 anos. Aos 20, tornou-se membro da Orquestra Gewandhaus de Leipzig, na Alemanha. Como maestro, fez sua estreia internacional à frente da Filarmônica de Nova York – da qual, mais tarde, foi regente associado. Depois disso, regeu mais de cem orquestras internacionais. Foi diretor artístico do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, diretor artístico adjunto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), diretor artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e maestro titular da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, sendo o primeiro artista a receber o Prêmio ConcertArte, de Ribeirão Preto. Venceu o Grammy Latino e foi indicado ao Grammy Americano com o álbum Jobim Sinfônico. Atualmente, é maestro titular da Orquestra Sinfônica Municipal, maestro emérito da Orquestra Sinfônica Brasileira, da qual foi regente titular de 2005 a 2015, e maestro emérito da Orquestra Filarmônica de Calgary, no Canadá. Neste ano, completou 25 anos de carreira.

Orquestra Sinfônica Municipal
A história da Sinfônica Municipal se confunde com a da música orquestral em São Paulo, com participações memoráveis em eventos como a primeira Temporada Lírica Autônoma de São Paulo, com a soprano Bidú Sayão; a inauguração do Estádio do Pacaembu, em 1940; a reabertura do Theatro Municipal, em 1955, com a estreia da ópera Pedro Malazarte, regida pelo compositor Camargo Guarnieri; e a apresentação nos Jogos Pan-Americanos de 1963, em São Paulo. Estiveram à frente da Orquestra os maestros Arturo de Angelis, Zacharias Autuori, Edoardo Guarnieri, Lion Kaniefsky, Souza Lima, Eleazar de Carvalho, Armando Belardi e John Neschling.

Museu de Arte do Rio recebe “Spider”, escultura de Louise Bourgeois em itinerância promovida pelo Itaú Cultural

De Instituto Odeon em


Evento de abertura contará com apresentações musicais do grupo Pietá e DJ Tamy

Abertura: 30 de novembro, às 16h
Entrada gratuita

          Depois de permanecer pouco mais de duas décadas em regime de comodato ao lado do Museu de Arte Moderna, em São Paulo, em dezembro do ano passado a obra pertencente à Coleção Itaú Cultural começou uma série de itinerâncias pelo país: de Inhotim para Porto Alegre e de lá para Curitiba. Agora, chega ao Rio de Janeiro acompanhada da gravura da artista Spider and Snake e de obras da coleção do próprio MAR e do acervo particular de Paulo Herkenhoff, entre desenhos, manuscritos, documentos e publicações da escultora. Duas apresentações musicais marcam a abertura dessa exposição no museu: grupo Pietá e DJ Tamy.

        Às 16h do sábado, 30 de novembro, o Museu de Arte do Rio – MAR, sob a gestão do Instituto Odeon, abre as suas portas para Spider (Aranha), com visitação programada até 1º de março de 2020. A obra realizada pela escultora francesa Louise Bourgeois (1911-2010) em 1996, foi vista no Brasil pela primeira vez na 23ª Bienal de São Paulo e adquirida para a Coleção Itaú Cultural. Em 1997, o instituto a cedeu em regime de comodato ao Museu de Arte Moderna – MAM/SP, no Parque Ibirapuera. Ela permaneceu ali até 2017, em um espaço de vidro de onde podia ser observada da marquise do parque. Na ocasião, a escultura foi enviada para a Fundação Easton, em Nova York, para averiguação e restauro, de modo a garantir a sua longevidade e possibilitar a sua exibição em espaços expositivos diversos. Em dezembro passado, Spider botou o pé na estrada.

       Primeiro, a obra foi levada a Minas Gerais, para ser exibida na Galeria Mata do Inhotim. Seguiu para a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, e para o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Agora chega ao MAR e, para este dia, foi pensada programação especial para o público, com entrada gratuita das 10h até às 19h15. Às 16h30, tem apresentação de DJ Tamy, às 18h, o grupo Pietá faz show. Em 2020, a escultura seguirá viagem, começando pelo Centro Cultural da UNIFOR, em Fortaleza.

         “Assim como fazemos com grande parte da Coleção Itaú Cultural, tomamos a decisão de circular uma das suas mais importantes obras internacionais e ampliar o acesso do público a esta grandiosa escultura”, diz o diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron.

