Ciclo de conversas no Theatro Municipal sobre mulheres nas artes abre espaço para a discussão sobre empoderamento feminino e igualdade de gênero

De Instituto Odeon em 26 de agosto de 2019


Diálogos Prismados: a voz e a arte das mulheres vai reunir personalidades femininas da música e do teatro para discutir os desafios, as conquistas e a representação das mulheres nas artes; Evento ocorre nos dias 6 e 7 de setembro, com entrada franca, e será realizado em paralelo às récitas da ópera p r i s m, de Ellen Reid e Roxie Perkins, vencedora do Pulitzer 2019 pela composição musical

Nos dias 6 e 7 de setembro (sexta e sábado), entre 14h e 20h, a Sala do Conservatório na Praça das Artes, anexa ao Theatro Municipal de São Paulo, será palco de debate em torno dos desafios, das conquistas e da representação feminina na música, na dramaturgia e nas artes em geral. Com curadoria da pesquisadora e jornalista Camila Fresca e da dramaturga Marici Salomão, Diálogos Prismados: a voz e a arte das mulheres contará também com a participação, no dia 7, de encontro com as autoras da ópera p r i s m Ellen Reid, vencedora do Pulitzer 2019 na categoria composição musical, e da libretista Roxie Perkins, para falar de suas trajetórias profissionais. As mesas serão compostas apenas por mulheres. A entrada é franca, no entanto as vagas são limitadas. Inscrições devem ser feitas pelo site do Theatro Municipal de São Paulo (www.theatromunicipal.org.br). Os interessados devem se inscrever por meio deste link: http://twixar.me/JJ51.

O evento será realizado em paralelo às récitas de p r i sm, escrita por mulheres, que segue na contramão da cena operística, dominada por homens, assim como o que ocorre nas demais expressões artísticas e em outras esferas sociais mundo afora. “Este ciclo de conversas será uma excelente oportunidade para que as mulheres envolvidas no fazer artístico, principalmente na música e no teatro, possam trocar experiências e refletir sobre as dificuldades e possibilidades de atuação profissional nos nossos dias”, explica Camila Fresca. A curadora descreve o formato do evento, organizado em torno de três eixos: “o primeiro eixo traz mulheres criadoras, integrado por compositoras e dramaturgas, seguido pelo das empreendedoras, como as produtoras artísticas e executivas, e finalizando com aquelas mulheres que precisam enfrentar desafios maiores, como negras, transexuais e cantoras líricas que assumem papéis masculinos na ópera, e que originalmente eram feitos pelos castrati”.

A curadora Marici Salomão destaca o crescente protagonismo feminino dos últimos anos: “Temos visto, na última década, mais mulheres escrevendo com sucesso para teatro. Trata-se de uma luta das próprias mulheres em alargar um espaço que sempre foi muito masculino. Mas essa luta está no início e deve abarcar todos os setores da sociedade, da mídia aos meios de produção.”

Para Hugo Possolo, diretor artístico do Theatro Municipal, “cada vez mais a programação do Theatro Municipal deve se  direcionar ao multiculturalismo, ao pertencimento e à representatividade, como neste ciclo e nos espetáculos que apresenta, visando ampliar a potência das linguagens artísticas.

O evento abre às 14 horas do dia 6, com as participações da secretária adjunta municipal de Cultura, Regina Silvia Pacheco, Maíra Ferreira, maestrina assistente do Coral Paulistano, um dos corpos artísticos do Theatro Municipal, e das curadoras Camila Fresca e Marici Salomão.

Às 14h30, começa o primeiro debate sob o tema Mulheres criadoras (mesa 1), que tratará
das novas matizes propostas pela narrativa feminina, que questiona os tradicionais finais felizes com príncipes encantados. A mesa terá a participação da dramaturga Silvia Gomez e da cientista social e pesquisadora Ana Paula Cavalcanti Simioni.

A conversa da mesa 2, às 16h45, foca no protagonismo feminino tanto no campo do fazer artístico quanto na gestão cultural, e no que está sendo feito para a mudança de cenário, que impede e invisibiliza a força e a ação das mulheres no setor. A mesa terá a participação da dramaturga e roteirista Maria Shu, da maestrina Vânia Pajares e da diretora teatral, escritora, roteirista e dramaturga Marcia Zanelatto.

No dia 7, às 14h, a mesa 3, Mulheres e resistência volta o debate para as dificuldades na busca pela igualdade de gênero, raça e etnia – nesse cenário, a questão é como garantir espaço para mulheres negras, indígenas, trans e com deficiência. A mediação será da cantora e pesquisadora Ligiana Costa, que falará brevemente sobre os papeis de mulheres idosas na ópera, com a participação da soprano Edna D’Oliveira, da atriz, diretora e dramaturga trans Luh Maza, da mezzo soprano Luisa Francesconi, que interpreta muitos personagens masculinos na ópera e com mestrado em papeis masculinos interpretados por mulheres, e Janaína Leite, atriz do premiado Grupo XIX de teatro, dramaturga de Stabat Mater.

Às 16h30, as autoras da ópera p r i s m Ellen Reid e Roxie Perkins serão sabatinadas pelo público.

Serviço:
Ciclo de conversas “Diálogos Prismados: a voz e a arte das Mulheres
Curadoria: Camila Fresca e Marici Salomão
Local: Sala do Conservatório, na Praça das Artes, anexa ao Theatro Municipal
Endereço: Av. São João, 281, Centro
Data: dias 6 e 7 de setembro
Horário: das 14h às 20h
Entrada franca
Inscrições abertas no site do Theatro Municipal (wwwtheatromunicipal.org.br). Para participar, acessar o formulário neste link http://twixar.me/JJ51.

