Exposição “O Rio do samba: resistência e reinvenção” chega ao fim após receber mais de 200 mil visitantes

De Instituto Odeon em 26 de abril de 2019


Evento de encerramento terá apresentação da Estação Primeira de Mangueira, show do grupo Papagaio Sabido, lançamento de livros em homenagem a Martinho da Vila e Bezerra da Silva, entre outras atividades

O Museu de Arte do Rio – MAR, sob a gestão do Instituto Odeon, encerra a temporada de sucesso da exposição “O Rio do samba: resistência e reinvenção” no domingo, 28 de abril, exatamente um ano após a abertura. O evento de encerramento será embalado por uma programação especial, que inclui apresentação da Estação Primeira de Mangueira, show do grupo Papagaio Sabido, lançamento de livros em homenagem a Martinho da Vila e Bezerra da Silva e um Slam que exaltará clássicos desses dois mestres.

Eleita uma das melhores exposições de 2018 pela revista Bravo!, a mostra recebeu um público de cerca de 200 mil pessoas, dentre elas as ilustres presenças de artistas como Zeca Pagodinho, Paulinho da Viola, Marisa Monte, Teresa Cristina, Martinho da Vila, entre outros. A exposição também foi palco de uma série de atividades do museu, como oficinas de criação, conversas de galeria, edições do Conheça o MAR e MAR em LIBRAS.

Com curadoria de Nei Lopes, Clarissa Diniz, Evandro Salles e Marcelo Campos, “O Rio do Samba” conta a história social do samba carioca por meio de 800 itens, entre obras de arte, documentos, objetos e peças de vestuário. Estão em exibição obras de artistas como Candido Portinari, Di Cavalcanti, Heitor dos Prazeres, Guignard, Ivan Morais, Pierre Verger e Abdias do Nascimento; fotografias de Marcel Gautherot, Walter Firmo, Evandro Teixeira, Bruno Veiga e Wilton Montenegro; gravuras de Debret e Lasar Segall; parangolés de Hélio Oiticica, e uma instalação de Carlos Vergara, desenvolvida com restos de fantasias. O prato de porcelana tocado por João da Baiana e figurino e joias originais de Carmem Miranda são algumas das raridades em exibição.

Cinco obras comissionadas pelo MAR, criadas especialmente para “O Rio do samba” também fazem parte da mostra. A convite dos curadores, os artistas Ernesto Neto e Leandro Vieira, carnavalesco da Mangueira, criaram uma instalação interativa, que tem lugar de destaque na Sala de Encontro. Jaime Lauriano fez uma intervenção logo na entrada do museu, gravando nas pedras portuguesas do chão dos pilotis os nomes das etnias africanas escravizadas no Brasil. A passarela que leva o visitante à sala de exposições foi tomada por letras de música que falam sobre o próprio samba e ambientada por uma peça sonora criada pelo músico Djalma Corrêa, inspirada nas batidas do coração. Gustavo Speridião ocupa uma parede com obra inspirada na geografia do samba no Rio, e João Vargas apresenta uma videoinstalação sobre o samba enquanto dança do corpo individual e coletivo.

Programação:

– 10h às 17h – Último dia de visitação da exposição “O Rio do samba: resistência e reinvenção”.

Ingressos: R$ 10 (meia-entrada) | R$ 20 (inteira)

– 14h30 – Lançamento de dois livros idealizados pela FLUP – Festa Literária das Periferias, em parceria com a Funarte. “Conta Forte, Conta Alto” traz 28 contos criados a partir da releitura de canções de Martinho da Vila. Já “90 Anos de Malandragem” reúne 25 narrativas curtas escritas com base no repertório de Bezerra da Silva. Haverá sessão de autógrafos com os autores. Entrada gratuita.

– 15h – Slam do Samba, onde público e autores se revezarão para performar as letras mais marcantes da história do samba e o público dará nota para as performances. Entrada gratuita.

– 16h – Show do grupo Papagaio Sabido.

A banda nasceu em 2013, reunindo as tribos do cancioneiro  nacional, e desde então festeja a música brasileira levando o samba, bossa nova, chorinho, forró e MPB por onde passa. Composto por Alan de Deus, Diego Moreira, Thiago Oliveira, Guilherme Pimenta, Pedro Santos e Thiago Gama; Papagaio Sabido constrói sua identidade sonora na criação autoral, priorizando arranjos bem trabalhados e paralelamente revê grandes autores da cena popular. Entrada gratuita.

– 17h – Samba nos pilotis com a Estação Primeira de Mangueira e participação da Mangueira do Amanhã e Tantinho da Mangueira. Entrada gratuita.