        Esta Spider é a primeira das seis que a artista produziu em bronze a partir de meados da década de 1990 e que estão espalhadas pelo mundo. Com ela, também chega a gravura Spider and Snake – a 15ª das 50 realizadas por Louise em 2003, com uma dimensão de 48,2 x 44,1 cm e pertencente ao acervo do Itaú.

      As viagens da Spider pelo Brasil são acompanhadas de um texto do crítico de arte Paulo Herkenhoff e de um vídeo de pouco mais de cinco minutos realizado pela equipe do Itaú Cultural, com relato da também crítica Verônica Stigger. Este material foi produzido especialmente para estas itinerâncias.

         Entre imagens da escultura, Verônica discorre sobre a vida da artista que se entrelaça com esta sua criação. Ela toma para si palavras de Herkenhoff para afirmar que as aranhas de Louise Bourgeois representam a mãe da artista, sintetizada em dois adjetivos aparentemente paradoxais: frágil e forte. Diz Verônica: “A fragilidade e a força se conjugam nesta versão de Spider. À primeira vista, é uma peça imponente, até um tanto monstruosa: ela é toda em bronze, com três metros e meio de altura, oito longas patas e um núcleo central duro, todo torcido em espirais, que faz as vezes de cabeça e ventre — um grande ventre capaz de armazenar os ovos.” E conclui: “Em uma olhada mais atenta, percebe-se como, apesar da força e da rigidez do bronze, ela também é frágil, delicada: suas patas são longas e muito finas, dando a impressão de serem insuficientes para sustentar o pesado corpo da aranha.”

        Feita em bronze, a escultura pesa mais de 700 quilos – 68kg, cada uma das oito patas; 113kg o corpo e 57kg a cabeça. O seu traslado, exige grande cuidado e dedicação. Com a inexistência do esboço e projeto original da escultura, a equipe do Itaú Cultural criou um aparato para garantir a sua estrutura na desmontagem e remontagem. A produção do instituto desenhou uma plataforma que é colocada debaixo dela para sustentá-la. As patas, cujas pontas são de agulha, são retiradas uma a uma enquanto uma espécie de berço se eleva da plataforma para segurar o corpo do pesado aracnídeo. Para ser remontada, o caminho é o inverso.

Programação:

10h – Abertura do museu – Entrada gratuita

*As exposições “O Rio dos Navegantes”, “Pardo é papel” e a sala imersiva “FLUXO” estarão abertas ao público, com entrada gratuita, das 10h às 19h15.

16h – Abertura da sala “Spider (Aranha)” – Entrada gratuita até as 19h15.

16h30 – Apresentação da DJ Tamy – Entrada gratuita.

18h – Show do grupo Pietá – Entrada gratuita.

Museu de Arte do Rio abre ao público ‘Pardo é Papel’, exposição de Maxwell Alexandre que ocupou o Museu de Arte Contemporânea de Lyon

De Instituto Odeon em


O Museu de Arte do Rio – MAR, sob a gestão do Instituto Odeon, inaugurou na última terça-feira, dia 26, “Pardo é Papel”, individual do jovem artista carioca Maxwell Alexandre. A exposição reafirma a vocação que o MAR conquistou em seis anos de existência: enfrentar o espelho, se reconhecer, escutar, afirmar o que interessa e prosseguir. Essas são tarefas para um museu que se coloca em diálogo com a cidade e sua vizinhança. 

Aos 29 anos, Maxwell Alexandre retrata em sua obra uma poética urbana que passa pela construção de narrativas e cenas estruturadas a partir de sua vivência cotidiana pela cidade e na Rocinha, onde nasceu, trabalha e reside. Com obras no acervo do MAR, Pinacoteca de São Paulo, MASP, MAM-RJ e Perez Museu, Maxwell apresenta “Pardo é Papel” no Brasil após levar sua primeira exposição individual ao Museu de Arte Contemporânea de Lyon, na França. Resultado de uma residência do artista na Delfina Foundation, em Londres, a mostra é promovida pelo Instituto Inclusartiz, de Frances Reynolds, e tem patrocínio da PetraGold.