Programação:

6 de setembro
14h-14h30 – ABERTURA
Com: Regina Pacheco (secretária adjunta de Cultura), Maíra Ferreira (Coral Paulistano), Marici Salomão e Camila Fresca (curadoras)

14h30-16h: Mulheres criadoras
Com: Anna Maria Kieffer, Silvia Gomez e Ana Paula Cavalcanti Simioni
Mediadora: Claudia Toni

16h-16h45: INTERVALO

16h45-18h20: Mulheres empreendedoras/Abrindo caminhos
Com: Maria Shu, Vania Pajares e Marcia Zanelatto
Mediadora: Malu Barsanelli

7 de setembro
14h-16h: Mulheres e resistência

Com: Edna D’Oliveira, Luh Mazza, Luisa Francesconi e Janaína Leite
Mediadora: Ligiana Costa

16h-16h30 – INTERVALO – intervenção artística As Joanas

16h30-18h30 – RODA VIVA COM AS AUTORAS DE p r i s m
(Com tradução simultânea)
Com: Ellen Reid e Roxie Perkins
Entrevistadoras: Valéria Bonafé, Carol Pitzer, Livia Sabag e Michelle Ferreira

18h30-19h30 – ENCERRAMENTO com Sonora – músicas e feminismos

*Programação sujeita a alteração

p r i s m, ópera vencedora do Pulitzer 2019, estreia em setembro no Theatro Municipal de São Paulo

De Instituto Odeon em


Anna Schubert e Rebecca JoLoeb| Foto: Maria Bonanova

Baseada em experiências pessoais das autoras Ellen Reid e Roxie Perkins, ópera ganhou o Pulitzer na categoria composição musical e o prêmio de melhor ópera inédita de 2018 pelo Music Critics Association of North America; p r i s m é espécie de parábola que trata de abuso sexual e emocional contra a mulher; A mezzo soprano Rebecca Jo Loeb e a soprano Anna Schubert são respectivamente mãe e filha nesta trama carregada de tensão psicológica;

Em paralelo às apresentações, Theatro promove ciclo de conversas sobre os desafios da mulher no mundo da música e ópera

No dia 4 de setembro, quarta-feira, às 20h, a temporada lírica do Theatro Municipal de São Paulo estreia a ópera p r i s m, premiada produção de 2018, realizada em parceria entre a compositora Ellen Reid e a libretista Roxie Perkins. Ambas se inspiraram em experiências pessoais para a elaboração da obra. Com direção cênica de James Darrah e produção da Beth Morrison Projects, que representam a vanguarda na direção de trabalhos dessa envergadura, os espetáculos serão acompanhados pela Orquestra Sinfônica Municipal, sob direção musical e regência de Roberto Minczuk, e participação do Coral Paulistano, dirigido pela maestrina Naomi Munakata. As récitas seguem nos dias 5, 7, 10, 11, 13 e 14, sempre às 20h, e no dia 8, domingo, às 18h (sessão com audiodescrição). Nos dias 6 e 7 de setembro, ocorre o ciclo de conversas “Diálogos Prismados: A voz e a arte das mulheres”, com participação de diversas dramaturgas, artistas e outras profissionais que debaterão os desafios da mulher no mundo da música e ópera. Com curadoria de Camila Fresca e Marici Salomão, o evento terá entrada franca e ocorrerá na Sala do Conservatório na Praça das Artes, anexa ao Theatro Municipal.

A menos de um ano de seu lançamento, p r i s m já amealhou dois prestigiados prêmios: em abril último, a obra ganhou o Pulitzer de música 2019 pela composição de Ellen Reid, e no final de julho, p r i s m foi premiada como a melhor ópera inédita de 2018 pelo MCANA – Music Critics Association of North America. Primeiro trabalho de Ellen Reid no campo operístico, p r i s m estreou em novembro de 2018 no Off Grand Opera de Los Angeles, seguindo no início deste ano para o Festival PROTOTYPE, de Nova Iorque, com grande sucesso de crítica nos EUA. São Paulo é a terceira cidade do mundo a receber a ópera.

O enredo trata de um trauma – decorrente de violência física e psicológica contra a mulher. Compositora e libretista contam a história do relacionamento entre uma mãe e uma filha no contexto deste atual e pesado tema. Essa abordagem vai de encontro à prerrogativa do Theatro Municipal de promover a inclusão em todas as frentes e ampliar a percepção do público sobre as possibilidades estéticas e discursivas no campo operístico, através da exibição da recentíssima produção mundial.

p r i s m chega impulsionando nosso projeto artístico de diversidade e pertencimento”, explica Hugo Possolo, diretor artístico do Theatro. “Esta obra ressalta a abertura para óperas contemporâneas, cuja qualidade merece visibilidade e reconhecimento, e também aponta para a importância dessa linguagem abordar conteúdos de relevância social, como a questão do assédio, tratado com impactante poesia por Ellen Reid e Roxie Perkins”, conclui. p r i s m é a terceira ópera da Temporada Lírica 2019 do Municipal, após a apresentação de Rigoletto, de Verdi (julho), que trata de um tema bastante atual – abuso sexual, manipulação e poder, e da cômica O Barbeiro de Sevilha, de Rossini (fevereiro).

Em entrevista recente para a crítica musical Kyle MacMillan, Ellen Reid fala sobre a empatia do público nas apresentações nos EUA: “É muito sombria [a ópera]. Não tínhamos ideia de como a plateia reagiria às récitas. Falando por mim e em nome de todos do time que se empenharam pelo resultado, nós realmente acreditamos na obra e estamos emocionados com a receptividade. É incrível.”

Na descrição da diretora criativa Beth Morrison, a união das “complexas características femininas desenhadas por Perkins e o vívido e sensorial mundo musical de Reid, traçam um oportuno retrato dos percalços que uma pessoa precisa enfrentar para sobreviver.”

Resumo da ópera
O espetáculo traz a história da jovem Bibi (a soprano Anna Schubert), e de sua mãe idólatra, Lumee (a mezzo soprano Rebecca Jo Loeb), que vivem juntas e isoladas do mundo, encerradas em uma espécie de santuário imaculado, o prisma que dá nome à obra. Ambas tentam proteger uma à outra de uma perigosa doença à espreita e que já infectou as pernas de Bibi – tolhendo-lhe a capacidade de andar. Todos os dias, a mãe tenta dar à filha o remédio para tratar a sua doença, mas cada vez que a menina está prestes a tomar a medicação, o Lado de Fora do prisma irrompe com fúria assustadora – deixando Bibi com medo de tomar o remédio.