Glamurama – Rigoletto

De Instituto Odeon em 24 de abril de 2019


Após temporada de sucesso na Pinacoteca de São Paulo, “Rosana Paulino: A Costura da Memória” chega ao Museu de Arte do Rio

De Instituto Odeon em 15 de abril de 2019


O Museu de Arte do Rio – MAR, sob a gestão do Instituto Odeon, estreou no dia 13 de abril a exposição “Rosana Paulino: A Costura da Memória”. Após temporada de sucesso na Pinacoteca, em São Paulo, a maior individual da artista já realizada no Brasil chega à cidade com 140 obras produzidas ao longo dos seus 25 anos de carreira. Assinada por Valéria Piccoli e Pedro Nery, curadores do museu paulistano, a mostra reúne esculturas, instalações, gravuras, desenhos e outros suportes, que evidenciam a busca da artista no enfrentamento com questões sociais, destacando o lugar da mulher negra na sociedade brasileira.

Rosana Paulino surge no cenário artístico nos anos 1990 e se distingue, desde o início de sua prática, como voz única de sua própria geração. Os trabalhos selecionados, realizados entre 1993 e 2018, mostram que sua produção tem abordado situações decorrentes do racismo e dos estigmas deixados pela escravidão que circundam a condição da mulher negra na sociedade brasileira, bem como os diversos tipos de violência sofridos por esta população.

Um dos destaques da mostra é a “Parede da Memória”. Realizada quando a artista ainda era estudante, a instalação é composta por 11 fotografias da família Paulino que se repetem ao longo do painel, formando um conjunto de 1.500 peças. As fotos são distribuídas em formatos de “patuás” – pequenas peças usadas como amuletos de proteção por religiões de matriz africana. O mural se transforma em uma denúncia poética sobre a invisibilidade dos negros e negras que não são percebidos como indivíduos. Quando os 1.500 pares de olhos são postos na parede, “encarando” as pessoas, eles deixam de ser ignorados.

A exposição também conta com uma série lúdica de desenhos feitos por Rosana Paulino, na qual a artista revela sua fascinação pela ciência e, em especial, pela ideia da vida em eterna transformação. Os ciclos da vida de um inseto são feitos e comparados com as mutações no corpo feminino, por exemplo. A instalação Tecelãs (2003), composta de cerca de 100 peças em faiança, terracota, algodão e linha, leva para o espaço tridimensional o tema da transformação da vida explorado nos desenhos.

Em alguns de seus trabalhos a relação de ciência e arte é destacada, como em Assentamento (2013). A série retrata gravuras em tamanho real de uma escrava feitas por Ausgust Sthal para a expedição Thayer, comandada pelo cientista Louis Agassiz, que tinha como objetivo mostrar a superioridade da raça branca às demais. Para Paulino, “a figura que deveria ser uma representação da degeneração racial a que o país estava submetido, segundo as teorias racistas da época, passa a ser a figura de fundação de um país, da cultura brasileira. Essa inversão me interessa”, finaliza a artista.  

Sobre Rosana Paulino

Doutora em artes visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP, é especialista em gravura pelo London Print Studio, de Londres e bacharel em gravura pela ECA/USP. Foi bolsista do programa bolsa da fundação Ford nos anos de 2006 a 2008 e CAPES de 2008 a 2011. Em 2014 foi agraciada com a bolsa para residência no Bellagio Center, da fundação Rockefeller, em Bellagio, Itália. 

Como artista vem se destacando por sua produção ligada a questões sociais, étnicas e de gênero. Seus trabalhos têm como foco principal a posição da mulher negra na sociedade brasileira e os diversos tipos de violência sofridos por esta população decorrente do racismo e das marcas deixadas pela escravidão. 

Possui obras em importantes museus tais como MAM – Museu de Arte Moderna de São Paulo; UNM – University of New Mexico Art Museum e Museu Afro-Brasil – Pão Paulo.

The Guardian indica Museu de Arte do Rio como um dos 10 lugares que turistas precisam visitar na cidade

De Instituto Odeon em 8 de abril de 2019


Em matéria publicada no dia 5 de abril de 2019, o jornal britânico The Guardian indicou o Museu de Arte do Rio como um dos 10 lugares que turistas precisam conhecer na cidade. O correspondente do jornal, Dom Phillips, destacou a relevância histórica das exposições exibidas, além da arquitetura do prédio e do terraço do museu, que oferece uma vista única da Praça Mauá, Baía de Guanabara e arredores.

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