O início de ‘Pardo é Papel’ remete a maio de 2017, quando o artista pintou alguns autorretratos em folhas de papel pardo perdidas no ateliê. Nesse processo, além da sedução estética potente, ele percebeu o ato político e conceitual que está articulando ao pintar corpos negros sobre papel pardo, uma vez que a “cor” parda foi usada durante muito tempo para velar a negritude. “O desígnio pardo encontrado nas certidões de nascimento, em currículos e carteiras de identidades de negros do passado, foi necessário para o processo de redenção, em outras palavras, de clareamento da nossa raça. Porém, nos dias de hoje, com a internet, os debates e tomada de consciência e reivindicações das minorias, os negros passaram a exercer sua voz, a se entender e se orgulhar como negro, assumindo seu nariz, seu cabelo, e construindo sua autoestima por enaltecimento do que é, de si mesmo. Este fenômeno é tão forte e relevante, que o conceito de pardo hoje ganhou uma sonoridade pejorativa dentro dos coletivos negros. Dizer a um negro que ele é moreno ou pardo pode ser um grande problema, afinal, Pardo é Papel”, ressalta Maxwell.

“Tenho o enorme prazer e orgulho de apresentar este jovem talento. Maxwell é um líder natural, tem grande capacidade de atrair jovens de outras linguagens, conseguindo aglutinar as forças e todas as novas experiências dos jovens que são o futuro do Brasil. A belíssima obra de Maxwell marca uma sensibilidade da realidade social do Rio de Janeiro”, analisa Frances Reynolds, presidente e fundadora do Instituto Inclusartiz, que busca trazer um diálogo entre todos os segmentos da sociedade e os artistas, especialmente os jovens, fomentando a sua carreira e os apoiando estrategicamente no âmbito internacional.

Para Marcelo Campos, curador associado do MAR, o museu, ao o trazer essa itinerância, ratifica os modos, sensações e lugares com os quais interessa dialogar: a escola, a diversão, o museu, a laje, a sala familiar, a rua, a igreja. “Tudo isso se apresenta nas pinturas do artista. O museu, então, se repensa como signo de distinção, e nele a inclusão passa a ser meta. Lugar historicamente de ostentação de bens, o museu que nos interessa continuar deve reverter a periferização, transformando-a em autoestima”, afirma Marcelo.

Coral Paulistano rememora os 30 anos da queda do Muro de Berlim no Theatro Municipal

De Instituto Odeon em 19 de novembro de 2019


Coral Paulistano| Foto: Fabiana Stig

Em concerto cênico que integra o projeto Novos Modernistas, grupo mescla repertório com obras de importantes compositores, como Bach, Brahms, Mendelssohn e Stravinsky, no dia 24 de novembro; direção cênica é do cineasta Otavio Juliano

A derrubada do maior símbolo da Guerra Fria completa 30 anos em novembro, e o Coral Paulistano, corpo artístico do Theatro Municipal de São Paulo, relembra o fato histórico que reunificou a capital alemã em A Queda do Muro de Berlim – 30 Anos. O espetáculo terá projeção de imagens da época e de situações semelhantes e muito atuais, como o muro na fronteira dos EUA com o México e a imigração de africanos que chegam à Europa em embarcações clandestinas e são proibidos de entrar no velho continente. Atores narram a história.

A apresentação única acontece em 24 de novembro, ao meio-dia, na Sala de Espetáculos. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) para todos os setores e serão vendidos pelo site do Theatro Municipal (www.theatromunicipal.org.br) ou na bilheteria do prédio histórico.

A direção cênica é de Otavio Juliano e o design e criação de vídeo de Luciana Ferraz, cineastas com trabalhos na televisão, no teatro e em espetáculos audiovisuais. A regência é de Naomi Munakata, maestrina titular do Coral Paulistano.

O repertório simboliza o conflito entre os EUA e a antiga União Soviética, protagonistas da Guerra Fria. “A escolha dos compositores passa por importantes nomes da música destes dois países, da Alemanha, e ainda traz um autor austríaco e outro escandinavo. Do mais tradicional ao moderno”, destaca Naomi. O Coro a cappella interpreta peças de Bach, Mendelssohn e Stravinsky, passando por Charles Ives, Josef Rheinberger, Samuel Barber, Arnold Schönberg e Max Reger, chegando até aos mais atuais, como o norueguês Knut Nystedt e o contemporâneo estadunidense Eric Whitacre. E em uma obra de Brahms o Coro é acompanhado por piano.