Uma noite, desesperada por agradar à sua implacável mãe, Bibi tenta tomar todas as doses de uma vez, mas é impedida por uma luz azul tóxica que entra por debaixo da porta, atravessando o santuário. Seduzida por um sinal caleidoscópico vindo do Lado de Fora, a menina começa a se rebelar contra as ordens de sua mãe – rompendo assim o relacionamento e a frágil existência no claustro. Ofuscada pelas cores e pelas lembranças de sua vida, que se confrontam com as mais recentes, Bibi precisa escolher entre abandonar a mãe para descobrir a verdade sobre sua condição, ou aceitar as histórias que ela lhe conta e assim suportar a única vida que conhece. p r i s m esmiuça a elasticidade da memória depois da ocorrência de um trauma, e trata das distâncias a serem percorridas para “se sentir melhor” – não importando o preço.

Estrutura
Além das duas protagonistas, quatro bailarinos, coreografados pelo diretor-assistente Chris Emile, participam do espetáculo, simbolizando as projeções de Bibi. Além de mãe e filha, os dançarinos são as únicas pessoas capazes de alcançar o interior do santuário. Através deles, Bibi, que não anda, pode voar. Eles a pegam no colo, confortam e acalentam, ao mesmo tempo que provocam na menina memórias aflitivas.

A ópera tem a participação de 12 vozes do Coro Paulistano e 14 integrantes da OSM, sob direção musical e regência de Roberto Minczuk. Cada um dos três atos da peça tem distintas paletas de cores, entremeadas por linhas vocais que se elevam de forma lírica em um instante, para em seguida partirem para o bramido. Segundo Roxie Perkins, “a música atua como uma janela na mente da protagonista. “Ela varia vertiginosamente do sound design para as paisagens orquestrais. Essas variações refletem a rápida evolução do entendimento de Bibi de seu mundo e de como ela se enquadra nele”, explica.

p r i s m
Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo
Coral Paulistano
Direção Musical e Regência – Roberto Minczuk
Regente do Coro – Naomi Munakata
Composição – Ellen Reid
Libreto – Roxie Perkins
Direção – James Darrah
Cenografia – Adam Rigg
Desenho de luz – Pablo Santiago
Figurinos – Molly Irelan
Produzido por Beth Morrison Projects

Intérpretes
Anna Schubert, soprano (Bibi)
Rebecca Jo Loeb, mezzo soprano (Lumee)

p r i s m foi encomendado por Beth Morrison Projects, David & Kiki Gindler, Linda & Stuart Nelson, e Elizabeth & Justus Schlichting, com apoio de Nancy e Barry Sanders, OPERA America’s Opera Grants for Female Composers, fundado por Virginia B. Toulmin Foundation e The Opera Fund: Repertoire Development; The Francis Goelet Charitable Lead Trust; e o National Endowment for the Arts – Art Works.
p r i s m foi desenvolvido por Beth Morrison Projects, Lyric Theatre @Illinois/Krannert Center,
Arizona State University School of Music, Trinity Wall Street, e PROTOTYPE Festival

Serviço: p r i s m no Theatro Municipal de São Paulo

Setembro [récitas]
Quarta-feira, 4, às 20h
Quinta-feira, 5, às 20h
Sábado, 7, às 20h
Domingo, 8, às 18h – com audiodescrição
Terça-feira, 10, às 20h
Quarta-feira, 11, às 20h
Sexta-feira, 13, às 20h
Sábado, 14, às 20h

Local: Sala de Espetáculos, Theatro Municipal de São Paulo
Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/no
Ingressos: R$ 120 | R$ 80 | R$ 20
Vendas: pelo site theatromunicipal.org.br ou na bilheteria do Theatro Municipal.
Horário de funcionamento da bilheteria: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e
domingos, das 10h às 17h.
Formas de pagamento: Dinheiro e Cartões de Débito e Crédito
Duração aproximada: 2 horas em três atos, com 1 intervalo de 20 minutos
Classificação indicativa: 16 anos
Capacidade: 1523 lugares
Acessibilidade: Sim

Ciclo de conversas “Diálogos Prismados: A voz e a arte das mulheres”
Curadoria: Camila Fresca e Marici Salomão
Local: Sala do Conservatório, na Praça das Artes, anexa ao Theatro Municipal
Datas: dias 6 e 7 de setembro
Entrada franca – mediante inscrição prévia

Projeto de fortalecimento do Museu de Arte do Rio, realizado com patrocínio do BNDES, reinaugura no dia 24 de agosto a nova Biblioteca e Centro de Documentação do MAR

De Instituto Odeon em 19 de agosto de 2019


Evento de reinauguração contará com uma vasta programação que inclui a abertura da exposição “Mulambö – Tudo Nosso”, Oficinas de Criação voltadas para diferentes faixas etárias, lançamento de livro, DJ e feira de publicações independentes e artes gráficas

 Após uma pausa de quatro meses para ser reformada, a Biblioteca e Centro de Documentação do Museu de Arte do Rio, sob a gestão do Instituto Odeon, reabre ao público no sábado, 24 de agosto. Esta reforma permitiu o aprofundamento da dimensão pública da Biblioteca e redesenhou a vocação deste espaço, que agora assume uma função multiuso – leitura, pesquisa, exposição e mediação cultural. Todas essas ações fazem parte de um projeto maior de reposicionamento do MAR, que está sendo realizado com apoio financeiro do BNDES, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e compreende ações nos diversos níveis de atuação do museu.

“A reinauguração da Biblioteca é um dos pontos altos do projeto de fortalecimento do MAR, pois sabemos da necessidade de termos uma malha cultural competente, robusta e que possa atender aos vários segmentos da sociedade. Foi muito importante que o BNDES acolhesse nossa proposta, entendendo a cultura como um componente de política pública, seja na democratização, na formação, na sensibilização e no pleno exercício da cidadania cultural. Por meio desta parceria, entregamos ao público um espaço para usufruto de todos, que além de ser um ambiente para estudo, trabalho e consulta bibliográfica seja também um espaço expositivo para que novos artistas possam se expressar nas mais variadas linguagens”, explica Eleonora Santa Rosa, diretora executiva do museu.

Detentor do maior acervo de livros de artista do país, a Biblioteca retoma suas atividades com um novo ambiente expositivo chamado Espaço Orelha, que será inaugurado com a abertura da exposição “Mulambö – Tudo Nosso”, primeira mostra individual do artista Mulambö. O evento gratuito contará ainda com uma feira de publicações independentes e artes gráficas, lançamento de livro, oficina de origami para crianças, oficina de livros de artista e encadernação artística para adultos e adolescentes, sarau e DJ.

As obras na Biblioteca e Centro de Documentação do MAR aumentaram em 100% a capacidade de armazenamento do acervo – integrado por cerca de 25 mil itens -, além oferecer mais assentos aos usuários, espaços mais cômodos de leitura, local para reunião de grupos de estudo e espaço expositivo, entre outras novidades. Tem início também com a reabertura da Biblioteca um projeto patrocinado pelo BNDES que envolve a migração do acervo Bibliográfico e Arquivístico para um sistema mais atualizado de consulta e catalogação, processo que dará origem à política curatorial de aquisição e descarte da Biblioteca, a ser realizada por um grupo de trabalho composto por profissionais do MAR e convidados. 

Programação geral | 10h às 18h

>> Na Biblioteca

  • Abertura da exposição “Mulambö – Tudo Nosso”| 10h às 18h

Inaugurando o Espaço Orelha, novo ambiente expositivo da Biblioteca e Centro de Documentação do MAR, a primeira exposição individual do artista Mulambö reunirá desenhos e pinturas feitos em diferentes suportes, como papel, papelão, prancha de surfe, bandeira, entre outros, que dialogam com o cotidiano da cidade e suas relações identitárias. O artista, que cresceu entre Saquarema e São Gonçalo, trabalha a partir da restituição de potências, buscando a valorização de símbolos do existir periférico no Rio de Janeiro. Segundo Mulambö, seu trabalho “nasceu da necessidade de encontrar um lugar. Um lugar onde se anda descalço e uma arte com os pés no chão, porque não tem museu no mundo como a casa da nossa vó. Por isso, falo de gente como eu, usando materiais que encontro nos lugares onde vivo”.

Curadoria: Equipe de Curadoria e Pesquisa do MAR

  • Lançamento do livro Menino Movimento, de Sandra Santos e Denise Calasans + Oficina de Criação: Redobre e Movimente | 10h às 12h
    Com Maria Rita Valentim e David Benaion

Faixa etária: 6 a 9 anos – 20 vagas

Inscrições em https://museudeartedorio.org.br

Partindo da técnica do origami, os participantes irão experimentar a dobradura para fazer com que o papel tome a forma de alguns animais. Transportando essa lógica do origami para o corpo, quantas dobras nosso corpo tem? Quais novas possibilidades nosso corpo pode ter com novas dobraduras? Podemos brincar de fazer arte, assim como o Menino Movimento, dobrando o papel e nos redobrando em brincadeira e movimento. 

Sobre o livro Menino Movimento
Com cerca de 20 ilustrações, a publicação Menino Movimento, destinada ao público infantil,  é inspirada na infância do educador Anísio Teixeira, em Caetité, no interior da Bahia. Estimulando a imaginação e a curiosidade no processo de aprendizagem, as autoras propõem um diálogo das ciências, das artes, da natureza e da cultura no cotidiano da infância em formação. 

  • Oficina Mulamba de Livro de Artista | 14h às 16h
    Com André Vargas e Priscilla Souza
    Faixa etária: a partir de 14 anos – 20 vagas
    Inscrições em https://museudeartedorio.org.br

Tendo o papelão e tintas vermelhas, pretas e brancas como suporte para a confecção de livros de artistas, esta oficina será um diálogo com a estética e a ética do trabalho do artista Mulambö – cuja exposição será inaugurada na Biblioteca MAR no mesmo dia -, onde questões históricas e sociais de personagens da cultura popular podem ser revisitadas, investigadas, inventariadas e revestidas de novos sentidos.

  • Oficina de Encadernação artística | 15h às 18h
    Com Lia Furtado, da Alavanca, e participação de Cássia de Mattos
    Faixa etária: a partir de 14 anos – 10 vagas
    Inscrições em https://museudeartedorio.org.br

Os participantes irão conhecer os materiais e os kits de encadernação feitos artesanalmente pela Alavanca e aprender a usá-los no processo de costura de uma série de caderninhos com o ponto Correntinha e acabamento em recouro. Não é preciso ter experiência prévia com costura para participar.

>> Nos pilotis

  • Feira Cardume – Publicações Independentes e Artes Gráficas no MAR | 10h às 18h

Organizadores convidados: Oficina do Prelo, Garupa editora e Atelier Sanitário

A feira reunirá cerca de 25 expositores que apresentarão ao público para comercialização obras gráficas, poster, publicações independentes, cadernos e livros de artista. Ao longo do dia haverá sarau com leitura de poemas de autores convidados e participantes da feira. Haverá ainda a Mesa Voodu, um oferecimento da Feira Fantasma (com Ana Luiza Fonseca), que oferece atendimento a artistas que querem botar a mão na boneca, consultas ao oráculo sobre temas profissionais para quem quer pitaco em seu projeto, ideias, referências, escuta ou opiniões.

Expositores: A Bolha – Alavanca – Atelier Sanitário – Autonomia Literária – Cajucadernos – Cali Nassar – Casa 27 – Casa de Força – Cultura e Barbárie – EAV para todes – Editora de Esquina – Fada Inflada – Garupa – Jabuticaba – Leila Danziger – Macondo – Malê – Mesa Voodu – Nano Editora – Nave Dantes – Oficina do Prelo – Olho de Gato – Padê Editorial – Pipoca Press – Quaseeditora – Quelônio – Rébus – Relicário – Selo do Burro

  • Música Negra Universal – sets musicais com o DJ Marcello MBGroove (Coletivo Vinil é arte) | 14h às 18h

Usando sua vasta coleção de vinis, Marcello MBgroove traça um painel rítmico baseado nas diversas culturas negras ao redor do globo. Por meio de sua pesquisa, o DJ traz para nossa programação a mistura de estilos e estéticas sonoras que, ao mesmo tempo, apresentam e homenageiam a produção musical de matriz negra.

Serviço:

Horário: Sábado, 24 de agosto | 10h às 18h

Entrada gratuita | Classificação livre

Endereço: Praça Mauá, 5 – Centro.