A Queda do Muro de Berlim destaca o feito da Alemanha trinta anos atrás, mas recorda que o cenário global piorou e as barreiras da intolerância continuam sendo construídas. Em 1989, havia cerca de 15 muros separando as nações. Hoje são quase 80 espalhados por diferentes partes dividindo territórios, religiões, raças e os ricos dos pobres.

Constituídos de aço, concreto, arame farpado e intolerância, em pleno século 21 ainda são perceptíveis. As projeções seguem esse roteiro e retratam situações vividas pelas populações da Europa ao Oriente Médio, da América do Norte ao eixo sul-americano. Uma mescla de montagens com várias imagens de muros pichados e ilustrações dos próprios artistas, Otavio e Luciana, estarão em sintonia com a música. O diretor cênico destaca que o espetáculo almeja, com imagens projetadas, “buscar a reflexão acerca dos muros que nos separam e celebrar a mensagem de união emanada com a queda do Muro de Berlim”, diz Otavio.

Criado há mais de 80 anos por iniciativa do escritor Mário de Andrade, o Coral Paulistano mantém suas inspirações no Modernismo, reafirmado neste projeto para os Novos Modernistas. Lançado no início do ano pela Secretaria Municipal de Cultura em conjunto com o Theatro Municipal de São Paulo, o projeto tem como proposta trazer espetáculos que promovam o encontro de linguagens artísticas e a convivência das diferenças.

Com o objetivo de despertar o sentimento de pertencimento e multiculturalismo nas pessoas, a iniciativa dá início às comemorações do centenário da Semana de Arte Moderna, que teve o Municipal como palco em 1922. A própria história do Coral está muito ligada ao movimento e representa um dos importantes desdobramentos da Semana.

Novos Modernistas

Lançado em maio deste ano pela Secretaria Municipal de Cultura, a ação, capitaneada pelo diretor artístico do Municipal, Hugo Possolo, inicia as comemorações do centenário da Semana de Arte Moderna, que teve o Municipal como sede em 1922, e tem como objetivo convocar e provocar o debate sobre as novas vanguardas da cidade de São Paulo. Por meio de apresentações de temática contemporânea, esses espetáculos, cada um à sua maneira, derrubam muros e expandem territórios.

Serviço:

24/11, Domingo | 12h

NOVOS MODERNISTAS
Coral Paulistano apresenta ‘A Queda do Muro de Berlim’

Naomi Munakata, regência
Otavio Juliano, direção cênica
Luciana Ferraz, design e criação de vídeo

Local: Sala de Espetáculos – Theatro Municipal de São Paulo
Endereço: Praça Ramos De Azevedo, s/nº
Duração aproximada: 60 minutos, sem intervalo
Classificação indicativa: sugerido para maiores de 10 anos
Ingressos: R$ 20,00
Capacidade: 1523 lugares
Vendas: pelo site theatromunicipal.org.br ou pela bilheteria.
Horário da Bilheteria do Theatro Municipal: De segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 10h às 17h.

Programa

Coro a cappella
JOHANN S. BACH Der Geist Hilft Unser Schwachheit Auf, BWV 226
FELIX B. MENDELSSOHN Canções, Op. 59

Coro com piano
JOHANNES BRAHMS Quartette, Op.92

Coro a cappella
JOSEF G. RHEINBERGER Abendlied
MAX REGER Nachtlied
KNUT NYSTEDT Immortal Bach
CHARLES IVES Psalm 67
IGOR STRAVINSKY Pater Noster
ERIC WHITACRE Sleep
ARNOLD SCHOENBERG Friede auf Erden
SAMUEL BARBER Agnus Dei

*Programação sujeita a alterações.