CORO LÍRICO MUNICIPAL DE SÃO PAULO CELEBRA 80 ANOS EM AGOSTO COM ESPETÁCULO ENSAIO SOBRE O LÍRICO

De Instituto Odeon em 13 de agosto de 2019


Coro Lírico Municipal de São Paulo. Foto: Heloísa Ballarini
Com direção musical de Mário Zaccaro, regência dos maestros Alessandro Sangiorgi e Sergio Wernec e concepção e direção artística de Nelson Baskerville, grupo do Theatro Municipal apresenta montagem cênica em estrutura operística com excertos de óperas e missas, além de
composição inédita do maestro Zaccaro; Coro Lírico e o Theatro são os protagonistas

O Coro Lírico Municipal de São Paulo celebra seus 80 anos de atividades com o espetáculo Ensaio sobre o Lírico, com direção musical de Mário Zaccaro, regência dos maestros Alessandro Sangiorgi e Sergio Wernec, em participação especial, e concepção e direção artística de Nelson Baskerville. O grupo se apresenta nos dias 23, 24 e 25 de agosto, sexta e sábado, às 20h, e
domingo, às 18h, revisitando grandes momentos de seu repertório. Os ingressos custam até R$
40 (inteira). A Orquestra Sinfônica Municipal, sob direção de seu maestro titular Roberto
Minczuk, acompanha o grupo.

O diretor teatral Nelson Baskerville concebeu a montagem de forma a render uma homenagem ao Coro e ao Theatro, levando ao palco do Municipal os 88 integrantes do grupo como protagonistas de uma ópera. Eles vão interpretar árias, trechos de missas e de um musical que marcaram a história do Coro Lírico.

À frente da Direção Artística do Theatro Municipal, Hugo Possolo vem trabalhando uma programação que represente diversidade cultural e ampliando a pertencimento do cidadão ao Theatro. Possolo convidou Nelson Baskerville para dirigir um espetáculo de celebração com uma linguagem contemporânea e destaca “o título do espetáculo tem quádruplo sentido:
ensaio como preparação artística e ao mesmo tempo ensaio como um estudo aprofundado e ainda lírico como o Corpo Artístico Coro Lírico e lírico com o sentido de lirismo na dimensão poética da obra”.

Entre os excertos de obras que serão apresentadas estão Macbeth e Requiem, de Verdi; Bachianas Brasileiras n. 4, de Villa-Lobos; Carmina Burana, de Carl Orff; Requiem, de Mozart; Tannhäuser, de Wagner; Thaïs, de Massenet; Cavalleria Rusticana e Iris, de Pietro Mascagni; Climb every Mountain, de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein; além de Madama Butterfly e
Turandot, de Puccini, sendo esta última a derradeira ópera composta pelo músico e cuja montagem de 1939 do Municipal motivou a criação deste corpo estável.

“Para os 80 anos do Coro Lírico, realizaremos o que há de melhor no repertório lírico sinfônico”, destaca o maestro e diretor musical Mário Zaccaro. O público também poderá conferir a première de A Passagem, composição inédita de Zaccaro. As obras, através dos arranjos de Mário Zaccaro, serão alinhavadas no espetáculo de forma a parecer uma única obra.

Sobre a montagem
Baskerville propõe uma estrutura revelada com caixa cênica aberta, descortinada, que permitirá ao público já no início acompanhar a entrada dos músicos no palco, o aquecimento vocal, o deslocamento dos técnicos de som, o vai-e-vem das camareiras e contrarregras em cena. Tudo isso para que a plateia tenha a experiência de vivenciar o processo de ensaio
“assistindo ao avesso do que costuma ser revelado”, destaca o diretor, que partiu da ideia de desvelar os bastidores do teatro.

Serão incorporados ao espetáculo fragmentos cenográficos de algumas das óperas que fizeram parte da temporada lírica do Theatro Municipal ao longo desses 80 anos. Boa parte desses elementos estão guardados na Central Técnica de Produções Artísticas Chico Giacchieri e agora retornam ao palco. O recurso audiovisual reforçará o protagonismo dos músicos: “Através da captação ao vivo de imagens na sala, estão previstos closes dos coralistas, evidenciando as individualidades e a diversidade que compõem o grupo. O Theatro Municipal, a casa do Coro, é o segundo protagonista de Ensaio sobre o Lírico”, completa Nelson.

Excepcionalmente para este espetáculo, o Coro Lírico deixa de lado o figurino padrão dos concertos corais, que são os trajes preto, para adotar roupas do cotidiano que irão se transformando com as trocas feitas durante o espetáculo. A convite do Theatro Municipal, o diretor da Cia. Silenciosas, grupo de improviso cênico, Diogo Granato, fará um trabalho de
preparação corporal com os coralistas.

Os ingressos para Ensaio sobre o Lírico estão à venda na bilheteria do Theatro Municipal ou pela internet theatromunicipal.org.br.

Coro Lírico Municipal: 80 anos em números
Uma Comissão de Cantores da atual formação em parceria com a Gerência do corpo artístico mergulhou nos arquivos do Centro de Documentação e Memória da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, do Diário Oficial do Município de São Paulo e nos programas das Temporadas, e elaborou um importante documento com o histórico desta trajetória, que
compreende de 1939 a 2019. E alguns números chamam a atenção:

432 cantores no total, incluindo os 88 integrantes da atual formação, passaram pelo Coro Lírico.
111 títulos de ópera montadas no Theatro Municipal com a participação do Coro.
4.500 espetáculos musicais aproximadamente foram realizados, mais da metade deste número dedicado à ópera.
750 espetáculos em 774 apresentações das Vesperais Líricas, de 1980 a 2011.
1400 apresentações aproximadamente pelas séries gratuitas ou populares, entre concertos didáticos, matinais, para a juventude, para a formação de plateia.

Fundado em 1939 pelo então maestro Armando Belardi, também diretor artístico do Theatro Municipal à época (1938 a 1945), em caráter estável, teve como primeiro regente titular Fidelio Finzi. A estreia do Coro Lírico ocorreu no dia 13 de junho de 1939, na ópera Turandot, de Puccini.