Coral Paulistano

Com a proposta de levar a música brasileira ao Theatro Municipal de São Paulo, em 1936, por iniciativa de Mário de Andrade, foi criado o Coral Paulistano. O então diretor do Departamento Municipal de Cultura queria mostrar à elite paulistana a importância do movimento nacionalista que contagiava os compositores brasileiros da época e que era até então desconhecida.Marco da história da música em São Paulo, o grupo foi um dos muitos desdobramentos do movimento modernista da Semana de Arte Moderna de 1922. Em 2013, o Coral foi novamente fortalecido e revalorizado. Com uma programação extensa de apresentações de música brasileira erudita em diferentes espaços da cidade, renovou seu fôlego e retomou suas atividades resgatando sua autenticidade. Atualmente o Coral Paulistano tem como regente titular a maestrina Naomi Munakata, e a maestrina Maíra Ferreira como regente assistente.

Naomi Munakata – Maestrina Titular do Coral Paulistano

Iniciou os estudos musicais ao piano aos 4 anos e começou a cantar aos 7, no coral regido por seu pai, Motoi Munakata. Formou-se em Composição e Regência em 1978, pela Faculdade de Música do Instituto Musical de São Paulo, na classe de Roberto Schnorrenberg. A vocação para a regência começou a ser trabalhada em 1973. Anos depois, essa opção lhe valeria o prêmio de Melhor Regente Coral, pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. Estudou ainda regência, análise e contraponto com Hans-Joachim Koellreutter e viajou à Suécia para estudar com o maestro Eric Ericson. Aperfeiçoou-se em regência na Universidade de Tóquio. Foi regente do Coral Sinfônico do Estado de SP de 1995 a 2000 (ULM) e do Coro da Osesp de 2001 a 2015. Atualmente é a regente titular do Coral Paulistano.

Maíra Ferreira – Maestrina assistente do Coral Paulistano

É bacharel em regência e em piano pela UNICAMP e possui mestrado em regência pela universidade Butler em Indianápolis (EUA), sob orientação do maestro Henry Leck. Atualmente, é regente do Coro Adulto da Escola Municipal de Música e do Coral Avançado do Instituto Baccarelli. Entre 2013 e 2015, foi pianista correpetidora do Butler Chorale e Butler Opera Theater, regidos por Eric Stark, além de atuar como regente assistente do Butler University Choir. Especializada em coros infantojuvenis, atuou também no Indianápolis Children’s Choir, grupo com grande destaque no cenário coral mundial.

Otavio Juliano

Diretor , produtor e roteirista, iniciou sua carreira no teatro. Mudou-se para Los Angeles onde formou-se em Direção para Cinema e TV pela renomada University of California, Los Angeles (UCLA). Em 2000 fundou a InterFace Filmes com a cineasta Luciana Ferraz. Em Los Angeles produziram e dirigiram documentários, music videos e filmes. Em 2008 trouxe a InterFace Filmes para o Brasil. Em 2009 escreveu e dirigiu o premiado documentário A Árvore da Música. Por esse trabalho recebeu o primeiro Annual Polly Krakora Award for Artistry in Film em Washington nos Estados Unidos. Selecionado por mais de 20 festivais internacionais, recebeu prêmios no Brasil, em Portugal e nos Estados Unidos.
Ao lado de Luciana Ferraz, criou o design audiovisual dos musicais Evita, O Mágico de Oz, Alô Dolly!, Mulheres a Beira de um Ataque de nervos, Chaplin, o Musical, Memórias de um Gigolô e mais recentemente Cantando na Chuva. Para a TV, escreveu e dirigiu as séries Canções do Exílio, com Sérgio Britto (Titãs), Fause Haten na Fashion TV. Ele também assina o longa metragem Sepultura Endurance sobre a banda brasileira Sepultura. Dirigiu o espetáculo Doze Flores Amarelas, a Ópera Rock dos Titãs com Hugo Possolo e também o DVD, lançado no final de 2018 pela Universal Music.

MediaLab MAR: museu lança podcast e websérie inéditos

De Instituto Odeon em


Os lançamentos fazem parte do Projeto Cultural de Fortalecimento do MAR, realizado com o patrocínio do BNDES.

Na semana de comemoração do Dia da Consciência Negra, o Museu de Arte de Rio lança em seu site e nas plataformas de streaming os dois primeiros produtos de seu MediaLab: o podcast “Águas de Kalunga”, inspirado na exposição “O Rio dos Navegantes”, e a websérie “MAR na Rua”, que relaciona peças do acervo do museu a lugares e personagens da Pequena África. Os lançamentos fazem parte do Projeto Cultural de Fortalecimento do MAR, realizado com o patrocínio do BNDES.