Formado por cantores que se apresentam regularmente como solistas nos principais teatros do país, o Coro Lírico Municipal atua de forma regular em concertos corais sinfônicos e óperas do repertório italiano, francês, alemão, russo, tcheco, espanhol e português brasileiro. Sua formação de 88 cantores pode se subdividir em até oito naipes, das vozes primeiro e segundo
soprano, mezzo soprano, contralto, primeiro e segundo tenor, barítono e baixo.

Nomes importantes passaram pelo Coro Lírico como o barítono Paulo Szot, que integrou o corpo artístico de 1996 a 1999, antes de se lançar em carreira solo e tornar-se um astro internacional da ópera e de musicais da Broadway – Szot já venceu o prêmio Tony Award, o Oscar da Broadway, e foi o primeiro cantor brasileiro a se apresentar no Metropolitan Opera House, de Nova York, em 2010.

Nesta trajetória de 80 anos, o Coro Lírico trabalhou em grandes temporadas, sob a regência de renomados maestros brasileiros e internacionais, e sob a direção cênica de importantes profissionais do cenário operístico. Participou em montagens de óperas, a sua principal identidade artística, em concertos com a Orquestra Sinfônica Municipal, com o Balé da Cidade e em apresentações próprias, como em música de câmara e em projetos sociais, atingindo milhares de espectadores.

Em 1947, Sisto Mechetti assumiu o posto de maestro titular, e somente em 1951 o coro foi oficializado, sendo dirigido posteriormente por Tullio Serafin, Olivero De Fabritis, Eleazar de Carvalho, Armando Belardi, Francisco Mignone, Roberto Schnorremberg, Marcello Mechetti, Fábio Mechetti e Bruno Greco Facio.

O maestro Mário Zaccaro assumiu a direção musical em 1994 e permaneceu até 2013, reassumindo a função em 2017. Mas sua relação com o corpo artístico é ainda anterior, data de 1977, ano em que ingressou no Coro Lírico. Sob sua batuta, o grupo foi agraciado com alguns prêmios, como o de Melhor Conjunto Coral pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), em 1996; e o Carlos Gomes na categoria Ópera, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, em 1997.

Embora a sua Casa seja o Theatro Municipal de São Paulo, o Coro se apresentou em muitos locais, tais como a Sala São Paulo, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro e o Palácio das Artes, de Belo Horizonte.

A sua importância também está no alcance de projetos de formação de plateia e acesso à música erudita. Os “Concertos Didáticos”, junto à Orquestra Sinfônica Municipal, aconteceram durante 15 anos (1996 a 2010), na sala principal do Theatro e na Sala Olido, levando ao Theatro mais de 150 mil crianças e espectadores das periferias de São Paulo, com o propósito
de ampliar o acesso à música erudita.

As “Vesperais Líricas” formaram outro projeto bastante relevante na produção do Coro Lírico, que se constituíam em apresentações semanais resumidas ou integrais de diversos títulos de ópera, encenadas ou em forma de concerto, com os cantores do Coro, no Salão Nobre e no hall do Theatro Municipal, na Sala Olido, e no Teatro João Caetano (SP), de amplo acesso da população, a fim de formar público e difundir a produção do Theatro Municipal.

Grandes nomes da cênica lírica mundial dividiram o palco com o Coro Lírico, como Beniamino Gigli, Mario del Monaco, Bidu Sayão, Renata Tebaldi, Maria Callas, Tito Schipa, Zinka Milanov, Agnes Ayres, Gino Bechi, Fedora Barbieri, Tito Gobbi, Paulo Fortes, Virginia Zeani, Renato Bruson, Giuseppe Di Stefano, dentre muitos outros.

Programa:
Giacomo Puccini: Turandot
Perchè tarda la luna?
Diecimila anni al nostro Imperatore! O Sole! Vita! Eternità!

Heitor Villa-Lobos: Bachianas Brasileiras nº4

Richard Wagner: Tannhäuser
Beglückt darf nun dich, o Heimat (Coro dos Peregrinos)

Giuseppe Verdi: Macbeth
Che faceste? Dite su! (coro feminino)

Giuseppe Verdi: Requiem
Dies Irae

Wolfgang A. Mozart: Requiem
Lacrimosa

Jules Massenet: Thaïs
Méditation

Carl Orff: Carmina Burana
O Fortuna

Mário Zaccaro: A Passagem

Georges Bizet: Carmen
Abertura
Les voici!

Giacomo Puccini: Madama Butterfly
Coro a bocca chiusa

Pietro Mascagni: Cavalleria Rusticana
Intermezzo (3’30”)
Regina coeli… Inneggiamo, il Signor non è morto!

Giuseppe Verdi: La Traviata
Noi siamo zingarelle! Di Madride noi siam Mattadori!

Oscar Hammerstein e Richard Rodgers: Climb every mountain

Giuseppe Verdi: Nabucco
Va, pensiero (Coro dos escravos hebreus)

Pietro Mascagni: Iris
Inno del sole

Serviço:
Ensaio sobre o Lírico
Espetáculo Comemorativo aos 80 anos do Coro Lírico Municipal
Coro Lírico Municipal
Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo
Mário Zaccaro, direção musical
Alessandro Sangiorgi, regência
Nelson Baskerville, concepção e direção cênica

Agosto
Sexta-feira, 23, às 20h
Sábado, 24, às 20h
Domingo, 25, às 18h

Local: Sala de Espetáculos, Theatro Municipal de São Paulo
Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/nº
Ingressos: R$ 40 | R$ 30 | R$ 12
Vendas: pelo site theatromunicipal.org.br ou na bilheteria do Theatro Municipal.
Horário de funcionamento da bilheteria: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e
domingos, das 10h às 17h.
Formas de pagamento: Dinheiro e Cartões de Débito e Crédito
Duração aproximada: 1 hora e 20 minutos
Classificação indicativa: livre
Capacidade: 1.523 lugares
Acessibilidade: Sim

Museu de Arte do Rio – MAR abre inscrição para curso de formação gratuito voltado para jovens

De Instituto Odeon em 7 de agosto de 2019


Percursos Formativos é um projeto-piloto de formação cultural e
introdução profissional na cadeia produtiva dos museus, que vai oferecer
bolsas de R$ 1.200,00 para jovens entre 16 e 21 anos, egressos da rede pública de ensino.