Para o podcast, dez autores negros foram convidados a escreverem histórias inspiradas no conteúdo da principal mostra do museu em 2019. Os episódios, que abordam a trajetória de personagens negros e a vinda de imigrantes para o Brasil, serão lançados sempre às quartas e sextas-feiras, a partir de 20 de novembro.

No dia 21, estreia no canal do museu no Youtube a websérie que se debruçou sobre a relação de obras da Coleção com a história contada por pessoas de seu entorno, por meio de diversos lugares, como o Cais do Valongo, o Morro da Conceição e o Morro da Providência. Os episódios serão lançados sempre às quintas-feiras.

Podcast “Águas de Kalunga” – Lançamento: 20 de novembro
*Novos episódios às quartas e sextas-feiras no site e nas plataformas digitais.

Websérie “MAR na Rua” – Lançamento: 21 de novembro
*Novos episódios às quintas-feiras no Youtube

Fernanda Montenegro apresenta peça sobre Nelson Rodrigues no Theatro Municipal

De Instituto Odeon em 14 de novembro de 2019


Fernanda Montenegro apresenta Nelson Rodrigues por Ele Mesmo. Foto: Matheus José Maria

Ingressos custam R$ 5; vendas ocorrerão no mesmo dia a partir das 12h apenas na bilheteria do Theatro Municipal de São Paulo

Na última edição de 2019 do projeto ‘Teatro no Municipal’, a atriz Fernanda Montenegro apresenta uma leitura dramática sobre o escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues, baseada no livro de Sônia Rodrigues, filha de Nelson. A apresentação acontece no próximo dia 18, às 20h, e os ingressos custam R$ 5. As vendas ocorrerão no mesmo dia do espetáculo a partir das 12h apenas na bilheteria do Theatro Municipal de São Paulo. A limitação é de 2 ingressos por CPF.

A fala de Nelson Rodrigues sempre chamou a atenção de Fernanda Montenegro, que organizou e costurou as leituras dramáticas baseadas na obra Nelson Rodrigues por Ele Mesmo, que une o máximo do que ele quis dizer sobre sua vida e sua obra. Respeitando, inclusive, a posição dele de que o memorialismo é um tipo de falsificação e que a ficção é autobiográfica.

Nelson Rodrigues é hoje considerado o grande autor trágico do Brasil. Para muitos é o único grande autor dramático do Brasil, mas ele é, sobretudo, o descobridor de uma linguagem cênica, de uma linguagem essencialmente liberta de compromissos literários.

Nelson Rodrigues considerava a época em que viveu trágica e épica. Nas crônicas que escreveu nos anos 60, Nelson carregou o século passado para fora do tempo; transformou o cotidiano óbvio em momentos transcendentais. Com sua obra, suas controvérsias e a própria biografia, Nelson Rodrigues inscreveu-se como um dos polemistas mais bem-humorados do país, o hiperbólico cronista do futebol, torcedor do Fluminense e nosso maior dramaturgo.

Serviço:
Segunda-feira, 18, às 20h
Teatro no Municipal: Fernanda Montenegro em Nelson Rodrigues por Ele Mesmo

Fernanda Montenegro, adaptação e direção
Autoria de Sônia Rodrigues
Pesquisa e seleção musical, Fernanda Montenegro
Seleção de objetos de cena, Daniel Pinha
Montagem de trilha, Fábio Santana
Direção técnica, André Omote
Produção Bonarcado Produções Artísticas
Coordenação de produção, Fernanda Montenegro

Local: Theatro Municipal de São Paulo
Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/nº
Duração: 60 minutos
Classificação etária: 14 anos
Ingressos: R$ 5 (venda no dia do espetáculo a partir das 12h somente na bilheteria do Theatro limitada a 2 ingressos por CPF)
Horário da Bilheteria do Theatro Municipal: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 10h às 17h.

Programação sujeita a alteração.

Theatro Municipal recebe a Ópera Latinoamérica e outras personalidades do setor para debater a ópera no Brasil

De Instituto Odeon em


Aberto ao público, o evento ‘Ópera em Pauta’ acontece no dia 25 de novembro e vai abordar temas como o impacto econômico e social, diversidade, inclusão e desenvolvimento de público na ópera, e ainda será palco para o anúncio oficial da primeira Assembleia Geral da OLA (Ópera Latinoamérica) a ser realizada no Brasil, em 2021

O Theatro Municipal de São Paulo, em conjunto com o Teatro Amazonas, Theatro da Paz de Belém e a Cia. de Ópera São Paulo, todos membros da Ópera Latinoamérica (OLA) no Brasil, organizam um encontro inédito para discutir os desafios da produção de ópera no país, quais os caminhos para atrair e formar novas plateias e as possibilidades de ampliação desse gênero artístico. Os impactos econômicos e sociais também serão abordados no evento ‘Ópera em Pauta’, que acontece no dia 25 de novembro, no Salão Nobre do Theatro Municipal de São Paulo, e vai reunir importantes representantes do setor.

A cidade de Manaus, onde acontece anualmente o Festival Amazonas de Ópera (FAO), foi eleita como sede da Assembleia Geral da Ópera Latinoamérica (OLA), em 2021. Será a primeira vez em que o país receberá o evento, um dos resultados concretos da assinatura do acordo de colaboração entre o Brasil e a OLA em maio deste ano.

O encontro visa a definição de estratégias conjuntas e o traçado de uma programação inicial, assim como a agenda paralela da edição 2021 da Assembleia Geral da OLA, que será realizada em Manaus, onde acontece o Festival Amazonas de Ópera.

Para participar deste encontro gratuito, basta preencher este formulário: http://bit.ly/encontrodaola . O número de vagas é limitado.

Para celebrar e iniciar as ações de organização da assembleia, que acontece a cada ano em um país diferente, a Diretora Executiva da OLA, Alejandra Martí, virá ao Brasil para o encontro do próximo dia 25. Também participam Flavia Furtado, Diretora Executiva do Festival Amazonas de Ópera; Daniel Araújo, Diretor do Theatro da Paz de Belém; Paulo Esper, Diretor da Cia. de Ópera São Paulo; e Hugo Possolo, Diretor Artístico do Theatro Municipal de São Paulo. Entre os representantes da administração pública está o Secretário Estadual de Cultura do Amazonas, Marcos Apolo Muniz de Araújo, e o Secretário-Adjunto de Estado de Cultura do Pará, Bruno Chagas.

O evento será dividido em dois momentos: na parte da manhã, às 11h, será feito o lançamento oficial da Assembleia da OLA Manaus 2021 e, à tarde, será realizado um painel expositivo com temáticas relevantes para a produção de ópera no Brasil na Sala do Conservatório, na Praça das Artes.

Todos os teatros de ópera ativos no Brasil serão convidados a participar do encontro em São Paulo. Uma oportunidade para conhecerem melhor o trabalho da OLA e, aos interessados em associar-se como membro, de poder participar de forma mais ativa da Assembleia Geral 2021.

Festival Amazonas de Ópera – O Festival Amazonas de Ópera (FAO) foi criado em 1997. Mais de 370 mil pessoas já prestigiaram as apresentações em mais de 70 óperas executadas. O evento gera mais de 600 postos de empregos diretos e é realizado pelo Governo do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, com o patrocínio máster do Bradesco.

Além da fomentação da geração de emprego, a Diretora Executiva do Festival Amazonas de Ópera, Flavia Furtado, ressalta a relevância do Festival no campo do turismo. Apenas na edição deste ano, 23% dos espectadores vieram de fora do Brasil, de países como Alemanha, Argentina, Áustria, Canadá e Chile, e 44% eram de outros Estados, como Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. “Sete novos hotéis foram abertos nos últimos 20 anos, sendo o último, cinco estrelas, há cinco anos. Cruzeiros internacionais desembarcam na temporada de óperas”, ressalta Furtado.

O incentivo é tão grande que o Festival passou a contar desde 2004 com uma própria Central Técnica de Produção (CTP), com um acervo de 45 mil peças, entre roupas, calçados, acessórios e adereços que são usados na cenografia e no figurino das produções. Ao todo são 127 profissionais que trabalham na Central Técnica, sendo mais de 90% de mão de obra local. “A maioria é amazonense. Além de Manaus, tem pessoas de Parintins e outros municípios do Amazonas. É tudo mão de obra qualificada do Estado”, afirma Furtado.