Inscrições de 07 a 18 de agosto (ou até atingir 350 inscrições)

O Museu de Arte do Rio, sob a gestão do Instituto Odeon, abriu na última quarta-feira (7) as inscrições para o curso Percursos Formativos, um projeto-piloto de formação cultural e introdução profissional na cadeia produtiva dos museus. Serão selecionados 15 jovens, de 16 a 21 anos, que queiram ingressar na cadeia produtiva dos museus ou atuar de forma geral nos campos da arte e da cultura. Os participantes ainda vão receber bolsas de estudo no valor de R$1.200,00 no decorrer dos cinco meses de duração do curso.

Para participar, é preciso estar dentro da faixa etária e estar matriculado, ou ter concluído o ensino médio nos últimos dois anos, em escolas e institutos das redes públicas de ensino municipal, estadual ou federal do Rio de Janeiro, nos turnos da manhã ou da noite. A formação está aberta a pessoas surdas e com deficiências físicas. 

O edital prevê oficinas, aulas, palestras, visitas a instituições, ateliês e museus, entre outras atividades. O projeto conta com a participação de profissionais do MAR e também de professores convidados de diversas áreas como Curadoria, Pesquisa, Educação Museal, Comunicação, Letras, Design, Museologia e Produção Cultural. Ao final de quatro meses de formação, os alunos desenvolvem um projeto cultural coletivo, concebido e executado com a orientação dos professores e profissionais do MAR, para integrar a programação do museu. 

“Esse é um processo de formação inédito que visa promover a democracia cultural por meio da abertura de espaços de formação, criação e trabalho para jovens egressos da rede pública de ensino, uma vez que o campo da arte e dos museus é historicamente muito elitizado”, complementa Izabela Pucu, Coordenadora de Educação do MAR. 

“Seu grande diferencial em relação aos demais processos de introdução profissional para jovens é a oportunidade que esses jovens terão de sair dos percursos com uma formação cultural consistente”, reforça Evandro Salles, Diretor Cultural do MAR.

Todo o processo será registrado semanalmente por meio de um website, que funcionará também como ferramenta nos processos de autoavaliação pelos participantes, no trabalho de professores e da coordenação pedagógica. Uma pequena brochura será editada como parte das ações que documentam o projeto.

As inscrições vão até 18 de agosto e as aulas serão realizadas entre os dias 3 de setembro de 2019 e 31 de janeiro de 2020, com atividades de terça feira a sábado, das 14h às 18h, inclusive nos feriados. As inscrições são exclusivamente online e devem ser feitas no site do MAR: www.museudeartedorio.org.br. Mais informações pelo e-mail percursosformativos@museudeartedorio.org.br.

Museu de Arte do Rio recebe o lançamento do livro “Memória da amnésia: políticas do esquecimento”, de Giselle Beiguelman

De Instituto Odeon em 6 de agosto de 2019


Evento contará com uma roda de conversa com a artista e professora da USP mediada pela curadora Clarissa Diniz

O Museu de Arte do Rio – MAR, sob a gestão do Instituto Odeon, recebe no dia 17 de agosto, às 16h, o lançamento do livro “Memória da amnésia: políticas do esquecimento”, publicado pelas Edições Sesc São Paulo. A obra de Giselle Beiguelman, artista e professora da USP, reúne ensaios textuais e visuais sobre as estéticas e as políticas de preservação da memória – e as ações sistemáticas que as transformam, também, em políticas do esquecimento. Ao mesmo tempo em que se volta às construções e aos monumentos do passado, a autora expõe as relações contemporâneas dessas obras com os fixos e fluxos das cidades, num contraponto entre a ruína e o futuro.

O lançamento acontece no auditório do museu e contará com uma roda de conversa mediada pela curadora e ex-gerente de Conteúdo do MAR, Clarissa Diniz. A entrada no evento será gratuita e por ordem de chegada. O espaço é sujeito à lotação.

Sobre o livro: 

Introduzidos por um ensaio crítico, os capítulos do livro tratam de projetos realizados pela autora em diferentes contextos, no espaço urbano e nos espaços informacionais das mídias e das redes sociais. O primeiro deles, intitulado “Beleza convulsiva tropical” – uma intervenção feita na 3ª Bienal da Bahia (2014), no Arquivo Histórico do Estado – discute a tensão entre natureza e cultura, o informal e o formal, o enfrentamento entre controle e descontrole que se emaranham com a história cultural e urbana do Brasil.

O segundo capítulo, “Memória da amnésia”, dá nome ao livro e é fruto de uma exposição realizada pela autora em 2015. Com foco nos depósitos de monumentos da cidade de São Paulo, o projeto incluiu o traslado de um conjunto de obras e fragmentos de monumentos do depósito do Canindé para o interior do Arquivo Histórico municipal, onde ficaram expostos, deitados, por quatro meses.

A memória digital – Os dois capítulos seguintes tratam de trabalhos realizados por Beiguelman com mídias digitais. “Já é ontem?” apresenta um longo ensaio visual a partir de fotografias e frames que documentou, de 2010 a 2017, as transformações da Zona Portuária do Rio de Janeiro (o Porto Maravilha), com ênfase na demolição da Perimetral e no entorno da praça Mauá. O trecho seguinte do livro, Museu das perdas para nuvens de esquecimento, discute as dificuldades de lidar com a memória das redes a partir da obra de net art O livro depois do livro e sua incorporação ao acervo do MAC-USP.

Incêndio no Museu Nacional – Memória da amnésia já estava quase pronto quando, em 2 de setembro de 2018, um incêndio transformou em ruínas o Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Diante dessa tragédia, Beiguelman incluiu um último capítulo, intitulado “Beleza compulsiva tropical”, em que o incêndio é lido sob o signo das catástrofes e como uma metáfora do nosso passado recente. 

De modo geral, todas essas abordagens dizem respeito às disputas pela visibilidade no campo da memória e acompanham os propósitos e esforços daqueles que constroem determinadas narrativas e analisam suas consequências nos espaços das cidades.