Números ibero-americanos da ópera
Com sede em Santiago, no Chile, a OLA conta atualmente com 35 membros de 12 países. Um levantamento da associação mostra que, em 2018, 77% de seus membros produziram suas próprias óperas. Foram agendadas 100 produções líricas, das quais 20% eram de títulos clássicos, o que mostra o compromisso dos teatros com novos públicos. O estudo também destaca que a região latino-americana possui 400 teatros com mais de 60.000 assentos, mantém 153 Orquestras Sinfônicas e Filarmônicas com temporadas regulares, reúne 178 conservatórios de música e realiza mais de 50 festivais anuais de ópera. A pesquisa ainda indica que 66% dos teatros ​​programam óperas anualmente, o que comprova as amplas possibilidades de cooperação existentes e que podem ser exploradas pelos teatros da região.

Agenda* Ópera em Pauta

25/11, segunda-feira
11h: Apresentação da OLA e da Assembleia Geral em Manaus edição 2021
Local: Theatro Municipal – Salão Nobre

Participantes:
Alejandra Martí – Diretora Executiva da OLA
Daniel Araújo – Diretor do Theatro da Paz
Flavia Furtado – Diretora Executiva do Festival Amazonas de Ópera
Hugo Possolo – Diretor Artístico do Theatro Municipal de São Paulo
Marcos Apolo Muniz de Araújo – Secretário Estadual de Cultura do Amazonas
Paulo Esper – Diretor da Cia. de Ópera
Bruno Chagas – Secretário-Adjunto de Estado de Cultura do Pará.

12h30: pausa

14h: Painel expositivo sobre os desafios de se produzir Ópera no Brasil
Local: Praça das Artes – Sala do Conservatório

Temas abordados:
O impacto econômico e social da Ópera por meio da experiência amazônica (Flavia Furtado – Diretora Executiva do Festival Amazonas de Ópera e Daniel Araújo – Diretor do Theatro da Paz)
Diversidade, Inclusão e Desenvolvimento de Público (Hugo Possolo – Diretor Artístico do Theatro Municipal de São Paulo)
Acervo e Memória (Carla Nieto Vidal – Pesquisadora)

16h: encerramento

*Programação sujeita a alteração.

Inscrições gratuitas pelo link http://bit.ly/encontrodaola

Ópera Latinoamérica (OLA)
É uma organização sem fins lucrativos que agrupa teatros de ópera latino-americanos cuja missão é difundir e promover a arte lírica na região. Criado em 2007 no Chile, é formado por instituições da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Espanha, Guatemala, México, Peru e Uruguai, que se reúnem todos os anos em assembleias para discutir novas ênfases e objetivos. A presidente atual da OLA é María Victoria Alcaráz, Diretora do Teatro Colón de Buenos Aires, e seu diretório é formado pelo Teatro Solís de Montevidéu, Theatro Municipal de São Paulo, Ópera de Belas Artes do México, Teatro Mayor Julio Mario Santo Domingo e Teatro Real de Madrid. Para mais informações acesse operala.org .

Alejandra Martí
Atual Diretora Executiva da OLA, Alejandra Martí é Bacharel em Ciências Humanas, com habilitação em Comunicação Social na Universidade Adolfo Ibáñez, e Mestre em Administração de Empresas pela ESE, Business School. Com vários estágios em teatros na Europa e nos Estados Unidos graças a bolsas de estudos, e catorze anos de experiência em gestão cultural especializada em artes cênicas, Alejandra tem uma ampla carreira internacional. Trabalhou no Teatro Liceu Opera Barcelona, no Teatro Colón de Buenos Aires e em organizações como a Associação Latino-Americana de Teatro: Ópera Latinoamerica (OLA), onde desde 2017 é diretora executiva. Por onze anos atuou como diretora de desenvolvimento institucional no Teatro Municipal de Santiago e foi nomeada pelo Presidente da República do Chile como representante do mundo das artes no Conselho Nacional de Culturas, o Artes e Patrimônio.