Sobre Giselle Beiguelman:

Pesquisa preservação de arte digital, arte e ativismo na cidade em rede e as estéticas da memória no século 21. Desenvolve projetos de intervenções artísticas no espaço público e com mídias digitais. É professora livre-docente da FAUUSP e foi coordenadora do seu curso de Design, de 2013 a 2015. Entre seus projetos recentes destacam-se Memória da Amnésia (2015), Odiolândia (2017) e a curadoria de Arquinterface: a cidade expandida pelas redes (2015). É membro do Laboratório para OUTROS Urbanismos (FAUUSP) e do Interdisciplinary Laboratory Image Knowledge – Humboldt-Universität zu Berlin. Autora de diversos livros e artigos sobre arte e cultura digital, suas obras integram acervos de museus no Brasil e no exterior, como ZKM (Alemanha), Yad Vashem (Israel), Latin American Colection – Essex University (Inglaterra), MAC-USP e Pinacoteca do Estado de São Paulo. Foi editora-chefe da Revista seLecT (2011-2014) e é colunista da Rádio USP e da Revista Zum.

Sobre Clarissa Diniz: 

Clarissa Diniz é curadora e crítica de arte. É mestre em história da arte pelo PPGArtes/UERJ e doutoranda em antropologia pelo PPGSA/UFRJ. Foi editora da revista Tatuí e publicou inúmeros textos, catálogos e livros, a exemplo de Crachá – aspectos da legitimação artística (Ed. Massangana, 2008). Curou diversas exposições e, entre 2013 e 2018, atuou no Museu de Arte do Rio – MAR, onde organizou mostras como Pernambuco Experimental (2013) e Dja Guata Porã: Rio de Janeiro indígena (2017). É professora da Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Sobre as Edições Sesc São Paulo:

Pautadas pelos conceitos de educação permanente e acesso à cultura, as Edições Sesc São Paulo publicam livros em diversas áreas do conhecimento e em diálogo com a programação do Sesc. A editora apresenta um catálogo variado, voltado à preservação e à difusão de conteúdos sobre os múltiplos aspectos da contemporaneidade. Seus títulos estão disponíveis nas Lojas Sesc, na livraria virtual do Portal Sesc São Paulo, nas principais livrarias e em aplicativos como Google Play e Apple Store.

ICOM propõe definição alternativa de museu

De Instituto Odeon em 1 de agosto de 2019


O ICOM – Conselho Internacional de Museus anunciou que uma definição alternativa de museu será submetida a votação no dia 7 de setembro, no Centro de Conferências Internacionais de Quioto (ICC Kyoto), Japão. A organização mundial, que tem como principal objetivo oferecer uma estrutura comum para museus, propôs a definição alternativa durante reunião do conselho diretor realizada em Paris nos dias 21 e 22 de julho.

Confira a proposta na íntegra:

Os museus são espaços de democratização, inclusão e polifonia para um diálogo crítico sobre o passado e o futuro. Reconhecendo e abordando os conflitos e desafios do presente, eles guardam artefatos e espécimes em nome da sociedade, salvaguardando várias memórias para as gerações futuras e garantindo a igualdade de direitos e igualdade de acesso ao patrimônio para todas as pessoas. 

Os museus não tem como objetivo o lucro. Eles são participativos e transparentes e trabalham em parceria ativa com e para diversas comunidades para coletar, preservar, pesquisar, interpretar, exibir e melhorar a compreensão do mundo com o objetivo de contribuir para a dignidade humana e justiça social, igualdade global e bem-estar do planeta.

Saiba mais em http://bit.ly/2Yhaz8V

Tributo a John Williams: Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo apresenta obras de Jurassic Park, Harry Potter e Star Wars

De Instituto Odeon em


Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo | Foto: Sylvia Masini

Trilhas de Indiana Jones, a Lista de Schindler e Contatos Imediatos de 3º grau também integram o programa.
O concerto acontece no sábado (10/8), às 20h, no Theatro Municipal de São Paulo.

Sucesso de bilheteria, a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo retorna com um dos concertos mais prestigiados pelo público: Tributo a John Williams. Com data única, 10/8, às 20h, os músicos apresentam trilhas de cinema do compositor John Williams. A apresentação acontece no palco do Theatro Municipal. Os ingressos variam de R$12 a R$40.

Sob regência do maestro Roberto Minczuk, os músicos iniciam o concerto com a trilha de E.T O Extraterrestre. Em seguida, o espetáculo continua com grandiosas obras de Jurassic Park, Contatos imediatos de 3º grau, Harry Potter, Indiana Jones, A lista de Schindler e Suíte de Star Wars.

Para Minczuk, essas composições sempre encantam e é um pedido do público. “É um concerto para todas as idades, os pais vão com os filhos, os avós.” O maestro também ressalta a importância de John Williams, que se inspirou em compositores como Tchaikovsky, Richard Wagner e Prokofiev. “Muitas vezes o primeiro contato de uma criança com a música sinfônica é através do cinema ou do videogame, e John Williams foi quem resgatou as trilhas sonoras de Hollywood.”

A experiência de assistir ao tributo é enriquecedora tanto para os músicos quanto para o público que vai reconhecer essas trilhas. “As pessoas vão ouvir somente a música, mas elas vão saber que o início do tema do filme Harry Potter e a Pedra Filosofal é tocado pelo celesta, um instrumento (de percussão) que poucas pessoas conhecem, e que os trompetes são os instrumentos que fazem o tema da marcha de Indiana Jones. Tudo isso é ver a música acontecer por meio da Orquestra Sinfônica Municipal”, conclui Roberto Minczuk.

Serviço:

10/8 Sábado | 20h

TRIBUTO A JOHN WILLIAMS

Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo

Roberto Minczuk, regente

Programa
John Williams: Trilhas dos filmes

E.T.

Jurassic Park

Contatos imediatos de 3º grau

Harry Potter

Indiana Jones

A Lista de Schindler

Suite de Star Wars

Local: Theatro Municipal de São Paulo
Endereço: Praça Ramos de Azevedo, s/nº

Indicação etária: Livre

Ingressos: R$ 40,00 / R$ 30,00 / R$ 12,00 site theatromunicipal.org.br ou pela bilheteria.
Horário da Bilheteria do Theatro Municipal: de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e sábados e domingos, das 10h às 17h.